31 de março de 2004

CHIMANGO

O dia nem tinha clareado ainda na sesmaria quando os Chimangos ouviram os rufos dos cascos e os socos das baionetas. Os Maragatos esperavam na tocaia, mas o Oficial não teve bigode pra puxar as rédeas da peonada. Quando viu, seus homens já troteavam pra junção sem escutar seus granidos.
Todos sabiam que era a última peleia, algum lado ia sair da briga com vantagem de meia-dúzia de homens. Mas todo mundo queria ficar no meio desta meia-dúzia. O medo de morrer não cruzava a vontade de ganhar a revolução.
No primeiro entrevero, os Maragatos derrubaram muita gente e os Chimangos pensaram em estalar os relhos rumo ao mato, mas como o Oficial de lenço branco tinha o bigode mais grosso, reuniu os cagalhões num só grito e uriçou os outros pro rebote. Enquanto os mais guri pulavam de pranchassos de facão nos baionetas, os mais remanchões correram pro mato buscar os matungos na corrida de quem rouba goiaba. Na segunda ordem de recarga das baionetas, as carquejas deitaram com o trote dos pingos e o gritedo dos chirús.
Os Maragatos tinham uns vinte homens de luz pros Chimangos e já preparavam pra balançar o lenço vermelho gritando a vitória, mas com o rebote, os Maragatos viram a guaiaca pesar. E o entrevero se ajuntou num bolo só até o meio-dia, onde só se ouvia os gemidos dos desasados e o tinido dos facões entre os vivos. As baionetas não tinham mais carga. O tendéu estava nivelado e os poucos que sobraram de cada lado não faziam menção de ir ao mato antes de derrubar os outros.
Quando o Chimango conseguir faquear o Maragato que tinha lhe acertado a perna, viu que os lenços vermelhos estavam todos contra o chão. Na mesma hora, puxou o seu lenço branco do pescoço e balançou pra cima cantando a a vitória sem perceber que era o único sobrevivente.
No levantar da aba do chapéu, foi que ele foi ver o tamanho do estrago: quinhentos de cada lado. Num relâmpago, relembrou da noite anterior onde os companheiros tragueavam e contavam causos em roda do fogo e agora já não tinham mais nem sangue pra escorrer.
Mesmo com a perna quase atorada, conseguiu voltear um matungo na beira dum capão e boleou a perna pra avisar o general que a revolução tinha acabado.
Chegou com aperna em gangrena e com o pingo assoleado na estância. Deram cachaça até esmorecer e quando abriu os olhos, deu falta da perna. Olhou em volta e viu que tinham lhe trazido pra casa, depois de quinze luas na peleia e o General apontou para o cabide e disse:
- Não fiques uriçado rapaz, perdeste a perna mas ganhaste a paz eterna na tua cochilha. E a farda de Coronel já é tua!
No quarto não se ouvia um pio na espera da resposta do índio velho machucado. Com o olhos grudados na farda, ele pensou e disse:
- Leve tua farda e me traga minha perna e os quinhentos companheiros devolta.

30 de março de 2004

Não há mais tempo para nada!
Para nada!


29 de março de 2004



Serei o que sou
Um homem solitário

Certo ou errado
Forte ou fraco

O que eu me tornei?
Todos que conheço vão embora no fim das contas

Pequenas coisas que eu deveria ter dito e feito
Apenas nunca tive tempo

Há um homem por aí anotando nomes
E ele decide quem liberta e quem culpa.
Nem todos serão tratados igualmente.
Haverá uma escada dourada levando para baixo
Quando o homem chegar

Os sábios se curvarão diante do trono
E curvados moldarão a coroa dourada
Quando o homem chegar

Você não pode mais me alcançar
Não importa o quanto tente

O modo como você os fez sofrer
enche-me com uma vontade de defecar!

Você não pode me ver
mas eu posso ver você

Quando os gatos não estiverem por perto
Os ratos se divertirão

Uma destruição repentina
Segurança coletiva com certeza
Não esqueça sua história
Conheça seu destino
Na ambundância de água
O tolo sente sede.

Temos raças de cavalos;
Temos raças de cachorros;
Temos a raça humana;
Mas esta é uma raça de ratos

Ouça-me falar sobre o pecado
Corpos confusos
Memórias mal usadas
Enquanto fugimos do dia
Para uma noite de pedras

Eu sei de tudo
Sou um espião

26 de março de 2004

Tem alguém aí?

0,1,2,3,4...
Antes era só alegria, o mundo não mordia
A vida era doce, nem ardia
Mas aí um dia, ou quem sabe dois ou três
Eu só queria superar a timidez.
Queria fazer parte de alguma coisa, se crescer já é difícil
Crescer sozinho é mais, a gente tem que dar um jeito
De gostar de alguma coisa, a gente tem que dar um jeito
De ficar satisfeito, mas se o tempo passa e a vida é sem graça
A gente disfarça na mesa do jantar pra depois tentar desabafar
Numa conversa, mas ninguém se interessa na mesa do bar.
//: Ninguém tá escutando o que eu quero dizer
Ninguém tá me dizendo o que eu quero escutar
Ninguém tá explicando o que eu quero entender
Ninguém tá entendendo o que eu quero explicar ://
Conversa vazia, cabeça vazia de prazer, cheia de dúvidas
De vontade de fazer qualquer loucura que pareça aventura
Qualquer experiência que altere o estado de consciência
Que te dê a sensação de que você não tá perdido
Que alguém te dá ouvidos, que a vida faz sentido.
Chega (chega)! Não! Eu quero mais! Bebe fumma, cheira, tanto faz.
Droga é aquela substância responsável por tornar
Sua vida aparentemente mais suportável.
Confortável ilusão! Parece liberdade, na verdade é uma prisão.
//: Ninguém tá escutando...
Ninguém prepara os jovens, nem os pais nem a TV
Pra botar o pé na estrada e não se perder
Ninguém prepara o jovem pra saber o que fazer
Quando bater na porta e ninguém a tender
Ninguém me dá a chave pra abrir a porta certa
Mas a porta errada eu encontro sempre aberta.
Entrar numa roubada é mais fácil que sair
Tem alguém aí?
Tem alguém aí ou saiu pra viajar?
Tem alguém aí ou saiu pra passear?
Você tá viajando? Quando é que você volta?
Onde você quer chegar?
//: Ninguém tá escutando...
Eu sei que depende, mas se você depende da droga
Ela é a falsa rebeldia que te ajuda a se enganar, a mentira que vicia
Porque parece bem melhor do que verdade do outro dia
Falsa fantasia é a droga que parece mais real do que esse mundo
De hipocrisia que te afoga, a droga é só mais uma ferramenta do sistema
Que te envenena e te condena, overdose de veneno só te deixa pequeno
Muito álcool, muito craque, muita coca
E vai batendo a onda, a onda bate, a onda soca
A onda bate forte, apressando a morte feito um trem,
Você sabe que ele vem, mas se amarra bem no trilho suicida
A doença tem cura pra quem procura
Pra quem sabe olhar pra traz nenhuma rua é sem saída
Ninguém tá escutando o que eu quero...
Ninguém tá me dizendo o que eu quero...
Ninguém tá explicando o que eu quero...
Ninguém tá entendendo o que eu quero.
Gabriel, O Prensador

Artista tinge de vermelho iceberg da Groenlândia


Um artista plástico chileno transformou ontem a costa oeste da Groenlândia, na Dinamarca, em seu atelier. Para pintar de vermelho um pedaço de gelo de cerca de 900 metros quadrados que flutuava na água da cidade de Ilullissat, Marco Evaristti usou três mil litros de tinta diluída, três mangueiras de incêndio, dois quebra-gelos e uma equipe de 20 homens. ¿Todos temos a necessidade de decorar a Mãe Natureza porque ela pertence a nós", afirmou ele. "Esse é o meu iceberg. Ele é meu", disse.

Evaristti e os ajudantes viajaram por entre os icebergs do local por cerca de 30 minutos antes de encontrarem o cenário ideal. Durante as duas horas de trabalho, a equipe enfrentou a temperatura de -23ºC. O lago onde agora bóia o contrastante iceberg vermelho entre os outros brancos tem 300 metros de profundidade.

A cidade de Ilullissat, que significa iceberg na Groenlândia, é um destino turístico por causa de seu cenário. Até o momento, não houve uma reação das autoridades locais sobre a obra. Há informações, entretanto, de que os cidadãos normalmente são muito críticos com a preservação do ambiente.

Fonte: Terra

25 de março de 2004

Pontomimas

Colhedores de jornais.
Catadores de sonhos.
Andorinhas sujas com o óleo das grandes fábricas de grandes chaminés
voam baixo
Defecam na cabeça das pessoas que andam cabisbaixas pelas ruas secas
Tomo tragos de LSD puro
Me escoro nas encostas dos prédios lamacentos de mais uma cidade baixa da américa latina
No café da esquina dois poetas marroquinos conversam
uma mosca mergulha no café de um deles
e tudo isso na pantomima de um grupo de cegos.

















24 de março de 2004

ROTEIRO OPERACIONAL

O dia começa às 05:50. O despertador do celular toca até ser posto em função soneca. Duas funções soneca até 06:10. É preciso levantar. Automaticamente: ir ao banheiro, lavar o rosto, voltar ao quarto para se vestir. Pequena hesitação quanto à roupa em relação ao clima do lado de fora. Abre a cortina e a janela para ver o tempo. Decide a roupa. Não toma café nem come nada. Às vezes um copo de leite frio e puro.

06:23, fecha a porta e anda até a parada do ônibus. Segundos são séculos. O cobrador ainda cochila sentado e desperta quando a porta se abre. Quase nunca está lotado, mas nem vazio.

06:37, desce e anda até o lugar da próxima condução. Há pessoas de outras empresas esperando também, sempre as mesmas pessoas. No andar de cima do prédio ao lado funciona um meretrício. As pagãs estendem toalhas e abrem janelas o anunciando fim do expediente.

06:47, o ônibus chega. Finalmente. Adormece quando encosta a cabeça no apoio do banco.

07:23, o ônibus pára no pátio da empresa. As pessoas se espreguiçam e descem vagarosamente em direção ao portão de entrada. Passa o crachá na máquina-ponto e prende na camisa. Cumprimenta os que encontra com um “bom dia” rouco. Ninguém na sala, luz apagada. Ao acender, o clima de labuta se instala. Mãos à obra! Liga o computador, abre caixa de e-mail. Os colegas chegam rigorosamente um após o outro. Abre pasta, cria planilha de custo, faz cotação de preço, envia documentos ao despachante, arquiva os encerrados. A hora do almoço chega rápido com tanto serviço.

O almoço é sempre bom quando se está com fome. Um jogo de cartas em baralho espanhol ajuda na digestão. O sinal toca.
O que foi feito pela manhã é continuado e repetido pela tarde. De vez em quando, um momento curto de ócio.

17:18, hora de sair. A multidão o acompanha em direção às suas conduções.

17:50, desce e pega o ônibus para a universidade. Janta lá mesmo. Escova os dentes, passa um desodorante que tem sempre guardado na mochila e segue para a aula, que não há nada de diferente das outras. Tudo sempre igual.

21:00, intervalo até 21:15. Encontra amigos, conversa alegre e cumprimenta conhecidos. Aula de novo.

22:10, sai da aula, pega dois ônibus e chega em casa. Finalmente.

Mais um copo de leite frio e puro. Escova os dentes, tira a roupa, toma banho e se joga na cama. Dorme do jeito que caiu. O dia começa às 05:50...

23 de março de 2004

Parque Guell Nascido em 1852 em Reus (Campo de Tarragona), Gaudí era um fiel observador da natureza. Apaixonado pelas suas formas, as mais belas obras deste artista foram inspiradas em livros medievais, na arte gótica, no estilo árabe e até em ilustrações de construções orientais mas, sobretudo, nas formas orgânicas da natureza. A linha restrita, a rigidez e a ordem nas formas se rompeu com a chegada da Art Nouveau no início do século XIX. Gaudí não foi insensível a esta mudança e gerou um estilo próprio. Suas obras são marcadas pelas linhas sinuosas, pela ausência de simetria e pela profusão de cores. Por seguir esses preceitos, o artista é considerado por muitos como excêntrico e até mesmo inusitado. Todavia, pode-se dizer que o artista catalão tem um estilo próprio e único, que extrapola os fundamentos do Art Nouveau, e faz de suas obras um marco singular para a cidade de Barcelona e toda a Catalunha, onde atuou.

Gaudí realizou a maior parte de seus projetos para a Igreja e a burguesia, entre essa última descatando-se a figura de Don Eusebio Güell, seu mecenas. Sob encomenda de Güell, Gaudí projetou o Parque Güell (1900-1914), um verdadeiro monumento ao Art Nouveau, capaz de fundir à natureza local a arquitetura arrojada de seu mestre, pintura, escultura, paisagismo, artesanato, numa verdadeira experiência visual-sensorial - árvores se unem a colunas de pedra, lagartos de azulejo recepcionam turistas e bancos parecidos com ondas do mar, tudo multicolorido e multiforme.

Sítio Oficial -> Lá se encontra imagens das suas obras, biografia, artigos, é muito bacana.



Gaudí era louco, genial, não há um gênio que não seja louco.
Por isso ele foi tão espetacular, causou ódio, asco, medo, mas deve ter causado muita excitação também, arrepios...
maluquice, maluquice, as coisas podem ser tão bonitas, e úteis ...


22 de março de 2004


O Argentino Quino é um dos melhores cartunistas da atualidade, ele é muito bom no que faz: humor inteligente, reflexivo, educativo e atual.

Criador da personagem Mafalda, garota inteligente e defensora árdua dos seus direitos, é um de seus personagens mais famosos. Mafalda foi traduzida em 10 idiomas, foi garota-propaganda de campanhas da UNICEF, motivo de cartões-postais e de selos argentinos.

  • visite seu site oficial: Site do Quino

  • biografia: Vida e Obra de Quino







  • "O futuro da tecnologia ameaça destruir tudo que é humano no homem,
    mas a tecnologia não atinge a loucura;
    E nela então, o humano do homem se refugia."

    Clarice Lispector

    19 de março de 2004


    Tá rebocado meu compadre
    Como os donos do mundo piraram
    Eles já são carrascos e vítimas
    Do próprio mecanismo que criaram

    O monstro SIST é retado
    E tá doido pra transar comigo
    E sempre que você dorme de touca
    Ele fatura em cima do inimigo

    A arapuca está armada
    E não adianta de fora protestar
    Quando se quer entrar
    Num buraco de rato
    De rato você tem que transar

    Buliram muito com o planeta
    E o planeta como um cachorro eu vejo
    Se ele já não aguenta mais as pulgas
    Se livra delas num sacolejo

    A civilização se tornou complicada
    Que ficou tão frágil como um computador
    Que se uma criança descobrir
    O calcanhar de Aquiles
    Com um só palito pára o motor

    Tem gente que passa a vida inteira
    Travando a inútil luta com os galhos
    Sem saber que é lá no tronco
    Que está o coringa do baralho


    Eu já passei por todas as religiões
    Filosofias, políticas e lutas
    Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
    Da verdade absoluta

    Raul Seixas e Raulzito
    Sempre foram o mesmo homem
    Mas pra aprender o jogo dos ratos
    Transou com Deus e com o lobisomem

    AS AVENTURAS DE RAUL SEIXAS NA CIDADE DE THOR
    (Raul Seixas)

    Zupi. Um site de design muito bacana, com entrevistas, artigos, portifólios.
    Tem uma entrevista com o Guto Lacaz, designer que desenha para Caros Amigos. E com Laurent Cardon. Muito bom os desenhos, tá loco.

    Os trabalhos, respectivamente.



    18 de março de 2004

    PREFEITURA MUNICIPAL DE PANGÉIA
    A situação estava ficando cada vez mais complicada para os habitantes do pequeno município de Pangéia. A população estava descontente com a administração da atual prefeitura, porque o prefeito, Sr. Estados Unidos assumiu o cargo há 100 anos atrás, prometendo democracia e paz a todo o município, mas com o passar do tempo as coisas foram ficando diferentes.

    As discórdias começaram quando o prefeito assinou um decreto abolindo as eleições diretas para vereador, nomeando imediatamente seus amigos íntimos e parentes para todos os cargos da prefeitura. A Inglaterra, irmã emprestada, ficou com a Secretaria das Finanças e a residência da Câmara de Vereadores. O Canadá, antigo vizinho e primo, foi nomeado Secretário do Comércio, cargo sem ação, mas muita expressão. A França, como tia experiente, ganhou a Secretaria da Cultura. A Itália assumiu a Secretaria da Agricultura depois de longa disputa com o Japão, que se contentou com a Secretaria da Tecnologia, já que possuía invejável capacidade de raciocínio e criatividade. Para não deixar sua irmã Austrália de fora, nomeou-a para Chefe de Gabinete, cargo meramente ilustrativo.

    Não demorou até que a oposição se manifestasse. A Rússia, principal oposicionista, queria para seu partido pelo menos alguns dos cargos, indicando a Coréia do Norte no lugar da Inglaterra, a China no lugar da Itália, Turquia no lugar da França e Albânia ao invés da Austrália. Como se isso não bastasse, o prefeito passou a discursar apresentando-se como América, nome do bairro onde vivia com quase outros 40 vizinhos pobres e o Canadá. Brasil, Argentina e México, americanos pobres mais ativos, tentaram iniciar uma revolta, mas resistiram da idéia na primeira oferta de suborno e propina.

    Dentre os moradores do Centro da Cidade e do bairro Europa, quem mais se indignou foi a família Escandinávia, formada por quatro ricas irmãs e alguns primos moradores das Terras Baixas, no mesmo bairro. A Suiça, que não queria briga com ninguém e nem folia nos seus terrenos, chamou o governo e oposição para uma reunião na sua casa. A oposição aceitou de pronto, enquanto o governo só aceitou depois de mandar prender Cuba, Vietnã, Arábia e condenar Iraque e Afeganistão à morte, todos sob acusação de desacato à autoridade. Para a reunião, também foram convidados os moradores do bairro Africa, ex-presidiários pouco instruídos mas com grande poder de voto, além de todos os munícipes que quisessem participar.

    No dia marcado, o município inteiro compareceu à casa da cordial Suiça. O México, depois de receber um bom agrado financeiro, aceitou representar a América para defender os interesses da prefeitura. O mesmo aconteceu com a Africa do Sul, que representava os africanos. Na última hora, o partido da Situação ainda conseguiu o apoio da Nova Zelândia para representar a Oceania, bairro onde também moravam a Austrália e mais dois vizinhos pobres. A oposiçaõ tinha do seu lado a rica família Escandinávia representando o Centro da Cidade, a Grécia representando a Europa e a obesa e desorganizada China representando o bairro Asia, o maior eleitorado do município. Com as prisões de Arábia, Afeganistão e Iraque, o bairro Oriente Médio não compareceu à reunião, repudiando qualquer acordo com a prefeitura.

    Iniciado o debate, oposição e situação se atacaram com todas as forças, cada partido usando seus aliados como escudo. Foi então que Bélgica, filha mais velha da França, sugeriu uma votação para resolver os impasses, acreditando na vitória certa do Partido da Situação. Mas o que eles não sabiam é que a oposição havia oferecido o dobro pago pela prefeitura aos mexicanose conseguira apoio maciço dos africanos em troca de algumas cestas básicas.

    Com a derrota esmagadora, a Prefeitura já previa um possível golpe militar e pediu para o delegado Israel, que detonasse a poderosa bomba instalada sob o piso, com a finalidade que resolver emergências como essas. Quando os aliados da prefeitura se dirigiam à porta, a Suiça pediu um minuto da atenção de todos pois tinha algo muito importante a falar. Israel, sem saber, detonou a bomba matando o município todo, causando a extinção do município da Pangéia.

    "O pasto do vizinho eh mais verde do que o meu. Ó Deus."
    (Cabelo em busca da vaca púrpura)


    Organizadores das Olimpíadas de Atenas preocupam-se com hackers


    ATENAS (Reuters) - Autoridades encarregadas pela organização dos Jogos Olímpicos de Atenas trabalham em planos para contra-atacar uma possível investida de hackers a sistemas importantes de infra-estrutura durante as competições marcadas para agosto.

    O jornal Nea afirmou que especialistas em segurança eletrônica começaram a ficar preocupados com a possibilidade de um ataque digital após lerem uma mensagem em uma revista norte-americana de computadores que perguntava a hackers se encontraram uma maneira para interferirem nos jogos.

    "Teoricamente, há oportunidades para eles agirem", afirmou uma fonte da polícia grega ao jornal. "Precisamos estar alertas e cooperar com outros países e com a unidade especializada em crimes eletrônicos."

    O jornal afirmou que placares eletrônicos, semáforos, empresas de serviços públicos estão na lista dos principais alvos de hackers.

    A Grécia está investindo um recorde de 650 milhões de euros em segurança das Olimpíadas, os primeiros jogos depois dos ataques de 11 de setembro contra os Estados Unidos.

    Fonte: MSN

    17 de março de 2004

    ba2kaz.
    Site francês de sei lá, arte, experimentalismo, os dois juntos, bem legal.

    16 de março de 2004

    Documentário lançado nos EUA relata ascensão e declínio da Atari

    "TUM! TUM! TUM!" Vez ou outra, um ruído bate-estaca tomava conta do escritório da Atari, no vale do Silício, na Califórnia. Os visitantes estranhavam o barulho, mas os funcionários da empresa não ligavam: era apenas o programador Tod Frye, um dos pais de "PacMan", andando pelas paredes (!!). Essa é apenas uma das histórias bizarras que um dos protagonistas da era de ouro da companhia, o programador Howard Scott Warshaw, reuniu no DVD "Once Upon Atari", que acaba de ser lançado nos EUA e pode ser comprado através do site www.onceuponatari.com.

    "Depois de ter passado por aquilo, eu sabia que algum dia essa história tinha de ser contada", lembra o designer de jogos vertido em documentarista. Warshaw reuniu amigos programadores numa sessão de memória para resgatar os dias de glória da empresa, que fez os jogos eletrônicos se tornarem populares e viáveis no mercado --além de entrar para a história como fenômeno cultural. "Eu esperei até quando pensei ser tarde demais para ser processado", brinca o diretor, que deu início às gravações em 1999.

    Até hoje um número considerável de pessoas ainda são fascinadas por jogos antigos. Para o diretor, "o foco [das pessoas] está apenas no jogo! Hoje passam tanto tempo fazendo clipes cinematográficos e desenvolvendo técnicas de gráfico que o jogo em si se torna uma segunda preocupação".

    Nas entrevistas, mais do que histórias engraçadas e inacreditáveis, todos os ex-funcionários da empresa se referem com nostalgia ao período em que trabalharam lá. "Eu tinha 23 anos e tinha completa autonomia criativa para o que eu fazia", recorda Simon Fulop, o criador de "Missile Command". "Era minha versão da América corporativa", lembra Carla Meninsky. "Todos os outros empregos que eu tive depois foram incrivelmente chatos."

    Também pudera: a divisão de games tinha pouco do que nos referimos como "local de trabalho". A rotina da Atari era o que menos lembrava uma rotina.
    Em um dia, todos estavam debruçados em números e códigos tentando fazer vários personagens de um jogo se moverem de forma independente, no outro, Steven Spielberg visitava os escritórios. O cheiro de maconha começava às 9h, atrapalhando as reuniões de negócios.

    "Eu sou realmente um dos pais dos jogos eletrônicos e o único programador da Atari cujos jogos venderam mais de milhões de cópias --até o 'E.T.'!", orgulha-se o diretor, brincando, em referência ao jogo que é considerado o pior da história. "O sentimento de ser um fundador e agente fundamental em algo que se tornou um fenômeno cultural é simplesmente incrível."

    Mas o DVD explica que não foi a desorganização e a arruaça de seus programadores que levaram a Atari à falência. "As pessoas ficam muito esquisitas quando muito dinheiro começa a aparecer", lembra um dos entrevistados. Gerentes comerciais davam sermões nos programadores que agiam como estrelas, por saber que era por causa deles que a empresa era lucrativa. Boa parte da zorra incitada pelos funcionários era uma reação à visão estreita dos departamentos de marketing.

    Outra parte era pura loucura mesmo. Como quando Frye descobriu que podia andar nas paredes. Colocou um pé em uma parede de um corredor e o outro na outra. Quando percebeu, estava se equilibrando com mãos e pés, sem tocá-los no chão. O bate-estaca citado no início do texto não é nada senão o barulho que o programador fazia ao "caminhar" pelas paredes dos corredores da empresa --a quase dois metros do chão. Não foi por menos que, quando enfiou a testa no dispositivo antiincêndio instalado no teto e a equipe do pronto-socorro perguntou o que havia ocorrido, ninguém acreditou na história.

    Original aqui.
    Cláudio Júlio Tognolli - Mas você escreveu um artigo falando que o Caetano te prejudicou? Que deu o nome errado, que não era o teu?

    Tom Zé - Não, eu escrevi coisas... Mas isso eu já falei! Sabe o que é? Se eu ficar falando em Caetano todo dia, fico dando uma importância tão grande a isso que prejudica minha própria capacidade de trabalhar. Então tenho que deixá-los em paz, vamos encerrar essa história, que eu proponho contar de uma maneira geral e honesta. Foi assim: eu fui enterrado vivo duas vezes. A primeira em 1940, porque minha família saía do campesinato e ia pra universidade e minha mãe, por uma rebeldia qualquer – talvez seja a única coisa artística que tenha havido na família antes de mim –, disse que não estudaria mais em colégio de freira. Meu avô, coitado, lá no interior, que não sabia o que fazer, teve que trazê-la pra Irará, porque, se não queria colégio de freira, ia botar ela onde? Numa pensão, uma moça? Então, minha mãe veio e ficou naquele buraco sem fundo, buraco negro onde ela foi ficando no barricão, uma moça com trinta anos já! Mas casou com meu pai, seu Everton, homem simples de Irará, mas um homem muito grande de coração. E então começaram a nascer em Irará aqueles bichinhos horrorosos, mal-educados. Eu e meus irmãos, ah, merecíamos morrer! E criança compreende tudo! Que a gente merecia morrer a gente sabia, a gente lia nas palavras de minha mãe, no não-verbal, no próprio ambiente a gente lia. E eu, digamos assim, escolhi 1940 para ter sido enterrado. Eu tô vivo hoje graças à psiquiatria e à minha irmã Guile, que me salvou, senão eu estava no manicômio. Isso é sem o menor charme, né? Pois muito bem. Então, depois, eu fui enterrado a segunda vez na divisão de espólio do tropicalismo. Em 1970... nossa, eu tinha tanta coisa pra falar aqui e tô falando disso! Em 1970 eu fui enterrado a segunda vez, porque em 1968 o tropicalismo existiu, em 1969 acabou, todo mundo viajou e em 1970 fui enterrado, não é porque alguém me enterrou, nem porque a imprensa não gostasse de mim, não é por nada do que possa parecer dentro dos papéis que certas pessoas são chamadas a exercer no Brasil, não é isso. Eu fui enterrado porque é uma coisa normal, se seu trabalho ainda está incompleto, se ele ainda não pode ser considerado uma estaca para fincar no chão, se ele não pode, como um pênis, furar a terra e... e é a terra como mãe, o pênis como céu e pai. É como Cronos comendo seus filhos, é normal! Em Irará, também se diz assim: “Você tá me chamando de veado? Por que, bicho? Eu não sou homem mesmo, não. Meu pai ainda não morreu, como é que eu posso ser homem?” Quer dizer, isso é mitologia grega, não sei de que maneira foi parar em Irará. Mas foi. Michel Simon, aquele professor belga que foi muito importante no teatro francês e no teatro mundial, foi na Bahia já bem velhinho, e eu era estudante de música e ele me pediu pra ilustrar as conferências dele com umas certas canções que me dava escritas. Eu fazia um arranjo. Nisso me deu uma canção chamada A Pastorinha (e canta), Destes montes venho saindo/ destes montes venho saindo/ à procura do meu gado/ que perdi lá no roçado/ lá em terra de afogado... Daí ele dizia: “Sabe de onde vem essa pastorinha? É da tragédia grega, do personagem da tragédia grega”. E como é que esse diabo veio parar na Bahia, no bumba-meu-boi? Então, tudo bem, só pra brincar de como o mundo anda pelo avesso. Então eu fui enterrado em 1970, como numa história mitológica, e não por alguma pessoa ou alguma instituição, não tenho queixa de ninguém nem de nada. Fui enterrado profundamente, sim, e depois David Byrne me tirou desse buraco. Esse buraco era muito profundo, era preciso tão cuidadosamente me ignorar, era preciso que uma estrutura de cimento e concreto muito forte estivesse sobre mim, que não fosse possível eu sair dali. Bom, eu só posso pensar isso hoje: “Por que diabo, será que eu era importante?” Só posso concluir... Puta que pariu, isso aí tem que ser um negócio do tipo: “Esse cara não pode existir!” Muito bem, agora, na hora que eu, por acaso, começo a ser tão bem-sucedido é o caso de dizer: “Pô, realmente, eu sou um cara perigoso!” Só posso dizer assim.

    Trecho retirado daqui.
    Inversão de valores
    por Castelo

    Eu já não me senti muito bem ao ler a revista Época. Aquela onde José Dirceu – um ex-elemento subversivo, treinado em Cuba – estava tendo o seu santo nome envolvido num escândalo de máquinas caça-níqueis.
    Logo depois, abri um jornal e tive outra revelação: Jorginho Guinle – o legendário playboy do Hemisfério Sul – na verdade fôra em vida um aplicado estudante de filosofia e marxista de carteirinha, por influência de uma preceptora alemã.
    Pensei na hora: “parem o mundo que eu quero descer”.
    O PT virou um partido capitalista, isso já está mais na boca do povo que o affair da Luma com o corpo de bombeiros. Mas daí para Jabor e Mainardi virarem nossas consciências críticas é um pouco demais.
    Não há mais dúvida: vivemos um período de valores invertidos. Só falta Chico Buarque gravar um disco com a Kelly Key, Fidel Castro reabrir os bingos em Havana e Gabriel Garcia Marques escrever um musical sobre Cienfuegos para a Broadway.
    Nada mais me surpreenderá daqui para frente. Mesmo se Paulo Maluf se filiar ao PC do B e pregar uma revolução armada em Xambioá; mesmo se o deputado Babá virar um pastor evangélico; mesmo se Hebe Camargo passar a ser uma fervorosa militante pelos direitos humanos, prometo: não me chocarei.
    (Pensando bem, só com uma coisinha, que eu também não sou de ferro: se a Caros Amigos fizer uma capa com a Heloísa Helena usando a chamada: “Deputada radical emagrece 7 quilos e mostra sua nova casa no Lago Sul” eu juro que não agüento).

    ABOBORAL

    - É tanto corrupto tupiniquim mandando dinheiro pra fora que logo mudam o nome da Suíça pra Brasiléia.

    - O governo bem que tentou extinguir a pobreza, mas acabou extinguindo os pobres.

    - O corpo de bombeiros vai acabar virando modelo de físico masculino na próxima estação.

    - Onde há Luma, há fogo. E onde há fogo…

    - Foi à uma clínica de emagrecimento e, com menos de um mês de tratamento, já perdeu 5 mil reais.

    - Já notou que, no Congresso Nacional, os ausentes sempre têm razão?

    - No Brasil, o inimigo do bom não é o ótimo, é o corruptor.

    - Eminência parda é um cardeal afro-americano.

    Castelo é escritor, autor de O Casamento: "A Favor ou Contra", Editora Claridade.

    Texto retirado da Revista Caros Amigos
    "Nega do cabelo duro
    qualé o pente que penteia
    qualé o pente que penteia
    _é o pente curucucu camisa lavada remenda o @#%#"

    "Si si bom
    namorar no portão
    a Joana e o Antônio
    que são uns bobalhões"


    Existem coisas tão bacanas na vida. Sempre gostei da música que dizia:

    "Eu fico com a pureza das respostas das crianças.. "


    e da parte: "é a vida, é bonita e é bonita" sendo que está última eu poderia dividir em duas.. ces't la vie é uma expressão tão corriqueira para mim quanto tomar banho ou ir na quitanda.

    Quitanda sempre me lembra Kitana, que é o nome da cachorra de um amigo meu e também de uma lutadora de hummm street figther? Não sei, nunca gostei muito desses jogos.

    Tenho jogado tanto, sinto-me quase num cassino de Las Vegas. A diferença é q o pôquer aqui não vale mais do que algumas risadas e em média uns dois maços de cigarro.

    Troquei para cigarro mentolado, algumas pessoas dizem que parar de fumar engorda pois eu sismo em pregar o contrário: quanto mais fumo mais fome tenho, não fome não, só vontade de comer algo para tirar o gosto horrendo que ele deixa na boca.

    Boca.


    12 de março de 2004






    Homem rouba R$ 2 e é preso em flagrante em MS

    Flavio Roberto Barros da Silva, de 21 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar depois de roubar R$ 2,00 da publicitária Jeani Godoy Nogueira, 48, no bairro Cohafama, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

    Segundo boletim de ocorrência registrado no 1ºDP, ele teria usado uma faca para roubar a publicitária quando ela descia do ônibus na rua 2 de Março. A polícia foi chamada e prendeu Flávio na rua Madre de Deus. A vítima reconheceu o assaltante, que está preso no 1ºDP.

    Fonte: Terra

    11 de março de 2004

    Soh uma informação aos presentes:
    Catraca em inglês eh ratched-brace.
    Gostei do nome. Sonoro...
    Descobri hoje, quando tive que fazer uma proforma.

    GE avança pesquisa sobre plásticos que geram luz


    A GE Global Research, instituto de pesquisa ligado à General Electric, anunciou uma grande descoberta no campo dos OLEDs, dispositivos plásticos da espessura de uma folha de papel que geram luz quando submetidos à uma corrente elétrica.

    Pesquisadores criaram um painel de 60 x 60 centímetros que produz 1200 lumens de luminosidade com uma eficiência de 15 watts por lúmen, equivalente à das lâmpadas incandescentes em uso atualmente. A demonstração prova que a qualidade, eficiência e brilho da tecnologia OLED é adequada para o uso em sistemas de iluminação doméstica.

    Durante os três anos de duração da pesquisa, financiada pelo Departamento de Energia do governo norte-americano, a eficiência do painel quadruplicou, e a capacidade de geração de luz foi multiplicada por 600.

    O próximo passo é a produção em massa, junto com a descoberta de meios para tornar o sistema ainda mais eficiente, até 100 lúmens por watt, para levá-lo ao mercado como um substituto mais durável e econômico para lâmpadas incandescentes e fluorescentes.

    Fonte: Terra


    Obs.: Imagem meramente ilustrativa
    Eu prefiro Augusto do Anjos. Jornal da Poesia.

    A dança dos encéfalos acesos
    Começa. A carne é fogo. A alma arde. A espaços
    As cabeças, as mãos, os pés e os braços
    Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!


    É então que a vaga dos instintos presos
    — Mãe de esterilidades e cansaços —
    Atira os pensamentos mais devassos
    Contra os ossos cranianos indefesos.


    Subitamente a cerebral coréa
    Pára. O cosmos sintético da Idéa
    Surge. Emoções extraordinárias sinto...


    Arranco do meu crânio as nebulosas.
    E acho um feixe de forças prodigiosas
    Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!

    Poética
    Vinícius de Morais

    De manhã escureço
    De dia, tardo
    De tarde, anoiteço
    De noite ardo

    A oeste a morte
    Contra quem vivo
    Do sul cativo
    O este é meu norte

    Outros que contém
    Passo por passo
    Eu morro ontem

    Nasço amanhã
    Aonde há espaço
    Meu tempo é quando




    Grande poeta, grande Vinícius, grande boêmio.
    Acho que ele também era um festivo gozador.

    10 de março de 2004







    "O que me incomoda não é como as coisas são, mas como as pessoas acham que as coisas são."

    9 de março de 2004

    O CANÁRIO E O POETA

    O escritor morava no sexto andar do prédio antigo com a pintura descascada. Não tinha amigos e os vizinhos o consideravam um cara
    estranho.
    Dentro do seu apartamento, não se via mais mobília, apenas três mochilas, uma gaiola com um animado canário, papéis sujos e amassados pelo chão e um colchonete onde o escritor estava sentado, abaixo da janela.
    Desde que decidira tentar sucesso na cidade grande, ele procurou manter a cabeça erguida, mas naquele dia, as frustrações tinham chegado a um ponto irreversível, não havia mais motivos para continuar.
    No vilarejo onde morava antes, todos elogiavam o que ele escrevia, acreditavam nos seus trabalhos e conheciam-no como “O Poeta”. Com o incentivo de um amigo que morava na capital, resolveu levar a sério o ofício, pegou seus manuscritos, algumas roupas e embarcou no primeiro ônibus que partia em direção à metrópole.
    Nos primeiros dias, dormiu numa pensão onde conseguia comida e roupa lavada. Depois arrumou um emprego de entregador de jornal e pôde se mudar para um apartamento alugado.
    Cada vez que passava na Edição para pegar os jornais, deixava um rabisco com o editor para que desse uma olhada. Seis meses depois, foi contratado como colunista. E finalmente obteve a glória e o sucesso que almejou por anos, seu trabalho aparecia todos os dias no jornal e era citado como bom profissional por todos os colegas.
    Mas numa certa manhã, as coisas resolveram dar errado. Tudo, por sinal.
    Quando saía de casa foi rendido por uma ladrão armado que o trancou no banheiro até que pudesse esvaziar os outros cômodos. Quando conseguiu arrombar a porta do banheiro, percebeu a falta de todos os móveis.
    Atrasado, correu para o jornal para avisar o chefe do imprevisto antes de ir à polícia. Para sua surpresa, foi muito mal recebido pelo atraso
    e demitido na mesma hora. Sem perceber, o escritor foi tomado por uma fúria incontrlável e quando se deu por conta, havia assassinado o
    editor com golpes fulminantes do peso usado para segurar os papéis.
    Em pânico, correu para casa, puxou o colchonete até perto da janela e sentou. Quando o delegado colocou o pé na escada para subir, um
    estrondo deixa os policiais em alerta e estes descem com pressa até a rua. Lá jaziam as três mochilas enroladas no colchonete.
    O escritor e seu animado canário nunca mais foram vistos.

    "Não sei se as coisas vão dar certo se mudarem, mas tenho certeza que elas precisam mudar para ficar melhor." Aldous Huxley



    "Eu sei disso. Mas o negócio é que eu amo os trens de carga, adoro o som de seus nomes: Missouri Pacific, Great Northern, Rock Island Line. Por Deus, Major, se eu pudesse te contar tudo que aconteceu comigo vindo de carona até aqui. [...]"

    Então, finalmente aconteceu. O telefone tocou, e era Carlo Marx. Deu o endereço de seu apartamento subterrâneo. Eu perguntei: "O que você está fazendo em Denver? Quer dizer, o que você está fazendo? O que está acontecendo?"

    "Oh, espera só até eu te contar."

    Voei ao seu encontro. Ele estava trabalhando à noite nas lojas de departamentos May; o louco do Ray Rawlins tinha ligado para lá, de um bar qualquer, fazendo os porteiros correrem atrás dele com a notícia de que alguém havia morrido. Carlo imediatamente pensou que quem tinha morrido era eu. Aí, Rawlins disse pelo telefone: "Sal tá em Denver", ditando meu endereço e o número do meu telefone.

    "E Dean, onde é que tá?"

    "Deixa eu te contar: Dean tá em Denver." E ele me disse que Dean estava transando com duas garotas ao mesmo tempo, elas eram Marylou, sua primeira esposa, que o aguardava num quarto de hotel, e Camille, que ficava esperando por ele num outro quarto de hotel. "Entre uma e outra ele corre ao meu encontro para tratarmos de negócios inacabados."

    "E qual é o programa?"
    , perguntei. A vida de Dean era repleta de programas.

    "O programa é o seguinte: eu saí do trabalho faz meia hora. Neste exato instante Dean tá comendo Marylou no hotel, o que me dá tempo pra me vestir e me arrumar. Ele foge pontualmente de Marylou e corre até Camille - claro que nenhuma das duas nem sequer imagina o que está acontecendo - daí, dá uma trepada rápida com ela, o que me dá tempo pra chegar à uma e meia no nosso encontro. Então ele sai comigo - não sem antes ter que implorar para Camille, que já tá começando a me odiar - e a gente vem pra cá pra conversar até as seis horas da manhã. Geralmente ficamos até mais tarde, mas a coisa tá se tornando terrivelmente complicada, e ele está prensado pelo tempo. Às seis horas da manhã, retorna aos braços de Marylou - e amanhã ele vai passar o dia inteiro correndo em função dos papéis necessários pro divórcio deles. É só o que Marylou quer, mas enquanto a coisa não se concretiza, ela insiste em trepar. Ela diz que o ama - e Camille também."

    oN tHE rOAD - jACK kEROUAC
    "Eu tive que subir para o alllto!
    para ver
    enEErgia racional!!

    Eu tive que subir para o alllto!
    para ver
    enEErgia racional!!"

    Tutu, tuuuu tutu

    8 de março de 2004


    Beijar na boca na Indonésia pode levar a 5 anos de prisão


    JACARTA (Reuters) - Casais que forem pegos beijando-se apaixonadamente em público na Indonésia poderão pegar cinco anos de cadeia.

    Membros do Parlamento do mais populoso país muçulmano do mundo propuseram uma lei antipornografia que inclui a proibição do beijo na boca em público.

    "Acho que deve haver algumas restrições a tais atos, porque são contra nossas tradições de decência", afirmou Aisyah Hamid Baidlowi, presidente do comitê parlamentar que elabora a medida.

    Beijos ardentes na boca poderão levar a sentenças de cinco anos de prisão ou a uma multa de 250 milhões de rúpias (29 mil dólares).

    A iniciativa também proíbe nudez pública, danças eróticas e festas sexuais, com penas que variam de três a 10 anos.

    Os indonésios seguem há muito tempo uma versão moderada do Islã, embora a ênfase nas práticas muçulmanas e a identificação com as tradições islâmicas cresceram nos últimos anos.

    (Por Achmad Sukarsono)
    Fonte: MSN Brasil
    FILÓ, A FADINHA LÉSBICA

    Ela era gorda e miúda.
    Tinha pezinhos redondos.
    A cona era peluda
    Igual à mão de um mono.
    Alegrinha e vivaz
    Feito andorinha
    Às tardes vestia-se
    Como um rapaz
    Para enganar mocinhas.
    Chamavam-lhe "Filó, a lésbica fadinha".
    Em tudo que tocava
    Deixava sua marca registrada:
    Uma estrelinha cor de maravilha
    Fúcsia, bordô
    Ninguém sabia o nome daquela cô.
    Metia o dedo
    Em todas as xerecas: loiras, pretas
    Dizia-se até...
    Que escarafunchava bonecas.
    Bulia, beliscava
    Como quem sabia
    O que um dedo faz
    Desde que nascia.
    Mas à noite... quando dormia...
    Peidava, rugia... e...
    Nascia-lhe um bastão grosso
    De início igual a um caroço
    Depois...
    Ia estufando, crescendo
    E virava um troço
    Lilás
    Fúcsia
    Bordô
    Ninguém sabia a cô do troço
    Da Fadinha Filô.
    Faziam fila na Vila.
    Falada "Vila do Troço".
    Famosa nas Oropa
    Oiapoc ao Chuí
    Todo mundo tomava
    Um bastão no oiti.
    Era um gozo gozoso
    Trevoso, gostoso
    Um arrepião nos meio!
    Mocinhas, marmanjões
    Ressecadas velhinhas
    Todo mundo gemia e chorava
    De pura alegria
    Na Vila do Troço.
    Até que um belo dia...
    Um cara troncudão
    Com focinho de tira
    De beiço bordô, fúcsia ou maravilha
    (ninguém sabia o nome daquela cô)
    Seqüestrou Fadinha
    E foi morar na Ilha.
    Nem barco, nem ponte
    O troncudão nadando feito rinoceronte
    Carregava Fadinha.
    De pernas abertas
    Nas costas do gigante
    Pela primeira vez
    Na sua vidinha
    Filó estrebuchava
    Revirando os óinho
    Enquanto veloz veloz
    O troncudão nadava.
    A Vila do Troço
    Ficou triste, vazia
    Sorumbática, tétrica
    Pois nunca mais se viu
    Filó, a Fadinha lésbica
    Que à noite virava fera
    E peidava e rugia
    E nascia-lhe um troço
    Fúcsia
    Lilás
    Maravilha
    Bordô
    Até hoje ninguém conhece
    O nome daquela cô.
    E nunca mais se viu
    Alguém-Fantasia
    Que deixava uma estrela
    Em tudo que tocava
    E um rombo na bunda
    De quem se apaixonava.

    Moral da estória, em relação à Fadinha:
    Quando menos se espera, tudo reverbera.

    Moral da estória, em relação ao morador
    da Vila do Troço:
    Não acredite em Fadinhas.
    Muito menos com cacete.
    Ou somem feito andorinhas
    Ou te deixam cacoetes.

    (Hilda Hilst Bufólicas - 1992)
    Campanha mundial quer acabar com violência contra a mulher

    Lançada nesta sexta-feira (5) pela Anistia Internacional, campanha pretende ser um apelo global para erradicar uma das piores formas de violação dos Direitos Humanos. Uma em cada três mulheres sofrerá algum tipo de violência sexual durante a vida.

    Bia Barbosa - 06/03/2004

    São Paulo – Pelo menos uma em cada três mulheres sofrerá algum tipo de violência sexual durante sua vida. Segundo a Anistia Internacional, na maior parte dos casos, o agressor é ou será algum parente ou conhecido da vítima. Este dado não é novo, mais impressiona quando aplicado sobre o total da população do plante. No mundo todo, isso significa que um bilhão de mulheres apanharão, serão estupradas ou violentadas ao menos uma vez. A crueldade deste cenário levou a Anistia a lançar nesta sexta-feira (5), às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a campanha “Acabe com a Violência Contra as Mulheres”, um apelo global para erradicar uma das piores formas de violação dos Direitos Humanos.

    “Os Direitos Humanos são muito mais do que um conjunto de leis e obrigações, eles incorporam o compromisso de que, em igualdade, temos direito aos mesmos direitos”, disse a secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan. “A violência contra as mulheres é uma brecha profunda entre esse compromisso e a vontade dos governos, autoridades locais, religiosas, mundo empresarial e lideres comunitários em cumpri-lo”, afirmou.

    (Fonte: Agência Carta Maior)

    5 de março de 2004

    DESERT STRIKE
    Do alto da montanha era possível ver a grande planície desértica que o soldado teria pela frente. O sol castigava qualquer ser vivo que insistia em atravessar o Caminho das Flores. Que não tinha flores, apenas areia. Para qualquer direção que olhasse, o deserto se mostrava como única paisagem. De vez em quando, um cactus quebrava o vazio amarelo e fazia-se passar por ser humano entre a imensidão de areia.
    A água no cantil iria acabar em poucas horas. Precisava encontrar logo um oásis ou pelo menos um vilarejo onde pudesse conseguir mais água.
    Quando os passos já ficavam pesados, um avião barulhento cruza o céu e bate contra a montanha por onde ele tinha passado. Uma nuvem preta de fumaça e fogo se levanta á sua frente. O soldado já estava longe da montanha e talvez não valesse a pena voltar se não houvesse sobreviventes. Mas em compensação, poderia haver água ou comida entre os destroços. Calculou uns vinte minutos, meia hora no máximo, para ir de onde estava até o local do acidente.
    Resolveu esperar um pouco. Nada aconteceu, a avião continuava a pegar fogo e não havia sinal de sobreviventes. Decidiu-se por ir até lá.
    Chegou ofegante aos destroços. Entre a fumaça, pôde ver que se tratava de um avião inimigo, pela bandeira impressa num pedaço de porta. Não era bombardeiro nem de caça, com certeza era um cargueiro transportando munição e suprimentos.
    O soldado sacou a arma, carregou e entrou no avião com cautela. Ainda havia a possibilidade de algum soldado inimigo sobrevivente ter percebido sua aproximação. O corpo do piloto jazia esmagado entre o banco e o painel de controle, mas não se via sinal de mais ninguém. A fumaça e as chamas dificultavam a visão, mas mesmo assim deu para perceber que o avião carregava apenas uniformes do exército. O soldado abriu todas as caixas e todas carregavam a mesma coisa.
    Na cabine, ao lado do piloto, uma caixa fechada e lacrada com o símbolo do exército inimigo. Misteriosamente, nada além disso escrito na caixa. O soldado pegou a caixa e levou para o lado de fora do avião. Quando abriu, não sabia se ficava triste ou feliz: havia uma dúzia de whisky envelhecido e de melhor qualidade. Como não poderia caminhar com muito peso, pegou três garrafas e seguiu seu caminho. Tomou o restande d'água que tinha no cantil e guardou as garrafas na mochila.
    Durante cinco dias ele vagou pelo deserto tomando whisky ao invés de água. Quando finalmente chegou ao primeiro povoado, foi socorrido pelos nativos, que lhe deram açúcar e um pouco de comida. O general , ao saber do feito, tratou de promover o soldado a capitão e reenviou-o para a batalha.
    Foi morto com um tiro certeiro no início do combate.
    Parece verdade, mas é a pura mentira.
    Sério!
    Pode acreditar!

    4 de março de 2004





    E não se esqueçam:

    Em fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que acaba com a prisão para os usuários de drogas.
    A medida ainda tem que passar pelo Senado para entrar em vigor.


    Fonte: MSN Brasil: Reuters
    A VINGANÇA DO ALIENADO

    De nada adianta ser livre e infeliz
    Ter como escolha o que não satisfaz
    Falando o que quer sem ouvir o que diz
    E obter a vitória sem precisar ser capaz.

    Porque algum controle se faz necessário
    Pra poder definir o que é liberdade
    Tornando tudo mais igualitário
    Sem abrir mão da criatividade.

    Padronizem-se os métodos sendo criativo
    Continue a rotina sendo inventor
    De mil meios de permanecer ativo
    Usando educação, boa vontade e amor.

    Faça da ambição sua escrava
    Para deixar o pensamento solto
    Porque minha liberdade acaba
    Quando começa a liberdade do outro.

    "É melhor estar aproximadamente certo do que certamente errado."
    Ogros parecem humanos rudes com cabelo preto e os olhos também.

    Numa manhã brumosa de 1886, os jornais de Londres divulgaram a temí­vel suspeita: um Ogro, ser fastástico que se alimenta de cadáveres, estaria rondando o Cemitério de Highgate.

    O cemitério, oficialmente denominado Cemitério de St. James, fora consagrado pelo Bispo de Londres em 1839 - quatro dias antes do vigésimo aniversário da Rainha Vitória.

    Ali apareceu um odioso ogro que, desde a porta, os desafiava a participar de um jogo de decapitamento.

    _ Mãe! Mãe!
    _Tem um ogro no meu quarto!
    _Mãe . . . ?

    Não adiantou nada, pois o ogro malvado que era seu marido sentiu o cheiro de gente estranha logo logo...

    - Vou comê-los no jantar! Ahaha!

    A mulher pediu que ele esperasse um pouco mais, pois o jantar maravilhoso de hoje já estava pronto, e tinha todos os pratos especiais que ele adorava.

    Braço amputado é unido à perna e mantém-se vivo


    Um braço amputado foi mantido vivo por nove dias graças a uma intervenção praticada em um hospital de Valência (Espanha) que uniu este membro a uma perna do paciente que minutos antes tinha tido o braço amputado. Graças a este procedimento, o braço continuou vivo e pode ser reimplantado no paciente.

    O ferido foi trasladado, com o braço esquerdo amputado acima do cotovelo, para um hospital valenciano do qual foi remitido ao Centro de Reabilitação do Levante. Nesse centro, Israel passou por uma primeira intervenção que se desenvolveu dentro da normalidade, mas, no pós-operatório, apresentou uma infecção muito grave que ameaçava a vida de seu braço, explicou Cavadas.

    Por isso, dois dias depois voltaram a amputar o braço de Israel, que foi mantido vivo junto à virilha da perna esquerda, onde foram conectadas as artérias e as veias da perna e do braço. Enquanto isso, os médicos cuidaram da infecção que tinha atrapalhado o reimplante.
    leia mais...


    que bizarro...

    Fonte: Terra

    3 de março de 2004


    Coca-Cola lança água engarrafada da torneira


    A Coca-Cola gerou polêmica no Reino Unido ao lançar no mercado uma nova marca de água engarrafada que, segundo a própria empresa, provém das torneiras de sua fábrica no sul de Londres.

    Envasilhada em uma garrafa azul que custa 1,41 libras esterlinas o meio litro, Dasani se anuncia como água pura e purificada, já que, antes de ser engarrafada, passa por três filtros e um "sofisticado processo de osmoses inversa", segundo a companhia.

    A imprensa britânica ironiza hoje a conhecida reivindicação de autenticidade da Coca-Cola, cuja fórmula é um dos segredos mais bem guardados do mundo.

    Enquanto a composição do refrigerante é um mistério, a Dasani é água clara e procede do rio Tâmisa através dos encanamentos municipais de Sidcup, ao sul de Londres, onde a empresa tem sua fábrica.

    Em campanha publicitária de 10 milhões de euros, a Coca-Cola disse que a Dasani é depurada mediante um processo idealizado pela Nasa para suas naves. Além disso, acrescentam-se magnésio, cálcio e bicarbonato de soda para melhorar o sabor.

    O que indignou a UK Water, a associação que reúne todas as companhias de água do Reino Unido, é que a Coca-Cola insinue que a água da torneira normal e corrente não é totalmente potável.

    "As pessoas não precisam comprar isto para obter água da torneira saudável e de excelente qualidade", declarou o porta-voz, Barrie Clarke, ao jornal The Guardian. Segundo os representantes da Coca-Cola, a procedência de água é irrelevante.

    Fonte: Terra

    2 de março de 2004

    PÂNICO NO BOSQUE

    O leopardo estava desolado, não tinha mais palavras. O canguru murchou as orelhas e carregou os filhotes porque não iria aguentar. Azebra perdera o controle emocional e não conseguia parar em pé. Os canários estavam calados.

    A girafa tinha morrido, atacada por um mal súbito que não deixou-a viver mais que alguns minutos de enfermidade. Antes de ir, sofreu muito, sentia dores na barriga, gritava, chorava. Quem passava pelo bosque se comovia com a dor da girafa.

    Dizem, que foi uma erva que ela comeu enquanto voltava do riacho. O rinoceronte disse que tentou alertá-la, dizendo que aquelas eram ervas malvadas e que a girafa não deveria comer o que não conhecia, mas ela insistiu e zombou dele depois de mastigar as verdes folhas suculentas.

    Depois, enquanto os outros descansavam ao pé da goiabeira, a girafa começou a reclamar de dores na barriga. O rinoceronte, prevendo o mal, mandou que chamassem o macaco imediatamente. Mas ele estava muitos galhos longe dali e não pode chegar a tempo de ressucitar a pobre vizinha.

    Quando chegou a noite, a coruja foi dar a notícia aos que ainda não sabiam: a girafa havia falecido. Ela era muito conhecida no bosque, tinha muitos amigos mas não tinha família. A tartaruga anciã, que tudo sabia, disse que ela fora deixada ali pelos humanos, assim como a maioria dos outros animais daquele lugar. No começo era tímida e não fazia nada além de se alimentar e beber água no riacho, depois ficou amiga dos elefantes, depois dos rinocerontes, zebras e leopardos, até ser aceita como membro da guarda do bosque. Quem era da guarda deveria estar em permanente vigília, sempre atento aos movimentos de quem saía ou chegava. E com a altura que ela possuía, tinha a melhor visão e se os lobos farejassem algo, ela seria a primeira a avistar o que se aproximava.

    A girafa foi-se sem que os outros pudessem dizer o quanto ela era importante pra todos.

    Quando a coruja voltou, todos os habitantes do bosque estavam presentes, menos o leão. Ele, como ditador vitalício, não comparecia a nenhum evento, nem mesmo velórios. Mantinha sempre a postura firme e imparcial, dizendo que o destino a selva é quem faz.

    Os elefantes, que não moravam mais no bosque por causa de encrencas com os rinocerontes, prestaram-se a carregar o corpo com cipós e um galho grosso, afinal, os urubus iriam aparecer a qualquer momento para se aproveitar da desgraça alheia. Os rinocerontes mais novos queriam brigar, mas os mais experientes acalmaram os ânimos, visto que o luto instalado era motivo de relevância.

    O bosque todo estava reunido em volta da girafa, as zebras foram retiradas do tumulto porque estava prestes a desmaiar, o macaco lacrimejava e choramingava sentado numa pedra e a coruja parecia imóvel.

    Quando os elefantes foram puxar o corpo da girafa, surpresa: Ela levantou e espreguiçou-se demoradamente enquanto os outros olhavam atônitos a cena.

    Ela tinha comido folhas de cânhamo, entrara em sono profundo e nem mesmo as massagens cardiacas do macaco haviam a acordado. Por causa das dores de barriga e do sono repentino, o macaco dera a girafa por morta.

    No final, entraram festejando o alvorecer com cantos alegres dos canários e frutas frescas de graça, por conta do macaco.
    O Mundo Livre

    "O conhecimento é livre, patentear conhecimento é semear a mediocridade. [...]

    Já ouvi da boca de alguns dos principais empresários do ramo, que o software livre é puro romantismo, mas se você acha romântico este meu depoimento, certamente não está bem informado sobre os avanços e os números do software livre. Porque você acha que a maior empresa de tecnologia da informação do mundo, a IBM está engajada em projetos livres? Por Ter suas ações baseadas no romantismo? [...] "

    continua..

    http://www.softwarelivre.org
    http://www.guiadohardware.net
    http://www.propus.com.br
    http://www.softwarelivre.gov.br
    http://mulheres.softwarelivre.org/

    "Mais de um milhão de livros de poesia do Papa serão vendidos no mundo"

    "Mais de um milhão de exemplares do livro escrito pelo Papa João Paulo II, "Tríptico Romano", serão vendidos no mundo [...]
    Escrito originalmente em polonês, "Tríptico romano" foi publicado em vinte idiomas diferentes, entre eles o italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, croata, romeno e coreano. [...]
    Outras edições em holandês, húngaro, russo, tcheco, malaiala (Índia), catalão, basco, norueguês e português foram anunciadas. Em 2004 serão lançadas as edições em japonês e búlgaro.[...]"



    Não querendo desmerecer o papa, mas em um ponto vocês hão de concordar comigo: figuras muito mais importantes e com dizeres bem mais interessantes são deixadas de lado todos os dias, por editores mal-humorados e preocupados apenas com a vendagem das obras. Enquanto o livro de poemas do papa, é traduzido em mais de vinte idiomas e tem tiragem recorde. Nem os grandes clássicos tem tradução em tantas línguas!

    "[...]Este é o sexto livro de poesias do Papa. Nele, João Paulo II fala explicitamente dos dois conclaves celebrados em 1978, quando foi eleito Pontífice após a morte inesperada de seu antecessor, João Paulo I, eleito em agosto daquele ano, e se refere de forma clara ao próximo conclave após sua morte.[...]"

    Não é o tipo de livro que eu teria na minha estante.


    1 de março de 2004

    Flash do Beatles. Tri massa.
    Peguei no Publicidade de Saia. Tri massa também.