28 de dezembro de 2004


Vai deixar saudades...

27 de dezembro de 2004




Nasa alerta sobre risco de asteróide para Terra

A Nasa revelou ontem que o risco do asteróide 2004 MN4 passou do nível 2 para o 4 na Escala de Torino, que mede o perigo de colisão de asteróides com a Terra. A escala vai até 10.

Segundo cientistas, a chance de choque é de 1 em 60 para abril de 2029. No entanto, só com dados das próximas semanas e meses será possível avaliar a ameaça real.

Fonte: Terra

23 de dezembro de 2004


Cientista propõe um novo calendário permanente

Um cientista norte-americano está sugerindo a adoção de um novo calendário para marcar a passagem dos dias em que os feriados e aniversários cairiam sempre no mesmo dia. Richard Conn Henry, professor do Departamento de Física e Astronomia Henry A. Rowland, da Universidade Johns Hopkins, acredita que o novo sistema, baseado na análise científica, permitiria "profundos benefícios práticos e econômicos", segundo a Agência Fapesp.

No calendário do pesquisador, cada período de seis meses é idêntico ao seguinte. Janeiro, fevereiro, abril, maio, julho, agosto, outubro e novembro têm 30 dias. Março, junho, setembro e dezembro têm 31. Se um aniversário cai no sábado em um ano, cairá também no sábado no ano seguinte e em todos os outros. Natal e Ano-Novo seriam sempre aos domingos.

"É só pensar um pouco sobre quanto tempo e esforço são dispendidos para adaptar os calendários de cada organização no mundo ao calendário do próximo ano que as vantagens do C&T se tornam óbvias. Ele faria a vida muito mais simples, permitiria um planejamento racional das atividades e traria benefícios econômicos imensos, especialmente para as empresas", disse Henry em comunicado da Universidade John Hopkins.

O cientista, que é ligado à Nasa, usou programas de computador e fórmulas matemáticas complexas para adaptar o calendário proposto em 1996 pelo matemático norte-americano Bob McClenon. O novo sistema recebeu o nome de C&T, Calendar-and-Time Plan.

Henry começou uma campanha a partir de um site na internet para estimular a adoção do calendário C&T em 1º de janeiro de 2006. Segundo ele, a data seria ideal já que cai no domingo tanto pelo calendário atual quanto pelo novo, o que facilitaria a transição.

O calendário gregoriano, que está em vigor hoje, precisou remover 11 dias no mês em que passou a valer, outubro de 1582. O motivo para o ajuste deriva do mesmo problema que torna um desafio tão grande a construção de outro calendário hoje: o fato de que há um número não exato de dias no ano terrestre. São exatamente 365,2422 dias, o tempo de translação da Terra em torno do Sol.

Para lidar com a "sobra", o calendário atual marca um ano bissexto, com 366 dias, a cada quatro. A exceção são os anos múltiplos de cem e que não sejam múltiplos de 400.

O calendário de Henry propõe o abandono dos anos bissextos e a adoção, a cada cinco ou seis anos, de um ano diferenciado, com sete dias a mais.

Fonte: Ciência Hoje

22 de dezembro de 2004

Gilberto Gil e Cultura Livre

Uns dias atras Gil gravou uma musica em uma ilha que so utiliza Software Livre. Um video desta gravacao esta disponivel em http://banto.radiolivre.org/gil/Clip.avi


Vale a pena baixar os 50Mb.

20 de dezembro de 2004

"[..]Entendam a idéia de Lacan: As fantasias têm de ser irreais, Porque no momento, no segundo que consegue o que quer, não quer, não pode querer mais.

Para poder continuar a existir
o desejo tem de ter os objetos
eternamente ausentes.

Vocês não querem "algo",
querem a fantasia desse "algo";

O desejo apóia fantasias desvairadas.

Foi essa a idéia de Pascal ao dizer
que somos realmente felizes
quando sonhamos acordados com a felicidade futura.

Daí o ditado:
"O melhor da festa é esperar".

Ou: "cuidado com seus desejos",
Não pelo fato de conseguir o que quer,
mas pelo fato de não querer mais
depois de conseguir.

Então a lição de Lacan é:
Viver de desejos não traz a felicidade.

O verdadeiro significado do ser humano é a luta
para viver por idéias e ideais.
E não medir a vida pelo que obtiverem em termos de desejos,
mas pelos momentos de integridade, compaixão,
racionalidade e até auto-sacrifício.

Porque no final, a única forma de medir
o significado de nossas vidas
é valorizando a vida dos outros...."

Claudio Julio Tognolli
Fonte: Caros Amigos

16 de dezembro de 2004


PERHAPS THERE ARE TIMES IN OUR LIVES WHEN WE SIMPLY FLOAT, OUR OWN PRODUCTION OF WORDS AND STORIES SILENCED.

ABRUPTLY NOW OUR MIND GOES ELECTRIC WITH SENTENCES, WORDS, STRINGS OF UNRELATEDS.

SUDDENLY WE CAN SPEAK IN A VOICE THAT PLEASES US, A VOICE THAT IS REALLY OURS

OUR VOICE HAS GOTTEN SO SOFT BY NOW AS TO BE INAUDIBLE TO ANYONE BUT OURSELVES.


Muntean & Rosenblum: Adi Rosenblum, israelense e Markus Muntean, austríaco.

Adi Rosenblum afirma [...] "obsessão das pessoas pela juventude".
[...] "O fato é que nós vivemos em uma sociedade que mostra, o tempo todo, imagens de jovens lindos. As pessoas estão completamente obcecadas por isso", diz a artista.

"Fomos levados a acreditar que os tempos mudam rapidamente agora e que a história se move cada vez mais rápido. Mas o tempo não muda. É o ritmo, a nossa maneira de ler o tempo, que muda"
(eu pude ver isto ao vivo, e foi excitante)

15 de dezembro de 2004



Brasil ganha personagem de HQs viciado em Web

O cartunista Mauricio de Sousa criou um novo personagem para a turma da Mônica. O Bloguinho fez sua estréia na revista Cebolinha nº 221.

O novo companheiro da turma é um viciado em Internet. Bloguinho vai participar das histórias sempre envolvido com temas ligados à tecnologia como: salas de bate-papo, ICQ, Messenger e e-mail.

Bloguinho é irmão caçula do TV Luisão, personagem que é fanático por televisão.

Fonte: Terra


Você provavelmente já ouviu falar de Eric Clapton. Também deve ter escutado os acordes de Layla, a mais célebre das canções do guitarrista. Mas sabe, por acaso, em qual disco essa canção apareceu gravada pela primeira vez? Difícil. Poucos conhecem Layla and Other Assorted Love Songs, de 1970. Embora seja o melhor disco do astro, ele caiu em completo esquecimento. A banda responsável pelo álbum, Derek And The Dominos, é igualmente desconhecida. A única explicação lógica para essa injustiça histórica é uma incrível maldição que se abateu sobre os Dominos todos, menos Clapton, tiveram histórias trágicas. O baterista Jim Gordon foi preso por matar a mãe com um martelo; o baixista Carl Radle embarcou em uma overdose; e o guitarrista Duane Allman, que nem era da banda mas participou do disco, morreu num acidente de moto. O guitarrista Bobby Whitlock escapou da maldição, mas jamais chegou ao estrelato: mora numa fazenda no Mississipi.
As 14 canções do álbum são o melhor encontro entre o blues e o rock de que se tem notícia. Bell Bottom Blues é uma das formas mais perfeitas que a música encontrou para falar de um coração partido e Key To The Highway é uma lição de virtuosismo. Layla dispensa apresentações e é bem melhor do que a versão acústica que estourou nas rádios. Para completar, o disco traz uma melancólica versão de Little Wing. Aliás, o compositor dessa música, Jimi Hendrix, morreu dez dias depois da gravação da faixa pelos Dominos.

Autor: Desconhecido

13 de dezembro de 2004


"Se eu tenho uma maçã e você tem uma maçã e nós trocarmos maçãs, cada um de nós continuará tendo apenas uma maçã, mas se eu tenho uma idéia e você tem uma idéia e nós trocarmos essas idéias, cada um de nós passará a ter duas idéias"

George Bernard Shaw

10 de dezembro de 2004

Sobre a paronóia

Não tenho certeza quanto termo, mas é aquilo que popularmente se chama de paranóia. No começo eu sofria tanto, e continuo sofrendo só que agora sei que é em vão e tento assim desdenhar. Não é simplemente paranóia, é uma faculdade mental. Um exemplo, fecha-se uma porta. Que fazem ali dentro? Estão brigando, trepando, falam sobre mim? Ao fechar a porta abre-se uma infinitades de alternativas, todas possiveis já que a verdade única não esta exposta. Porém existe um momento, que embora raro, compensa as conspirações a toa. É quando o mosaico de fragmentos de mínimos observações, essa sensibilidade toda que incomoda no cotidiano, essa imaginação tão exorbitante que geralmente não serve, trabalha e aponta não só mais uma suposição, mas o real, o que houve fato, e por mais que esse fato nos foda, surge nesse momento um certo prazerzinho, puramente intelectual, que nos tira uma ou duas lágrimas.


Jorge não dava bola pra nada e viveu assim por um tempo. Então um dia se deu conta.
Jorge sofre a toa pode parecer, mas ele é apenas detalhista e perfeicionista, e paga o preço. Não só aprende com os erros, como os aumentam a ponto de ver o que ninguem repararia, e balança a cabeça inconformado. Se escuta um comentário a distância, envergonha-se. São pessoas rindo dele, tem quase certeza, se arrepende a morte por algo qualquer e nunca perdoara todos os envolvidos, inclusive ele próprio. Vingativo, como não poderia deixar de ser, ele deseja só compartilhar a visão horrorenda do fato, e dizer ao fim, "viu?".
Se ele sofre uma estupidez ele tem vergonha do estúpido e jamais se perdoará.
revoluções = ondulações = contorsões = Beatriz Milhazes

8 de dezembro de 2004

cada dia que se passa eu me mato mais um pouco.
queria mais drogas e um pouco de whisky, pena que os alcóolicos não me caem bem.
eu só visto seda.

3 de dezembro de 2004

Estava dando uma volta... virtual, sim, mas ainda uma volta. Precisava respirar, descansar. Deparei-me com a comunidade 'Cristianismo'. Pensei: 'Quando pequeno acreditava nestas historinhas. Será que só temos criancinhas nesta comunidade?'. Ponderei um pouco e concluí: 'Não entrarei'. Mas entrei. Foi necessário. Chegando lá deparei-me com inúmeros assuntos abordados, li alguns, comecei a ficar triste. Há tempos não adentrava em um 'coletivo pensante' (entenda-se aqui por pessoas que têm pensamentos semelhantes) tão distante do meu. Segue abaixo a transcrição dos dizeres de uma garota e um rapaz, apenas como amostra. Acho que estou ficando velho, e triste. Não consigo expressar em palavras a dor que me causa pensar sobre estas pessoas e as idéias que passam por suas cabeças. Não consigo...


[Garota]

Na verdade, estou lutando contra este vício desde os 13 anos. Antes eu nem achava tão grave, pelo contrário, eu até gostava, mas com o tempo, e com a noção do pecado, comecei a sentir peso na consciência por aquilo que faço. Sinto muita culpa, arrependimento... Já tentei por muitas vezes parar, fiz diversos propósitos, orei muito, jejuei... já cheguei a ficar uns 6 meses sem fazer (só Deus sabe o sacrifício que passei, tive que dobrar muito o joelho...), mas chega uma hora que não dá mais pra agüentar, o próprio corpo pede, pois se vc não cede à vontade, não consegue fazer nada direito, perde o controle sobre seus atos, o pensamento começa a se perder e vc acaba fazendo pra se aliviar disso tudo... O alívio sempre vem, é verdade... Só que depois vem a frustração. Será que aquilo foi mesmo necessário? Mas também eu penso: Do jeito que eu estava, será que eu conseguiria mesmo suportar?

Se eu estivesse com alguém, não acredito que cairia em um pecado maior (até pq não existe isso de pecado maior, todo pecado é pecado e pronto.). Em todo caso, não penso em ter o sexo pelo menos enquanto sou solteira, e isso é promessa que fiz ao Senhor meu Deus. E mesmo que eu estivesse namorando, como já aconteceu, nunca permiti que isso fosse motivo de queda para "os dois", pois sei me comportar neste sentido. O problema é comigo mesma, quando estou sozinha (até pq, a masturbação é algo muito pessoal, íntimo, mas que precisa ser combatida), pois não me masturbo por causa de um pensamento vulgar, algo pornográfico, ou coisa assim... Me masturbo apenas para me sentir bem, aliviada, relaxada, tirar o stress... E esse é um dos motivos de ser tão difícil eu me livrar deste vício.

E não acho que seja uma boa alternativa casar só pra fugir deste problema, pois a razão principal do casamento não é exatamente essa. O abrasar-se do qual Paulo se referia não era exatamente a masturbação, mas ao sentimento que advinha da forte atração por alguém do sexo oposto. Pois imagine se uma jovem de 13 anos tivesse que se casar para fugir deste problema? Ainda mais sabendo-se que muitos permanecem no vício mesmo depois de casados (masturbação e sexo não são exatamente a mesma coisa, as sensações podem ser as mesmas mas o porquê de se masturbar é completamente diferente).

De qualquer forma, tenho encontrado muita dificuldade nesta área. E acho que todos nós também temos essa difículdade. Não são raras as pessoas que se dizem curadas (como já aconteceu comigo) e de uma hora pra outra, por um momento de fraqueza, teve uma queda, e com a queda, voltou ao vício... Temos que ter ciência de nossas fraquezas.. é uma luta que travamos a cada dia...

Enfim...

Vcs também passam por essas dificuldades? Mesmo determinado a sair deste vício, o que tem levado vc a cair? O que têm feito para evitar a queda nas horas de crise?

[Garoto]

Desde meus 12 anos eu luta com a culpa que a masturbaçao me traz.
Sempre tive muito desejo sexual, mas na adolescencia eu era muito tímido e nao conseguia transas. Engraçado que com algumas meninas que eu gostava eu conseguia contato e elas até gostavam de mim também, mas quando eu estava apaixonado, nao sentia muito desejo sexual por elas, era algo mais de carinho, admiracao, vontade ficar junto. Coisa de crianca eu acho.
Entao eu me masturbava pelas outras, que eu achava mais vulgares e que me atraiam sexual(selvagemente até), mas nao tinha contato com elas. Tudo isso sempre me frustou.
Depois eu comecei a ir para a igreja e, principalmente pelo meu historico, achei que fosse plano de Deus eu ficar solteiro mesmo. Daí continuei a lutar muito contra a masturbaçao, porque a culpa era bem maior, sempre achei que fosse pecado me masturbar!
Quando eu me batizei fiquei um bom tempo sem me masturbar, mas com muito desejo (mas sempre sem tentar me envolver com ninguem, por acreditar naquele meu destino solitario). Eu tinha aqueles sonhos molhados com frequencia, e me sentia perturbado com isso.
Depois de alguns meses eu comecei a relaxar e acreditar que se meu destino fosse ficar so mesmo eu nao teria tantos desejos.
Comecei a olhar coisas tentadoras de novo e apensar nelas tambem. Em pouco tempo tudo comecou de novo.
Depois eu sai da igreja (por outros motivos), ainda relutei um pouco, mas comecei a buscar uma mulher pra mim. Eu sei que se comecar a gostar de alguem, e tiver perspectivas de relacionamento, meu desejo de me masturbar sera muito menor. Sei porque isso ja ocorreu algumas vezes(e nao precisei transar pra sentir isso).
Agora nao sei se e o diabo, ou que porcaria acontece, que nunca consigo uma pessoa com quem possa estabelecer um relacionamento serio e razoavel. Sei que nao sou nem o mais exigente e nem o menos atraente dos homens, e nem o que procura menos tambem.
O desanimo apos uma frustracao num relacionamento ja me levaram a me masturbar.
Eu acho sim que um dos maiores objetivos do casamento, é vc fugir desse tipo pervercao; nao so isso, mas de fugir de prostituicao, relacionamentos fora do casamento, traicoes ao conjuge, e mesmo o simples desejo a pessoas comprometidas que fica muito agudo quando vc nao tem ninguem.
E acho que exista diferenca de pecados sim, nao e a mesma coisa eu desejar uma mulher casada e ir pra cama com ela.
Jesus disse que olhar cobicando e adulterio, mas envolvimento sexual compromete o corpo(como disse S.Paulo); alias o corpo de duas pessoas(veja que ele diz que a prostituicao é um pecado onde se peca contra o proprio corpo).

Ah São Paulo...sou seu fã!!!

Ei irmaos, sabe que esse ponto é algo que eu nao entendo na minha vida. Se eu nao sou um daqueles escolhidos pra ficar solteiro, porque as coisas sao tao dificeis?
Será que é o inimigo mesmo?
Porque nesse papo de que uma hora "aparecerá a tua escolhida varão", eu já to rodando um bom tempo sem conseguir controlar meus instintos!
Sei que a culpa nao e de Deus e que talvez isso sirva para me provar mesmo.
Mas é tao dificil que as vezes (muitas) eu nao consigo me controlar, numa conducao, por exemplo, se aparece alguma mulher muito tentadora e me provocar (ou eu me sentir provocado) me sinto tentado a toca-las. Isso me deixa arrasado! Hoje ja controlo muito melhor isso, mas ja cheguei a tentar algumas vezes, umas deixaram outras nao. Mas é horrível vc se ver como um tarado, sei lá. Imagina aquelas pessoas que tem compulcao sexual e transam com pessoas que nem conhecem.
Isso deve variar de pessoa pra pessoa, mas ainda acho que masturbacao, e no minimo, desfavoravel, ate pecado mesmo.
Nao sei que gravidade ha, ate acho que nao seja mesma coisa vc desejar a mulher do seu irmao e desejar uma atriz de filmes pornos; mas tb nao sei como O Senhor deivide essas coisas.
Mas sei que sem pureza, meus caros, nenhum de nos há de conhece-Lo!!!

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

(...)Tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não.

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que nínguem no mundo vence
A beleza que tem num samba não
(...)"


(Vinícius de Morais - Samba de Benção)

Como é bom ser alegre, é tão triste ser triste. Deve cansar ser assim, tão mal-humorado, tão reparador, tão implicante. Perde-se tanto tempo, dá tanto trabalho não gostar das coisas, que às vezes é melhor fazer o esforço!

As pessoas não existem!

E como diria Dylan, "Eu prefiro ser Elvis!"
O mundo é um grande piada! Mas uma daquelas como a grande piada do Monty Python, faz você MORRER de tanto rir..

1 de dezembro de 2004

A volta do Cream

Uma das melhores bandas de rock que já existiu pode voltar a tocar junta. O Cream, supergrupo dos anos 60 que reunia Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker acerta os detalhes para uma provável reunião.

O Cream durou pouco mais de dois anos, mas enquanto existiu causou uma revolução com sua poderosa mistura de blues e rock. Foram mais de 15 milhões de discos vendidos e reconhecimento tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, algo difícil para as bandas britânicas mesmo nos dias de hoje.

Enquanto ainda desfrutava dessa popularidade, o grupo resolveu se separar por "diferenças criativas". De um lado ficaram Clapton e Baker, que formaram o Blind Faith e do outro Bruce, que seguiu carreira solo.

A notícia da volta da banda com seus três membros originais foi veiculada pela Billboard, que aposta numa volta para uma série de shows em 2005. De acordo com a matéria, o Cream vai se juntar oficialmente no começo do ano para alguns ensaios. Um dos possíveis locais onde eles devem tocar é no Royal Albert Hall, em Londres, onde foi feita uma série de shows de despedida, em 1968.

Esta pode ser a primeira vez que o grupo toca junto desde 1993, quando entrou no Hall da fama do Rock n´ Roll e, para comemorar, tocou três músicas durante a cerimônia. Se eles conseguirem mesmo superar as diferenças do passado, é bem provável que os porquinhos destes velhos senhores roqueiros ganhem umas moedinhas a mais.

Fonte: Omelete (link ao lado)

Gilberto Gil coloca obra completa na internet

O site reformulado do músico-ministro, seguindo seus raciocínios de defesa da liberdade autoral, ali estão disponíveis para audição on line na íntegra todas as faixas de todos os seus discos -inclusive o novo. (em Streamer).

A tecnologia do site também é livre: http://www.gilbertogil.com.br

Grande mestre Gil, quem sabe um dia a arte será livre e acessível a todos, e então finalmente vamos poder produzir maravilha de verdade!

29 de novembro de 2004


O medo de aranhas com os dias contados

Pesquisadores da USP desenvolvem método capaz de curar aracnofobia sem traumas


É possível perder o medo excessivo de aranha: isso é o que indicam os resultados preliminares de um estudo feito pela pesquisadora Laura Carmilo sob orientação do professor Francisco Javier Ropero, da Universidade de São Paulo (USP).
A primeira fase de testes para tratamento da aracnofobia contou com quatro voluntários, dos quais três foram curados. No período de um mês os pacientes foram submetidos a dois testes de aproximação comportamental ? um no início do tratamento e outro no final ? nos quais eram colocados diante de uma caixa com aranhas, para comparar de que maneira reagiram ao tratamento.

O procedimento diferencial do tratamento desenvolvido por Javier Ropero consiste em submeter o paciente à exposição de figuras que não possuem relação direta com aranhas, mas que podem se relacionar a elas no inconsciente. Assim, o método trata a fobia sem causar sofrimento ao paciente.

A terapia incluiu também questionários nos quais os voluntários avaliam a maneira como encaram seu medo. O paciente, além disso, é submetido a testes com sensores que medem sua resposta fisiológica a figuras relacionadas a aranhas.

Agora a pesquisa entra na segunda fase de testes, com voluntários que serão tratados da mesma maneira, com uma diferença: eles serão submetidos agora a testes semanais para medir a evolução da fobia. Esses testes consistem em medir a distancia de uma aranha a que os paciente conseguem ficar relaxados.

O medo excessivo é desencadeado pela conexão entre duas estruturas cerebrais: o tálamo e a amígdala. O primeiro recebe todas as informações sensoriais, com exceção do olfato, e, segundo as pesquisas de Javier, divide cada informacao sensorial em categorias para um almacenamento mais eficiente ao nivel do córtex cerebral.

O tálamo envia à amígdala o conjunto de informações que identificam a aranha e é lá que, somadas, se atingirem um limiar de voltagem específico usado como padrão, disparam a amígdala. Daí os sintomas típicos de reações de fuga e ataque são ativados, como taquicardia, sudorese e elevação da pressão arterial.

O procedimento terapêutico age justamente na ligação entre o tálamo e a amígdala, com base em um modelo computacional que simula o funcionamento das duas estruturas. Apresentam-se ao paciente figuras que possuem alguma semelhança com as categorias determinadas pelo tálamo para identificação de aranhas, porém sem nenhuma relação com elas. Isso faz com que o tálamo dispare, mas a amígdala não, pois não reconhece a figura como perigo. A não-resposta da amígdala ao tálamo enfraquece a ligação entre os dois e atenua a fobia.

Segundo Javier, o tratamento pretende provocar uma resposta inconsciente do paciente: ele não se assusta mais tanto com a figura da aranha sem se dar conta disso, pois o tálamo e a amígdala agem inconscientemente, antes que a informação chegue ao córtex cerebral, que é quando o indivíduo toma consciência do seu medo. ?O paciente pula enquanto o processo se dá no tálamo e na amígdala. Quando vai para o córtex é que ele faz a avaliação real do perigo?, explica o professor.

Os voluntários que desejem participar da segunda fase da pesquisa não devem fazer uso contínuo de medicamentos psicotrópicos, como tranqüilizantes ou antidepressivos. Para se candidatar ao tratamento, basta mandar e-mail para fjavier@usp.br.

Aline Gatto Boueri
Fonte: Ciência Hoje On-line
26/11/04

26 de novembro de 2004


E há exatos 197 anos... uma viagem real



Em 26 de novembro de 1807, iniciou-se a viagem do príncipe regente Dom João e sua corte em direção ao Brasil. Outros 12 mil portugueses abandonaram seu país em direção ao solo brasileiro. É criado o Reino Unido de Portugal, Algarves e Brasil, que culminaria anos mais tarde na independência brasileira.

25 de novembro de 2004




Aubrey Vincent Beardsley

Hoje é dia 25 de novembro de 2004 e agora são 9 horas e 43 minutos.

24 de novembro de 2004

Deixe Áries a beira de um ataque de nervos
? Fale com eles dando uma enorme pausa entre as palavras. Não deixe que eles falem, ou, se falarem, corte pelo meio.
? Diga como quer que façam as coisas e fique controlando. Não demonstre paixão e aja como se você não gostasse dele.
? Levante a voz cada vez que for falar com ele. Dê-lhe cascudos na cabeça de vez em quando.

? Lembre sempre que eles estão querendo aparecer e, no meio de um grupo, dirija-se a ele, advertindo: "Você só fala "eu, eu, eu..." o tempo todo..."
? Diga que ele está mentindo. Só isso.
? Fique dando voltas para explicar alguma coisa para ele
? Diga que ele terá que estabelecer uma rotina por muitos meses. E cobre dele esta rotina e cumprimento de normas.
? Fale que o que ele está começando não vai levar a nada, porque ele nunca termina o que faz.


Meu deus! Qualquer um ficaria irritado se fizessem isso (observem a parte dos cascudos na cabeça!, muito bom.. )!
Por isso é tão fácil perceber afinidades com seu signo, eles (os astrólogos) são observadores o suficiente para fazer com que todos os signos sirvam para qualquer pessoa. Mas mesmo assim continua fascinante! eheheh

18 de novembro de 2004

é uma coisa que entra. chega junto e desliza pelos ouvidos, entra no pulmão e 'infla' os pêlos.
tamanho êxtase, me arrepio toda. às vezes quase choro.

É engraçado, pois nunca gostei muito de música orquestral, mas só ela me comove desse jeito. Toda vez que vou a um concerto, lembro como é bom, e ao sair de lá, não volto tão cedo, até que alguém me arraste novamente.



17 de novembro de 2004

Não são mais os mesmos, mas ainda são bons...



"A contestação daqueles anos já não é mais a mesma nos dias de hoje, mas as músicas interpretadas pelo grupo ainda transmitem a ousadia de seus integrantes. Em entrevista a jornalistas, Caetano lembra que o nome Doces Bárbaros nasceu a partir da provocação do jornal O Pasquim, que acusava os baianos de terem invadido o Rio de Janeiro e subvertido o cenário da música popular. Recorda-se da vitalidade da turma do iê iê iê da Jovem Guarda e do preconceito que sofriam por bossa novistas e pelos adeptos do samba jazz, entre eles, Elis Regina."









eu morreria de tanto rir, se não fosse quarta-feira

New Rave
por Castelo

Mês passado, a cidade pipocou com eventos da cena eletrônica.

O TMF ? Taste the Mushroom Festival - foi apenas um deles. Iniciativa de uma conhecida operadora de celulares, virou uma colheita de novos talentos na área da música contemporânea.

O gigantesco palco em forma de drágea de ectasy montado numa fazenda a 30 quilômetros de São Paulo trouxe milhares de pessoas, 27 dj?s e 15 novos grupos.

A abertura do TMF ficou a cargo de ?Pedro & Paulino & Rodriguez?. Brasileiros radicados em Londres, eles se definem como ?acusticamente eletrônicos?.

Pedro começou no ambiente musical se formando técnico em Eletrônica pelo Instituto Universal Brasileiro. Paulino trabalhava como eletricista da montanha russa do Beto Carrero World.

Já Rodriguez faleceu recentemente ao encostar o nariz num fio desencapado durante um ensaio.

Juntos eles levantaram o povo executando, de longe, o repertório mais ousado da noite. Uma das mais radicais foi um drum?n?bass - sem bateria e baixo - intitulado ?Sound of Silence?. Nada menos que 13 minutos sem nenhum som saindo das caixas.

Outro grande hit do Festival foi a banda jungle-punk-erudita ?Fucking Stravinsky?, que, misturando happyhardcore, rumba, Albinoni a excertos de Inezita Barroso levou ao delírio o público que lotava as dependências do TMF.

- Foi único ouvir a banda usando nove sintetizadores, dois computadores e-Mac sincronizados e 60 caixas de som para dar peso ao versos de ?Eu me agarro à viola ? proclamou o crítico da revista DJ MAG.

O ?bis-homenagem? a Gaúcho da Fronteira e Teixeirinha, com dezenas de gaudérios, de bombacha, dançando ?Coração de Luto? em ritmo de breakbeat, também foi digno de nota.

A cena só perdeu para o grupo de música minimalista ?The Dwarfs Bros? composto por 15 anões chechenos.

Jogando malabares, cuspindo fogo e tocando um hard trance de gente grande, os Dwarfs arrasaram.

O grand-finale com a canja de Nelson Ned foi o great mix do evento.

Encerrando o TMF, a Banda da Polícia Militar do Estado de Tocantins tocou clássicos de gafieira. Destaque para o longo solo de tuba do sargento Darcy.

Enquanto isso, dezenas de punguistas faziam arrastão nos celulares do público.
Very, very stylish!
Apenas uma mulher

por Édula Pacheco Oliveira


Tive a infeliz oportunidade de assistir a um capítulo da atual novela das oito e de confrontar-me com uma triste cena que, na sua essência, traduzia uma profunda discriminação contra a mulher. E o registro cenográfico era assim conduzido: Uma jovem e bela loira, para vir a tornar-se uma celebridade, tem sua foto exibida em um outdoor, numa pose que reunia o tradicional conjunto de caras, bocas e bumbum empinado.

Até aí nada de novo. É o nosso lugar comum erótico no seu destaque, pra lá de banalizado. Porém, na seqüência dos fatos, a jovem é literalmente empurrada pelo namorado a brindar uma multidão que ali se formara - composta na sua maioria por homens, naturalmente ? com a reprodução, ao vivo e a cores, de seu glamour fotográfico. E, enquanto a jovem reproduz a pose exposta no outdoor, forma-se um círculo de rapazes ao seu redor que, em coro, gritam: ?tira, tira?. À bela loira não restou outra alternativa senão a de atender ao agressivo apelo dos fâs, deixando cair o seu pequeno e inocente chambre de cetim cor de rosa.

De todas as formas de violência ainda imposta a nós mulheres, considero esse tipo um dos mais nefastos. Trata-se da violência camuflada, mas que encerra uma humilhação desmedida e um preconceito sem limites. Mulher celebridade? Só se empinar o bumbum e cumprir um bizarro ritual que caracterize uma sensualidade programada, caricata e principalmente vulgar. A mídia que, vez por outra, ensaia levantar algumas questões importantes da problemática feminina é a mesma que tenta nos manter presas a uma trajetória de opressão e de exploração. E, o que é mais grave, conta com os aplausos deste Brasil varonil e com olhar complacente de milhões de mulheres, jovens ou velhas, não importa.

É o feminino sendo protagonizado, num espetáculo circense de alto baixo nível. É a mulher sendo exposta ao ridículo, representando um produto de consumo barato. Mas é, acima de tudo, a continuidade de um preconceito antropológico, estigmatizado através de uma violência velada. Não bastaram os ecos do ?cala a boca Magda? ou a perpetuação da Ofélia que ?só abre a boca quando tem certeza?, reproduzindo um humor desgastado por, no mínimo, 50 anos.

A doce sensibilidade de Caetano Veloso traduz em versos esse jogo machista a que as mulheres ainda são submetidas: ?Ele é o homem, ele é quem quer, eu sou apenas uma mulher.?



*Édula Pacheco Oliveira é professora.

16 de novembro de 2004


Hubble fotografa uma das mais complexas nebulosas


Lindo...



E MAIS:

Seremos superdotados???

Hiperatividade pode mascarar superdotados


Pais e professores precisam ficar atentos a sintomas como hiperatividade, dificuldade de aprendizagem e aversão à escola, porque por trás deles pode haver crianças e adolescentes superdotados.

Esta é uma das principais recomendações apresentadas por especialistas internacionais no V Congresso Ibero-Americano de Superdotação e Talento, realizado na cidade de Loja, 635 quilômetros ao sul de Quito, de 10 a 13 de novembro.

Julián de Zubiría, diretor do Instituto Alberto Merani da Colômbia, disse à EFE que "pais e professores devem estar atentos a crianças com vocabulário muito rico, construções gramaticais brilhantes e capacidade para a música".

"Tudo isso revela muitas vezes uma superdotação intelectual, assim como o humor negro, que denota sentido crítico, paixão e liberdade de pensamento", acrescentou Zubiría.

O especialista espanhol Juan A. Alonso afirmou que "em muitas ocasiões vivemos o drama de crianças que sofrem fortes crises de adaptação e experimentam fracassos escolares porque ninguém foi capaz de perceber que essas dificuldades eram causadas por seu talento e capacidade acima da média".

O especialista, um dos doze que participam do Congresso, destacou que "é fundamental sensibilizar pediatras, psicólogos e professores para estes problemas, e realizar de forma sistemática e habitual provas e testes que permitam detectar na escola os alunos superdotados.

Mais de 500 profissionais da educação e estudantes participam deste Congresso, organizado pela Universidade Técnica Particular de Loja.

Alonso explicou que "os professores que não estão sensibilizados para o assunto freqüentemente se mostram desinteressados e inclusive hostis com seus alunos diferentes, mas sua atitude muda radicalmente quando são ensinados a reconhecê-los".

O especialista espanhol, vice-presidente do Comitê Europeu para a educação de crianças e adolescentes superdotados, disse que "se o aluno com capacidades especiais não é detectado a tempo, essas características podem se anular por falta de desenvolvimento adequado".

Yolanda Benito, doutora em psicologia pela Universidade holandesa de Nijmegen, explicou que estudos científicos recentes estimam em entre 2,2% e 2,6% a percentagem de pessoas superdotadas no mundo.

A especialista afirmou que os testes para determinar o quociente intelectual, embora criem inconvenientes, são até agora a ferramenta mais válida para descobrir crianças superdotadas.

Benito disse que 85% das crianças e adolescentes superdotados apresentam um quociente entre 130 e 145, e são estes justamente os que têm mais dificuldades para se integrar em um ambiente que os discrimina e faz com que se sintam diferentes.

"Acima de 145 pontos, advertimos que os alunos costumam ter ainda uma maior maturidade emocional, de maneira que não apresentam problemas de sociabilidade e inclusive são aceitos como líderes pelos demais", acrescentou.

No entanto, para todos os jovens superdotados o principal problema é encontrar "amigos iguais" para desenvolver suas capacidades emocionais, razão pela qual Alonso opinou que "não deveria haver obstáculos à formação de grupos especiais integrados por essas crianças".

A situação das crianças superdotadas se complica quando chegam à adolescência, pois nessa fase da vida é muito forte a necessidade de ser aceito em um grupo e muitos deles sacrificam seus dotes e igualam seu comportamento para poderem se misturar, explicaram os especialistas.

Os superdotados também podem demonstrar introversão e hostilidade, paranóia, orgulho desmedido, individualismo e desejos de superioridade, e no caso das meninas, na puberdade aumentam ainda mais as atitudes dominantes e a introversão, acompanhadas de sentimentos de culpa e solidão.

Fonte: Terra Ciência

13 de novembro de 2004

Que beleza quando o texto acaba em exclamação, no seu auge. 3 textos que acabam em suspenso, definitivamente suspensos.

Deus provavelmente não faz milagres nem aparições porque assim todos o amariam, seriam gratos, com razão. Mas Deus, que prefere a qualidade à quantidade, prefere não dar pistas, afinal seria muito fácil. Ao contrário, veja os grandes desartres naturais...

Ah, sim, o novo método de arrancar segredos das pessoas. Deixamos a pessoa a vontade, num ambiemte confortavel e cortês. Fizemos perguntas nada relacionadas com o que queremos descubrir. Preferimos perguntas pessoais, familiares, preferências, trabalho, em fim, somos seu amigão...

A preguiça é a virtude primeira do homem. Inércia é lei pra tudo que tem corpo. A busca pelo mínimo esforço força o pensar. Olhe que grande descoberta: a roda!
Olá catraquenses, espero escrever com frenquência.

12 de novembro de 2004

"momeeeento luminoso
cariiinho sensuálidade
luxúúria fantasii iia
sonho felicidade
você encoontra nesta cidade, você encoontra nesta cidade .... "

"biiiiicho do mato
quero você pra miiim
bicho do mato
devagar pra não cair

(pois eu só ponho meu boné
onde eu posso apanhar
pois eu só ponho meu boné
onde eu posso apanhar)..."

"aaaaaaaaaaiiiii
cadê Têresa?
por onde minha teresa?
tiutiuru tiutiuri tiu
Teresa foi no morro e não me avisou
será que era o morro do ?? pois ainda não voltou
eu juro por Deus
que se vollltar
eu vou me regeneraarr
eu jogo fora meu chinelo meu baralho
e minha navalha e eu vou trabalhar
eu jogo fora meu chinelo meu baralho
e minha navalha e eu vou trabalhar
maaas
cadê Teresa? por onde minha Teresa?
tiutiuru tiutiuri tiu....."

10 de novembro de 2004


Internet multiplica acusações de fraude em eleições americanas


Acusações de grandes fraudes na recente eleição presidencial dos EUA apareceram em vários sites e fóruns da internet depois da confirmação de alguns erros em favor do presidente George W. Bush na apuração de votos.

[...]

Jeff Fisher, candidato democrata à Câmara de Representantes pelo 16o. distrito eleitoral da Flórida na eleição da terça-feira passada, afirma em seu site na internet que houve "manipulação eletrônica" e pede uma nova votação em nível nacional.

[...]

Segundo Fisher, os dados mostram que os resultados nos grandes condados que utilizaram máquinas de votação baseadas em telas de toque e em scanners ópticos seguem o número de eleitores republicanos e democratas registrados.

Mas nos pequenos condados o resultado parece ter sido invertido.

Para Fisher, "os votos esperados normalmente seriam diferentes dos votos reais devido ao aumento de eleitores em um partido, o voto de independentes para republicanos ou democratas ou outros fatores".

"O que parece muito estranho nestes números é que o aumento em votos reais sobre votos esperados é muito mais alto para os republicanos do que para os democratas em condados que utilizam máquinas de scanner óptico, inclusive quando os condados menores são excluídos da análise", acrescenta.

Por exemplo, no condado Baker, onde havia 12.887 eleitores registrados, quase 70% democratas e 25% republicanos, o resultado final foi de 2.180 votos para Kerry e 7.738 para Bush.

Em Dixie, dos quase 9.700 eleitores registrados, 77,5% eram democratas e só 15% republicanos, mas só 1.959 pessoas votaram em Kerry, enquanto 4.433 votaram em Bush.

[...]

O Blackboxvoting.org, outro grupo de ativistas, afirma em 2 de novembro houve uma grande fraude eleitoral "através de máquinas eletrônicas".

A organização acrescenta que se baseou "em evidências, documentos obtidos através de solicitações de registros públicos, informação privilegiada e outros dados indicativos da manipulação dos sistemas de voto eletrônicos. O que não sabemos é o alcance específico da fraude".

Uma das evidências nas quais a Blackboxvoting.org se baseia é a falha em uma das máquinas de votação de Ohio, o estado que finalmente deu a vitória a Bush sobre Kerry por pouco mais de 135 mil votos.

No condado Franklin desse estado, uma máquina acrescentou quase quatro mil votos a favor de Bush quando só 800 pessoas tinham votado nesse colégio eleitoral, erro que foi descoberto durante a apuração preliminar na noite de 2 de novembro.

Erros como este, somados à discrepância entre as pesquisas de boca-de-urna e os resultados finais da votação, aumentaram as suspeitas destes grupos sobre uma fraude a favor dos candidatos republicanos.

Segundo Hatmann, além disso, o sistema de apuração pode ser facilmente manipulado por um hacker, já que as bases de dados onde se acumulam os resultados das votações em cada condado estão em computadores normais com sistemas operacionais Windows.

Fonte: Terra

NOVATOS... Cada nação tem o governo que merece.
Mas o que realmente importa é que eles são felizes.

9 de novembro de 2004



26.03.1960



8 de novembro de 2004

eu sei eu sei, que já faz tempo, mas é que é tão maravilhoso! e importante! eu sempre me deslumbro quando isso acontece.

sei que é meio extenso e a coisa anda bastante jornalística ultimamente, mas tudo bem, porque afinal, nós aqui do Catraca nunca tivemos pretensão alguma, a não EXPERIMENTAR!


Deu em ZH, Junho 12, 2004

Fórum do Software Livre, com a presença do ministro Gilberto Gil, discutiu a questão dos direitos de autor em tempos digitais


Renato Mendonça

Era para ser mais uma mesa do 5º Fórum Internacional de Software Livre, dia 4 de junho, no Salão de Eventos da PUCRS. Mas o videomaker Marcelo Tas, um dos palestrantes, fez questão de mostrar que não era bem assim.
Em frente aos 1,5 mil lugares lotados, ele brincou:

- Este é um nó da história. Temos uma platéia de show de rock, uma mesa com gente VIP da Califórnia, o ministro da Cultura está presente e ele é Gilberto Gil. E o pior: agora vocês vão ouvir o professor Tibúrcio falar (personagem de Tas no programa de TV Castelo Rá-Tim-Bum).

Professor Tibúrcio estava certo e errado, como às vezes acontecia no programa infantil Rá-Tim-Bum. Estava certo porque o assunto - a discussão de novos sistemas de direito autoral na era da informática - é o tema do momento. Basta olhar jornais e sites: o Ecad acaba de anunciar que, em dois meses, deve começar a cobrar pelas músicas baixadas por meio da Internet. No front internacional, a indústria da música já processou 2.947 pessoas nos Estados Unidos e anunciou mais de 230 ações legais na Dinamarca, Alemanha, Itália e Canadá.

Mas Tibúrcio estava errado também. VIPS, Gil e seus espectadores estavam mais interessados em desatar o nó da história, resolver um dos principais problemas da era digital: como conciliar as duas principais vocações da Internet (copiar e compartilhar) com a defesa dos direitos autorais individuais?

Um dos primeiros a falar foi o americano Lawrence Lessing, professor de Direito de Propriedade Intelectual na Universidade de Stanford. Ele não poupou seu país:

- Venho de um lugar que defende a livre iniciativa, os mercados livres, as eleições livres. Mas quando se fala de software ou cultura livres, isso é sinônimo de traição.

Mais adiante, o advogado Lessing reclamou que vivemos os tempos em que os artistas têm de consultar advogados para criar:

- Vocês (brasileiros) têm de nos ensinar de novo sobre os ideais de liberdade.

No centro do debate, estava a decisão pioneira de Gilberto Gil de ceder sua canção Oslodum para o site www.creativecommons.org. O objetivo do projeto Creative Commons, ligado às universidades de Harvard e Stanford e à Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, é oferecer na Internet obras de artistas dispostos a permitir que suas criações sejam copiadas, remixadas e compartilhadas digitalmente, segundo diferentes tipos de licença. A principal diferença é que as obras estariam disponíveis para utilização sem prévia consulta aos autores. Azar dos advogados, diria muita gente no auditório, não escondendo o riso.

Dentro da quase unanimidade libertária que varria a platéia, o jornalista Luís Nassif alertou para o lado mais fraco da corda, exemplificando com a relação entre gravadoras e artistas:

- Do modo como as coisas estão, as corporações levam mais vantagem que o próprio criador. Mas temos de criar um modelo econômico que garanta que o criador receba por seu trabalho.

O ministro Gil, defensor do software livre mas avesso ao e-mail, segundo revelou seu amigo Hermano Vianna, apontou a origem do software livre nas trincheiras da contracultura, no final dos anos 60.

- Tudo se misturava, Janis Joplin e engenheiros eletrônicos, programas de computador e alteradores de consciência.

E Gil, preocupado com o confronto ciência/indivíduo desde o início de sua carreira (confira ao lado), encaminhou o debate no melhor estilo tropicalista:

- Vamos continuar discutindo agora, agora e amanhã, agora e depois de amanhã, e depois de depois de depois de amanhã, como a Daniela Mercury gosta de cantar.

Voltando ao professor Tibúrcio, Tas reeditou os tempos em que ensinava "porque sim não é resposta", e comentou que tinha acabado de ler no site do New York Times um ataque do presidente da Microsoft Brasil, Emílio Umeoka, à decisão do governo brasileiro de apoiar o software livre. Segundo Umeoka, "Se o país (Brasil) se fechar de novo - como fez quando protegeu o setor de tecnologia da informação - daqui a 10 anos teremos uma posição dominante em algo insignificante".

Tibúrcio/Tas retrucou:

- Se é tão insignificante, por que eles se preocupam tanto?

Uma pergunta que só confirma a importância de discutir direito autoral em tempos digitais.

Cibernética / Eu não sei quando será Cibernética / Eu não sei quando será Mas será quando a ciência Estiver livre do poder A consciência, livre do saber E a paciência, morta de esperar (Cibernética, 1974)

Qual é o refrigerante preferido pelo seu cérebro?


Estudo investiga as bases neurais da preferência por Coca-Cola ou Pepsi

A neurociência chegou ao supermercado. Um estudo da Faculdade de Medicina Baylor, no Texas, publicado na revista Neuron e apresentado em outubro na reunião anual da Society for Neuroscience em San Diego, nos EUA, mostra o que acontece no cérebro conforme a marca do refrigerante que você bebe. O veredicto não deve ser nenhuma surpresa: a marca que mais mexe com o cérebro é... Coca-Cola.

Samuel McClure, Read Montague e seus colegas recrutaram 67 voluntários de diferentes preferências por refrigerantes: alguns preferiam Coca, outros Pepsi, e outros não tinham preferência declarada. Um teste cego de preferência pela bebida de uma ou outra marca comprovou a distribuição igual de preferências entre os três grupos - embora nem sempre os voluntários escolhessem o copo que tinha, de fato, sua marca favorita.

Se os dois copos parecem iguais e contêm líquidos igualmente escuros e borbulhantes, de marca não anunciada, o que faz você declarar sua preferência por um dos dois copos? Seu cérebro, claro - ou mais exatamente, segundo o estudo, a atividade do seu córtex pré-frontal ventro-medial (vmPFC), situado mais ou menos atrás da testa, entre seus olhos.

Enquanto os voluntários bebiam refrigerantes não identificados, os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para acompanhar a ativação dessa região do cérebro, que recebe sinais relativos ao paladar, ao olfato e ao prazer provocado pelo que chega à sua boca. Não é de se espantar portanto que, quanto mais um refrigerante consegue ativar seu vmPFC, maior é a chance de você declarar sua preferência por ele. Para alguns voluntários, o refrigerante que mais ativa o vmPFC é Coca-Cola; para outros, Pepsi. (Por quê? Boa pergunta, e a resposta pode estar em qualquer lugar entre a genética e o aprendizado cultural.)

Mas quando se sabe o que se está bebendo, a coisa muda. Em outro experimento, os mesmos voluntários provaram os mesmos refrigerantes - mas agora sabendo que um dos copos continha Pepsi. O conteúdo do outro copo era desconhecido - mas também era Pepsi, para que os pesquisadores pudessem identificar a diferença entre beber Pepsi sem saber e saber que se está bebendo Pepsi. E a diferença é... nenhuma!

Tudo muda, no entanto, se você sabe que está bebendo Coca-Cola. Em teste semelhante, mas com Coca-Cola nos dois copos ao invés de Pepsi, a diferença entre saber que se está bebendo Coca-Cola e simplesmente beber o refrigerante fica nítida. Quando os voluntários bebem Coca-Cola e sabem o que estão bebendo, há ativação em várias regiões cerebrais, entre elas o córtex pré-frontal dorso-lateral, envolvido no controle de decisões, e o hipocampo, estrutura que cuida das memórias recentes e da formação de novas memórias. Sem saber a marca, nada disso ocorre.

Isso sugere que, se a apreciação do sabor de um refrigerante é influenciada puramente por fatores sensoriais, como seu gosto e perfume, saber a marca de um refrigerante é capaz não só de ativar memórias como também influenciar regiões cerebrais responsáveis pelas nossas decisões - inclusive decisões culturais tão importantes e conseqüentes quanto a marca do refrigerante que você escolhe beber. Por que a marca Coca-Cola, mas não a marca Pepsi, influencia a tomada de decisões? Boa questão para os respectivos marqueteiros resolverem. Agora que já existe uma área de estudo chamada neuroeconomia, para se criar o neuromarketing falta um pulinho.

E o que se ganha com este novo avanço da neurociência? Ah, uma dica fundamental para a sua próxima festa. Se você optar por servir o refrigerante mais barato, não coloque a garrafa na mesa. Sirva já em copinhos, e seus convidados julgarão a bebida pelo sabor, e não pelo rótulo...

Fonte: Ciência Hoje
Suzana Herculano-Houzel
O Cérebro Nosso de Cada Dia


Jorge sobre Jorge

O poeta e músico Jorge Mautner filosofando sobre Jorge Ben Jor, em seus ?Panfletos da Nova Era?, de 1980.

Jorge Ben, alquimista, sábio, que sabe ser a mitologia negra em igual valor-poder-potência-qualidade-relevância à mitologia dos Antigos helenos que em vão a Alemanha e toda a Europa tentaram imitar. (?)

Jorge Ben e seu Flamengo, seu futebol, suas mulheres com nomes de flores, sua mitologia absolutamente popular, urbana & cósmica, sensual e ideogrâmica ?chove chuva, chove sem parar?. Um paradoxo harmonizado: revolucionário e machista!

Sorridente como todos os superiores crânios, da cultura negra do País de cultura nascente, é um tranquilo navegador de oceanos por vezes hostis (como quando de seus inúmeros boicotes por parte desta mesma inteligentzia (burrítzia?) nacional na época da jovem guarda, etc.). Sua imediaticidade direta ideogrâmica ao invés de ser estudada e respeitada foi ridicularizada como ?oportunismo?, evidente projeção destes colonizados e complexados escribas acadêmicos para cima de Jorge.

Sábio, naturalmente participante desta cultura nova equivocadamente batizada pelos inimigos de ?inferior? ?primitiva? ?oportunista? ?superficial?, sempre confiou em sua intuição soberana. Já intuiu há tempos atrás o soul music, o disco, e foi um dos primeiros a sincretizar o rock, mais do que Roberto Carlos ou Erasmo, em sua definitiva e profunda aparição nacional contemporânea. Por vezes exagerado em sua facilidade de comunicação imediata com os mitos e atmosferas da nação jamais porém deixou de ser autêntico. Sabedoria malandra e filosófica, integrado e simultaneamente à parte do todo de sua classe artística, é hoje ainda, um dos pioneiros, mesmo que, ao contrário de Gil, sua novidade nunca se apresente como inclusão de dados novos e reatualizados, mas sim como aquela novidade eterna da repetição do batuque da eterna alegria que diz sim ao próprio não, Gil e Caetano são além-dialéticos, Einsteinianos, Heraclitianos, Jorge Ben é Parmênides, mas como já nos ensina Heidegger e nos ensinam Cae e Gil e Jorge Ben, Parmênides que diz tudo estar parado é igual a Heráclito que afirma tudo estar em movimento.

em Em Mitologia do Kaos - v. 2, Jorge Mautner ? Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2002.

6 de novembro de 2004

4 de novembro de 2004


Pós-tudo - Augusto de Campos

A FALTA QUE ELE ME FAZ

Estudo relata distúrbios causados pela redução ou interrupção do consumo de cafeína


O café costuma despertar opiniões controversas e cientistas ainda não chegaram a um resultado conclusivo para definir se, afinal de contas, ele faz bem ou mal à saúde. Mas uma revisão bibliográfica sobre os efeitos da abstinência de cafeína - que também é encontrada em chás, chocolates, refrigerantes e alguns medicamentos - indica que o ideal é tratá-la como droga quando se avalia tanto seu consumo quanto os transtornos que pode causar a quem decide parar de consumi-la.

O ensaio crítico foi publicado em setembro no site da revista Psychopharmachology. Um dos autores, Roland Griffiths, do Departamento de Neurociência da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, afirma que a cafeína é uma droga relativamente benigna, mas destaca que médicos costumam recomendar a diminuição e até mesmo a interrupção de seu consumo, principalmente para pessoas que sofrem de ansiedade, insônia, pânico, doenças cardíacas, problemas estomacais e para mulheres grávidas.

Mas cortar a cafeína pode trazer também alguns transtornos igualmente desagradáveis aos causados pelo seu consumo contínuo. Entre os mais relatados pela literatura médica estudada para o ensaio, estão dores de cabeça, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade e depressão. Esses sintomas configuram a síndrome de abstinência de cafeína, cujo diagnóstico já é reconhecido como oficial pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estudos mostraram que, para consumidores diários de cafeína, a abstinência de 24 horas já é suficiente para que se registre a incidência de dores de cabeça em 50% dos casos. Além disso, os sintomas são relatados em muitos casos em que o consumo de cafeína é reduzido a menos de 100 mg/dia. O autor afirma que muitos consumidores não têm consciência de sua dependência da substância, já que dificilmente interrompem o consumo por mais de dois dias.

Embora a cafeína não ofereça à saúde os mesmos riscos que outras drogas que provocam dependência, como heroína, cocaína e nicotina, muitos usuários não interrompem o consumo por medo de experimentar os desconfortos causados pela síndrome de abstinência.

Mesmo depois de ter encontrado sérias restrições ao consumo de cafeína e relatos de síndrome de abstinência grave, Griffiths é cauteloso ao falar do assunto. "Não vejo razões para que pessoas sem contra-indicações à cafeína parem de consumi-la", afirma em entrevista à Ciência Hoje On-Line, "A cafeína deve ser encarada como droga e a decisão de cortá-la ou diminuí-la na alimentação deve se basear em informações sobre os males que a substância pode lhes causar. Assim, decidem que quantidade de cafeína querem consumir no dia-a-dia."

Fonte:
Aline Gatto Boueri
Ciência Hoje On-line

3 de novembro de 2004

"...nada se aprende e nada se ensina, pois a alma apenas se recorda, de tudo que viu e de tudo que conheceu em suas infinitas vivências. A verdadeira ciência e a verdadeira opinião são apenas uma vaga recordação das verdades eternas que um dia a alma contemplou."
Seth Bokjik
hã? oq?
Não entendi.

1 de novembro de 2004

Se o tempo e a sua paciência permitirem:
Bate-papo com Einstein
por Frei Betto

se não for útil, é no mínimo interessante.



Livreto 10 x 14 cm, p&B com 32 páginas em papel reciclado.

COMO COMPRAR:

Enviar o valor (R$ 3 por livro + postagem: R$ 3 carta registrada, ou R$ 1 carta normal) bem camuflados em carta registrada para:
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Rua das Laranjeiras 43/1203 Bloco A- Laranjeiras
Rio de Janeiro
CEP 22240- 000
Você pode também fazer um depósito para Dunia Quiroga no Banco Real, Agência 0826, CC 8806347-7 e enviar o comprovante pelo correio ou para o e- mail:duniaquiroga@yahoo.com.br

29 de outubro de 2004


Método Suzuki


Este método foi criado pelo violinista e pedagogo Shinichi Suzuki, nascido em Nagoya/Japão. Iniciou seus estudos de música apenas aos 17 anos de idade. Terminados seus estudos em Tóquio, foi a Berlim onde foi aluno de Karl Klinger e se relacionou com eminentes personalidades, entre elas Albert Einstein e Pablo Casals.

Passou por muitas dificuldades para falar a língua Alemã. Por outro lado, observou ele, a facilidade com que as crianças pequenas falavam sua língua materna. Com esta observação, Suzuki começou a ter suas primeiras idéias sobre aquele que seria mais tarde o mais eficiente e revolucionário método de se aprender música.

Voltando ao Japão, Suzuki fundou, com seus irmãos, o Suzuki Quartet, como também passou a lecionar violino para crianças pequenas, onde observou a imensa facilidade que têm as mesmas para aprender. Foi assim, que fundou o Talent Education Institute, em Matsumoto, Japão.

O seu método baseia-se em que todas as crianças nascem com diversas potencialidades que são desenvolvidas através do contato com o meio. Como no aprendizado da língua materna, que se desenvolve naturalmente através da repetição: o recém nascido, ouve sua mãe e demais familiares a falar, escuta palavras como mamãe, papai e, de acordo com o incentivo, a criança se motiva a aumentar o seu repertório e formar pequenas frases.

Mais tarde, ao ingressar na escola, a criança aprederá a ler e escrever. O mesmo processo é utilizado na música e denomina-se Método Suzuki. O ambiente musical adequado, conduzido por mestre experiente, levará o aluno a dominar o instrumento e adquirir grande habilidade para a música, com a mesma facilidade com que domina a língua materna. Na filosofia Suzuki o talento não é um acaso de nascimento, mas fruto do ambiente em que o homem vive.

Esta teoria comprova-se na prática em muitos países. O Japão, como exemplo, onde a cada ano surgem milhares de músicos que se formam usando o método Suzuki.

Pontos Importantes da filosofia Suzuki:

    Participação dos pais no aprendizado;
    Meio ambiente musical favorável;
    Postura positiva dos pais e professores no aprendizado do aluno;
    Pais atuam como incentivadores;
    Não utilizar censura ou correção inoportuna;
    A busca da qualidade deve ser uma tônica para os alunos;
    Cooperação ao invés de competição;
    Respeito à individualidade de cada um;
    Repetição com constante avaliação crítica;
    Prática diária, em seções curtas, sempre com alegria;
    Repertório comum para facilitar a socialização;
    Caráter primeiro, habilidade depois;


Educar é amor, não deixe a educação de seus filhos para outros. Vamos tirar mais tempo para nossas crianças. Isto é mais importante que qualquer outro valor. Isto é amor; formação do caráter, através do meio musical e social favorável.

É o método mais eficiente por basear-se na aprendizagem natural da fala. É aplicado de maneira lúdica e utiliza repertório alegre e prazeiroso. Mais do que uma forma de aprender música é uma contribuição na formação do caráter através do meio musical e social favorável.

Benefícios

Gosto artístico, concentração, disciplina, memorização, socialização, coordenação motora mais apurada e estimulação da afetividade.


Fonte: Talento Musical - Escola de Música

27 de outubro de 2004


Cientistas descobrem nova espécie humana


Cientistas descobriram um esqueleto quase intacto de uma espécie humana totalmente nova que habitava a ilha de Flores, na Indonésia, há 18 mil anos. Com um metro de altura, o espécime era pequeno se comparado com o ser humano moderno, porém acredita-se que tenha vivido durante milhares de anos.

Cientistas dizem que a descoberta, divulgada em artigo publicado na revista científica Nature, torna necessária uma reavaliação da evolução humana. O esqueleto descoberto numa caverna de pedra calcária chamada Liang Bua é de uma mulher de 30 anos, que vivia na remota ilha de Flores juntamente com elefantes anões e lagartos gigantes.

Efeito redutor


Os fósseis de sete outros indivíduos de sua espécie, chamada agora de Homo floresiensis, mostram que ela era um exemplo típico da espécie. Uma espécie de "efeito redutor" é comum em alguns animais que vivem em ilhas remotas, sem ter de enfrentar predadores, mas jamais havia sido observado entre seres humanos.

O Homo floresiensis não era uma raça de anões. Os membros dos esqueletos encontrados são proporcionais, com exceção dos braços, um pouco mais longos do que seria de se esperar.

Sua reduzida cabeça abrigava um cérebro do tamanho de uma toranja, o que torna suas realizações, e as de nosso ancestral comum, o Homo erectus - bastante impressionantes.

Como a Ilha de Flores jamais esteve conectada ao continente asiático, para chegar lá exemplares do Homo erectus tiveram de construir algum tipo de embarcação e navegar até lá (algo que não se pensava que eles seriam capazes de fazer). Esta idéia agora pode ter de ser deixada de lado (assim como a tese de que os humanos modernos eram os únicos a permanecer no planeta desde o desaparecimento do homem de Neanderthal, há 30 mil anos).

É provável que o Homo floresienses tenha existido até 12 mil anos atrás. Por isso cientistas estão explorando mais cavernas calcárias na Indonésia para tentar encontrar outros indícios de familiares recentes dos humanos modernos.

Terra Ciência



Em homenagem a um bom amigo. A propósito, não foi fácil encontrar essas fotos. Ah, a moça, sim a moça. É Anouk Aimee, a diva das sobrancelhas grossas. Fez bons filmes, 8 e meio, A doce vida... Sodorra e Gomorra (sim, é esse mesmo q vcs estão pensando), Lola, humm mais alguns que no dado momento não me recordo. Mas ela é realmente bonita, vejam os filmes, essas fotos não são muito confiáveis.



26 de outubro de 2004



aRt BeAt StReEt


22 de outubro de 2004


Nasa encontra evidência da teoria da relatividade

Uma equipe internacional de cientistas e pesquisadores universitários formada pela Nasa, a agência espacial americana, encontrou a primeira evidência direta de que a Terra arrasta tempo e espaço ao seu redor enquanto gira, alterando as órbitas dos satélites do nosso planeta. Segundo a Nasa, a descoberta constitui "a primeira medição de um efeito bizarro no qual uma massa em rotação arrasta o espaço a seu redor".


Os pesquisadores acreditam que conseguiram medir o efeito formulado pela primeira vez em 1918, com a teoria da relatividade de Albert Einstein, "precisamente observando deslocamentos das órbitas de dois satélites que seguem a rotação da Terra".

O denominado "efeito corpo-arrasto é o que ocorre quando uma bola de boliche gira em um fluido espesso como o melaço", disse Erricos Pavlis, do Centro Conjunto para a Tecnologia do Sistema Solar, em Greenbelt (Maryland).

Segundo Pavlis, um dos diretores da pesquisa, "enquanto a esfera gira move o melaço ao seu redor e tudo ligado ao melaço também se move em torno da bola". Do mesmo modo, "enquanto a Terra gira, arrasta tempo e espaço ao seu redor e isto altera as órbitas dos satélites do nosso planeta".

Fonte: Terra Ciência

Vladimir Herzog, tu não morreu em vão
Por Mario Teza

"Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei" (0)

******************************

"Na noite do dia 24 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog, conhecido por Vlado por familiares e amigos, foi ao prédio do Doi Codi, na rua Tutóia, Paraíso, zona sudeste de São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre sua atividade política. Foi a última vez que foi visto com vida.

Ligado ao PCB, o jornalista era na época diretor de jornalismo da TV Cultura, estatal paulista. Depois de fechar o jornal noturno da emissora, foi ao prédio "dar explicações".
Seu corpo foi apresentado à imprensa pendurado em uma grade pelo pescoço por um cinto, no dia 25. A grade era mais baixa que a altura do jornalista. Mesmo assim, a versão oficial era de suicídio.

O suposto crime cometido pelo poder público gerou indignação entre opositores do regime militar, que se repetiu cerca de três meses depois com a morte, em circunstâncias semelhantes, do operário Manuel Fiel Filho.

Na análise do rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista, o assassinato de Herzog mudou o país.

"Foi o catalisador da abertura política e da restauração da democracia. Esse fato será sempre a recordação dolorosa de um sombrio período de repressão, um eco eterno da voz da liberdade, que não se cala jamais." (1)

Vladimir:

Começei a militar no movimento social aos 14 anos. Eram os idos de 1979. Era tempo de fundação da CUT e do PT. Não te conheci pois aos 10 anos só pensava em brincar na periferia de Porto Alegre.

Quase vinte e nove anos depois de tua morte, o Correio Braziliense divulga no dia 20/10/2004, uma série de fotos em que tu apareces em situções de humilhação.

"O Exército distribuiu uma nota defendendo órgãos como o DOI-Codi (centro de repressão do regime militar). O comunicado do Exército provocou irritação no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e indignação por parte de vários integrantes do governo, parlamentares, representantes da sociedade civil e de familiares dos desaparecidos políticos. Na terça-feira, o Exército divulgou nova nota em que considera a primeira "inapropriada". O Exército também lamenta a morte de Herzog e afirma não querer "reavivar fatos de um passado trágico que ocorreram no Brasil".

A nova nota foi praticamente ditada por Lula para o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, após conversa que reuniu também Viegas." (2)

Vlado:

Faltam 11 dias para o segundo turno das eleições para prefeito em Porto Alegre. Sim, agora temos eleições nas capitais e não existem mais as áreas de segurança nacional.

No dia 03 de outubro vivemos uma experiência marcante. Um colega meu de PT, LC Barbosa, escreveu um e-mail intitulado "Orgulho de ser petista." Petista é uma pessoa que milita, apoia ou vota no Partido dos Trabalhadores. Este partido não existia no teu tempo. Mas temos trabalhado junto com o "teu" PCB nestes anos todos em Porto Alegre. O texto do LC Barbosa é de uma beleza tocante. Numa parte ele fala:

" No último dia 3 de outubro conheci a solidão numa dimensão até então inédita. Eu estava lá onde sempre estive. Mas não encontrei os meus iguais, ou os parecidos comigo. Não encontrei os diferentes de mim que, por isso mesmo, nos encontramos pela vida e nos unimos em busca de uma sociedade generosa para todos, acolhedora e regrada pelo reconhecimento do outro como sujeito, não como coisa, objeto ou mercadoria.

O que mantém um homem vivo? Com certeza a dignidade com que vive a sua vida. Naquela tarde do último domingo de 3 de outubro lembrei de Berthold Brecht, lembrei de Wilhelm Reich, lembrei do Zezinho Oliveira e daqueles tempos de enfrentamento da ditadura e de construção do PT. Lembrei de muitos outros que estiveram naqueles
dias em que a esperança já começava a vencer o medo, não porque éramos jovens, mas, talvez, porque rebeldes e precocemente maduros.

No dia 3 de outubro experimentei uma estranha sensação de desamparo, de um estranho deslocamento. Onde estavam os outros? Os que sempre lutaram comigo? Os que venceram comigo e os que fracassaram comigo nos reveses? Será que estavam confortavelmente esperando em algum lugar para comemorar a vitória assegurada por uns
poucos de nós?

Durante umas seis horas de bandeira em punho fui insultado, agredido e recebi voz de prisão de um rapaz de uns 25 anos. Tão moço para ser tão velho, tão conservador, tão pobre e pequeno para gozar, apesar dos
pesares, o melhor que o mundo produziu e que nossa geração que se encontra ao redor dos 50 anos conseguiu preservar. Olhando o ódio nos olhos daquele rapaz e a sua covardia forte, dominante, pensei que realmente o pior da tortura não deve ser a dor física, mas a humilhação, o sentir-se impotente nas mãos do algoz, o sentir-se aniquilado pelo sórdido, o torpe.

Não desabei não. Mas faltou ao meu lado o companheiro com a sua velha bandeira, faltou aquela alegria irreverente diante do medo para vencer com esperança. Faltou aquela palavra determinada que envolve nossas terminações nervosas, faz o coração pulsar mais forte e a razão criar insígnias que animam o melhor de nossos sonhos. "(3)

Vlado:

Talvez não tiveste a chance de conheçer um cara que hoje concorre a prefeito pelo PT de Porto Alegre. Chama-se Raul Pont. Ele foi preso em 1971, quatro antes de ti. Aqui em Porto Alegre tem um escritor chamado Tabajara Ruas que escreveu o seguinte:

"No inverno de 71 o DOPS prendeu em São Paulo um jovem estudante de Economia, Raul Pont, o mesmo Raul Pont que hoje é vice-prefeito de Porto Alegre. Havia uma ditadura no país, caricata, obsessiva. Quando não apareciam inimigos, ela forjava inimigos. Ditadores e psicopatas se alimentam de inimigos, mesmo imaginários. Mas Raul era um inimigo
verdadeiro. Eles conheciam sua voz nos comícios, nas passeatas, nas salas de aula.
A notícia se espalhou em Porto Alegre como um calafrio. "Raul caiu".

Dessas prisões alguns nunca voltavam. Ou voltavam mutilados, no corpo e no espírito. (É preciso dizer essas coisas; esquecemos tão rápido.) Arma eficaz da ditadura era a censura e o silêncio. Ou conversa fiada sobre modismos culturais. Nos longos dias do martírio de Raul seus amigos esperavam notícias que não chegavam. Raul e eu não éramos amigos íntimos (não somos), mas conversávamos algumas vezes na fila do RU. Nos atraíam vagas idéias de justiça social, livros e
a cidade de Uruguaiana. Mesmo na infância e adolescência na cidade da fronteira éramos distantes. Raul estudava no Colégio União; eu, no Santana. Raul jogava basquete; eu, futebol. Raul era cobra em basquete. Assisti um jogo lendário, nos idos de 50, entre o União e o IPA, onde ele brilhou. Lembrávamos essas coisas no bar da Filosofia, os poucos que éramos de
Uruguaiana e conheciam aquele lado do Raul. Lembrávamos que ele falava pouco, ria menos ainda. Era muito tímido. Naqueles dias Raul tinha nos apresentado um autor inglês, um certo Orwell. Onde estava, agora, não havia direito a livros. Não havia direito a nada. As notícias eram escassa. A família acionou advogados, influências, uma rede de solidariedade. As notícias filtravam, sussurradas das sombras.

"está apanhando muito, mas não entregou ninguém".

Eu morava com meu irmão e os conterrâneos Baialardy e Reci num apartamento na ladeira da General Vitorino, em frente ao CAD (antes funcionava ali a Odonto). Costumávamos ficar até madrugada no bar da esquina com a Annes Dias, falando mal do time do Inter e da ditadura. Uma noite gelada no fim do inverno, eu saía do bar, solitário, quando vi um carro estacionar na esquina, e em seguida, outro. Do primeiro carro saíram dois homens de gabardine, puxando com brutalidade um terceiro, em mangas de camisa. Era um moço pálido, emagrecido, camisa manchada. Os dois homens o conduziram para a outro carro. Fui tomado por uma emoção desconcertante. Era Raul. Abaixaram sua cabeça, empurraram-no para dentro.
Então, ele me viu. (Acho que ele me viu.) Nossos olhos se encontraram. Como estava magro! Como estava desamparado e vulnerável... Os carros arrancaram. Fiquei ali encostado na parede, tão próximo do abismo. Mas Raul estava vivo. Era uma notícia para distribuir como o pão da manhã. Era uma notícia que eu carregava como um presente da noite gelada. Lembro essas coisas porque me pedem para escrever sobre um lugar de Porto Alegre. Confesso que busquei uma plácida rua de cinamomos, um banco de praça, um pôr-do-sol, mas me assombrava essa esquina de agosto. Tantas esquinas: a do beijo, a do susto, a da fuga e no entanto é essa que toma espaço na memória, a esquina de Raul, a da ressurreição. Sei poucas coisas, quase nada, sobre a prisão de Raul. (por essa época tomei o rumo do exílio.) Sei que ficou preso na ilha durante um ano e meio. Foi libertado numa véspera de Natal. Caminhou pela cidade, comprou livros na Cepal, bebeu chope com amigos, depois viajou a Uruguaiana para visitar os pais.

Nos lugares distantes por onde andei, muitas vezes busquei Porto Alegre no perfil de um rosto que passava, na foto de um gol de Bráulio, no leite bebido na manhã de verão, nos que morreram, nos que sobreviveram. As visões eram embaçadas, disformes. Por singular armadilha da memória, eu voltava àquela esquina e àquela noite (todos dormiam nas camas quentes) e revia a solitária resistência de Raul. Através desse sortilégio a cidade ficava completa. " (4)

Vlado:

O mundo mudou muito desde que te arrancsram de nós. Outro amigo autor, Antonio Martins escreveu a pouco tempo, sobre as novas formas de nossa resistência. Tu vais gostar de saber:

" Não se fazem rebeliões como antigamente. Há dois anos, na Venezuela, o que restou aos cidadãos, para enfrentar um golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez, foi a internet. Na semana passada, os espanhóis furaram o estado de sítio midiático imposto sobre eles por meio do uso febril de telefones celulares. A arma mais comum foram as mensagens de texto, ou... torpedos.

O volume de comunicações por celular na Espanha foi inteiramente anormal, da tarde de sábado ao domingo das eleições. As empresas telefônicas falam num aumento entre 20% e 40%, no número de chamadas completadas. Nas pequenas telas de cristal líquido circulavam, como sempre, convites para festas e encontros. Mas trafegava também a rebeldia. Questionava-se:
quienes fueron? Suspeitava-se: saben y lo ocultan. Exigia-se: la verdad!

Faltava algo, porém, para que a indignação saltasse do ciberespaço solitário para o calor das ruas. A fagulha foi riscada por alguém que permanece anônimo, mas cuja voz pode ser ouvida nas páginas de internet da Radiocable ? uma rede de rádios espanholas que se dedica a temas semelhantes aos dos Fóruns Sociais, e produz entrevistas com gente como o subcomandante Marcos, Ignácio Ramonet, Bernard Cassen, Immanuel Wallerstein e Naomi Klein.

Na noite de sexta-feira, esta pessoa é um madrilenho, politizado e possivelmente jovem q compôs um torpedo que continha, além de sentimentos, uma proposta e um endereço, redigidos quase em linguagem cifrada: Aznar não engana. Chamam de jornada de reflexão, e Urdaci [o manipulador da TVE] trabalhando. Hoje, 13M, às 18h. Sede PP, R. Gênova, 13. Sem partidos.
Silêncio pela verdade. Repasse!2

Enviada na manhã de sábado, ?a um grupo de quatro ou cinco amigos?, a mensagem ganhou a Espanha. Em Madri, cinco mil pessoas, pelo menos, concentraram-se diante da sede do PP, onde se encontrava o candidato Mariano Rojoy. Levavam cartazes onde se lia ?demissão?, ?mentirosos?, ?paz!?. Mas à noitinha de sábado, os QGs do Partido Popular começaram a
ser cercados em centenas de outras cidades. Em Barcelona, às 19h, duzentas pessoas encontraram-se na Rambla. Desafiando a ?jornada de reflexão?, gritavam: "Guerra não. Aznar assassino". Começavam a circular notícias
sobre a prisão, algumas horas antes, de marroquinos e hindus, possivelmente ligados ao atentado. Comentava-se também o assassinato pela polícia, em Pamplona, de um comerciante que se recusou a pregar em seu estabelecimento um cartaz condenando o ETA pelas explosões. Em pouco mais de meia hora, o número de manifestantes já passava de 3 mil. Decidiram ir ao PP, no outro lado da cidade. Ao chegarem, foram saudados por outros grupos, já concentrados no local. Ao fim da noite, 15 mil pessoas exigiam verdade e paz.

....

O autor do torpedo decisivo explica, em Radiocable, que não é filiado a nenhum partido. Angustiou-se ao se ver reduzido à condição de espectador impotente; agiu movido pelo desejo de ser cidadão, de participar da construção de seu futuro.

"Escrevi quase como um ato de raiva, um gesto desesperado, sem imaginar as conseqüências, a mobilização que se produziria (...) Meu telefone permite apenas 160 caracteres, a mensagem tem 158. Passei muito tempo editando o texto?. No dia seguinte, "fomos [ele e alguns amigos] a Calle Genova, para ver se haveria 15, ou 20 pessoas. Pensávamos em seguir, depois, ao cinema, ou a qualquer outro lugar. Mas notamos um certo congestionamento e ficamos alucinados. Quando
nos aproximamos da boca do metrô, percebemos que dali saía muita gente, com cartazes "não à guerra" e "paz" (...) Pensava: em que me meti? Mas as pessoas eram muito educadas. Nenhum incidente, nenhuma provocação. Todos
tinham muito claro o que queriam: a verdade".(5)

Vlado:

O Eduardo Galeano tu deves ter conhecido? Pois ele nos brindou, direto de um evento em em Barcelona, com esses pensamentos:

"Para salvar-nos, temos de nos juntar. Como os dedos na mão. Como os patos no vôo. Tecnologia do vôo compartilhado: o primeiro pato a alçar vôo abre passagem ao segundo, que clareia o caminho ao terceiro, e a energia do terceiro levanta a vôo o quarto, que ajuda o quinto, e o impulso do quinto empurra o sexto, que dá força ao sétimo. Quando se cansa, o pato que ponteia desce à rabeira do bando e dá seu lugar a outro, que sobe ao vértice desse V invertido que os patos desenham no ar. Todos vão se revezando, atrás e à frente. Segundo meu amigo Juan Diaz Bordenave, que não é patólogo mas muito sabe de patos, nenhum pato se crê superpato por voar na frente, nem subpato por marchar atrás. Os patos não perderam o senso comum." (6)

Vlado:

É claro que estamos pagando o preço do ineditismo em Porto Alegre. Lula elegeu-se presidente da República, sim, temos um operário presidente. Tem uma pontinha de Porto Alegre nesta vitória. Afinal nós e outras cidades provamos que a esquerda podia governar este país. E fizemos isso em situações bem adversas. Resistimos ao Collor, ao Fernando Henrique.
Mas agora nossos patos e patas, estão cansados. Para nossa alegria, novos e novas patos e patas estão chegando na cidade. Cada dia uma nova leva de homens, mulheres, jovens e idosos, chegam em Porto Alegre empunhando suas bandeiras para ajudar a militancia a garantir nossa vitória. São pessoas do Rio Grande do Sul e de outros estados que vem demonstrar sua solidariedade para com essa gente destemida que há 16 anos resiste.

Vlado:

No próximo domingo, 24 de outubro, tu completarás 29 anos de teu "desaparecimento". A partir deste dia, até as eleições dia 31/10, eu vou mandar e-mail e ligações telefonicas para meus familiares, amigos, colegas, pedindo apoio para o Raul Pont. Vou tentar imitar nossos e nossas irmãos e irmãs espanhois. Porto Alegre ? Madri.
Para cada um e cada uma falarei de ti. Tu morte nos fez irmos à rua pedir o fim da ditadura. Tua lembrança agora me faz acreditar que podemos vencer. Vladimir Herzog, tu não morreu em vão.

Resolvi escrever este texto a partir de uma conversa com um colega de trabalho. Ele conversava comigo sobre o esforço que fazia para convenser o genro a voltar da praia no feriadão e votar no Raul. Com os olhos mareados, voz tremula, ele lembrou do Herzog e disse para o genro: "Muitos morreram para tu poderes votar.' Este meu colega também me recordava da
história de Madri, dos telefonemas e dos emails. Valeu Claudio Martins,! Agradeço também ao email do LC Barbosa sobre o "Orgulho de ser petista. Ele me motivou a fazer o meu email. E agradeço ao Maneco, jornalista e ativista que ficou horas nos arquivos do jornal Zero Hora para encotrar o texto do Tabaljara Ruas. O Maneco também escreveu um texto lindo sobre o Voo compartilhado e software livre , do deputado Elvino Bohn Gass, que foi distribuido no 5 Fórum Internacional Software Livre. Me baseiei nele também. Enfim uma criação coletiva pois "Para salvar-nos, temos de nos juntar."

Não sei se algúem mais vai ler este texto. Nem se mais alguém mandará e-mails ou fará telefonemas. Mas eu vou fazer.

(0) Tocando em Frente: Almir Sater e Renato Teixeira

(1) http://www.resgatehistorico.com.br/doc_05.htm
http://www.uai.com.br/uai/noticias/agora/politica/133930.html

(2) http://noticias.correioweb.com.br/ultimas.htm?codigo=2618311

(3) http://br.groups.yahoo.com/group/PT-SetorTI-RS/

(4) Ladeira editado em 1994 pela Secretaria Municipal de Cultura pela Série Coruja.

(5) http://www.softwarelivre.org/news/1908

(6)http://www.softwarelivre.org/news/2398

(7) Ladeira da Memória: Texto de Tabajara Ruas no Livro A Cidade de Perfil

20 de outubro de 2004

Cara
"caramba cara cara ô!
Cara caramba cara cara ô!

Vem viver o verão
Vem curtir Salvador
Eu sou camaleão
Hoje sou seu amor
Cara cara!

Cara caramba cara cara ô!
Cara caramba cara cara ô!"



Creio que neste momento, as palavras não são necessárias