29 de novembro de 2004


O medo de aranhas com os dias contados

Pesquisadores da USP desenvolvem método capaz de curar aracnofobia sem traumas


É possível perder o medo excessivo de aranha: isso é o que indicam os resultados preliminares de um estudo feito pela pesquisadora Laura Carmilo sob orientação do professor Francisco Javier Ropero, da Universidade de São Paulo (USP).
A primeira fase de testes para tratamento da aracnofobia contou com quatro voluntários, dos quais três foram curados. No período de um mês os pacientes foram submetidos a dois testes de aproximação comportamental ? um no início do tratamento e outro no final ? nos quais eram colocados diante de uma caixa com aranhas, para comparar de que maneira reagiram ao tratamento.

O procedimento diferencial do tratamento desenvolvido por Javier Ropero consiste em submeter o paciente à exposição de figuras que não possuem relação direta com aranhas, mas que podem se relacionar a elas no inconsciente. Assim, o método trata a fobia sem causar sofrimento ao paciente.

A terapia incluiu também questionários nos quais os voluntários avaliam a maneira como encaram seu medo. O paciente, além disso, é submetido a testes com sensores que medem sua resposta fisiológica a figuras relacionadas a aranhas.

Agora a pesquisa entra na segunda fase de testes, com voluntários que serão tratados da mesma maneira, com uma diferença: eles serão submetidos agora a testes semanais para medir a evolução da fobia. Esses testes consistem em medir a distancia de uma aranha a que os paciente conseguem ficar relaxados.

O medo excessivo é desencadeado pela conexão entre duas estruturas cerebrais: o tálamo e a amígdala. O primeiro recebe todas as informações sensoriais, com exceção do olfato, e, segundo as pesquisas de Javier, divide cada informacao sensorial em categorias para um almacenamento mais eficiente ao nivel do córtex cerebral.

O tálamo envia à amígdala o conjunto de informações que identificam a aranha e é lá que, somadas, se atingirem um limiar de voltagem específico usado como padrão, disparam a amígdala. Daí os sintomas típicos de reações de fuga e ataque são ativados, como taquicardia, sudorese e elevação da pressão arterial.

O procedimento terapêutico age justamente na ligação entre o tálamo e a amígdala, com base em um modelo computacional que simula o funcionamento das duas estruturas. Apresentam-se ao paciente figuras que possuem alguma semelhança com as categorias determinadas pelo tálamo para identificação de aranhas, porém sem nenhuma relação com elas. Isso faz com que o tálamo dispare, mas a amígdala não, pois não reconhece a figura como perigo. A não-resposta da amígdala ao tálamo enfraquece a ligação entre os dois e atenua a fobia.

Segundo Javier, o tratamento pretende provocar uma resposta inconsciente do paciente: ele não se assusta mais tanto com a figura da aranha sem se dar conta disso, pois o tálamo e a amígdala agem inconscientemente, antes que a informação chegue ao córtex cerebral, que é quando o indivíduo toma consciência do seu medo. ?O paciente pula enquanto o processo se dá no tálamo e na amígdala. Quando vai para o córtex é que ele faz a avaliação real do perigo?, explica o professor.

Os voluntários que desejem participar da segunda fase da pesquisa não devem fazer uso contínuo de medicamentos psicotrópicos, como tranqüilizantes ou antidepressivos. Para se candidatar ao tratamento, basta mandar e-mail para fjavier@usp.br.

Aline Gatto Boueri
Fonte: Ciência Hoje On-line
26/11/04

26 de novembro de 2004


E há exatos 197 anos... uma viagem real



Em 26 de novembro de 1807, iniciou-se a viagem do príncipe regente Dom João e sua corte em direção ao Brasil. Outros 12 mil portugueses abandonaram seu país em direção ao solo brasileiro. É criado o Reino Unido de Portugal, Algarves e Brasil, que culminaria anos mais tarde na independência brasileira.

25 de novembro de 2004




Aubrey Vincent Beardsley

Hoje é dia 25 de novembro de 2004 e agora são 9 horas e 43 minutos.

24 de novembro de 2004

Deixe Áries a beira de um ataque de nervos
? Fale com eles dando uma enorme pausa entre as palavras. Não deixe que eles falem, ou, se falarem, corte pelo meio.
? Diga como quer que façam as coisas e fique controlando. Não demonstre paixão e aja como se você não gostasse dele.
? Levante a voz cada vez que for falar com ele. Dê-lhe cascudos na cabeça de vez em quando.

? Lembre sempre que eles estão querendo aparecer e, no meio de um grupo, dirija-se a ele, advertindo: "Você só fala "eu, eu, eu..." o tempo todo..."
? Diga que ele está mentindo. Só isso.
? Fique dando voltas para explicar alguma coisa para ele
? Diga que ele terá que estabelecer uma rotina por muitos meses. E cobre dele esta rotina e cumprimento de normas.
? Fale que o que ele está começando não vai levar a nada, porque ele nunca termina o que faz.


Meu deus! Qualquer um ficaria irritado se fizessem isso (observem a parte dos cascudos na cabeça!, muito bom.. )!
Por isso é tão fácil perceber afinidades com seu signo, eles (os astrólogos) são observadores o suficiente para fazer com que todos os signos sirvam para qualquer pessoa. Mas mesmo assim continua fascinante! eheheh

18 de novembro de 2004

é uma coisa que entra. chega junto e desliza pelos ouvidos, entra no pulmão e 'infla' os pêlos.
tamanho êxtase, me arrepio toda. às vezes quase choro.

É engraçado, pois nunca gostei muito de música orquestral, mas só ela me comove desse jeito. Toda vez que vou a um concerto, lembro como é bom, e ao sair de lá, não volto tão cedo, até que alguém me arraste novamente.



17 de novembro de 2004

Não são mais os mesmos, mas ainda são bons...



"A contestação daqueles anos já não é mais a mesma nos dias de hoje, mas as músicas interpretadas pelo grupo ainda transmitem a ousadia de seus integrantes. Em entrevista a jornalistas, Caetano lembra que o nome Doces Bárbaros nasceu a partir da provocação do jornal O Pasquim, que acusava os baianos de terem invadido o Rio de Janeiro e subvertido o cenário da música popular. Recorda-se da vitalidade da turma do iê iê iê da Jovem Guarda e do preconceito que sofriam por bossa novistas e pelos adeptos do samba jazz, entre eles, Elis Regina."









eu morreria de tanto rir, se não fosse quarta-feira

New Rave
por Castelo

Mês passado, a cidade pipocou com eventos da cena eletrônica.

O TMF ? Taste the Mushroom Festival - foi apenas um deles. Iniciativa de uma conhecida operadora de celulares, virou uma colheita de novos talentos na área da música contemporânea.

O gigantesco palco em forma de drágea de ectasy montado numa fazenda a 30 quilômetros de São Paulo trouxe milhares de pessoas, 27 dj?s e 15 novos grupos.

A abertura do TMF ficou a cargo de ?Pedro & Paulino & Rodriguez?. Brasileiros radicados em Londres, eles se definem como ?acusticamente eletrônicos?.

Pedro começou no ambiente musical se formando técnico em Eletrônica pelo Instituto Universal Brasileiro. Paulino trabalhava como eletricista da montanha russa do Beto Carrero World.

Já Rodriguez faleceu recentemente ao encostar o nariz num fio desencapado durante um ensaio.

Juntos eles levantaram o povo executando, de longe, o repertório mais ousado da noite. Uma das mais radicais foi um drum?n?bass - sem bateria e baixo - intitulado ?Sound of Silence?. Nada menos que 13 minutos sem nenhum som saindo das caixas.

Outro grande hit do Festival foi a banda jungle-punk-erudita ?Fucking Stravinsky?, que, misturando happyhardcore, rumba, Albinoni a excertos de Inezita Barroso levou ao delírio o público que lotava as dependências do TMF.

- Foi único ouvir a banda usando nove sintetizadores, dois computadores e-Mac sincronizados e 60 caixas de som para dar peso ao versos de ?Eu me agarro à viola ? proclamou o crítico da revista DJ MAG.

O ?bis-homenagem? a Gaúcho da Fronteira e Teixeirinha, com dezenas de gaudérios, de bombacha, dançando ?Coração de Luto? em ritmo de breakbeat, também foi digno de nota.

A cena só perdeu para o grupo de música minimalista ?The Dwarfs Bros? composto por 15 anões chechenos.

Jogando malabares, cuspindo fogo e tocando um hard trance de gente grande, os Dwarfs arrasaram.

O grand-finale com a canja de Nelson Ned foi o great mix do evento.

Encerrando o TMF, a Banda da Polícia Militar do Estado de Tocantins tocou clássicos de gafieira. Destaque para o longo solo de tuba do sargento Darcy.

Enquanto isso, dezenas de punguistas faziam arrastão nos celulares do público.
Very, very stylish!
Apenas uma mulher

por Édula Pacheco Oliveira


Tive a infeliz oportunidade de assistir a um capítulo da atual novela das oito e de confrontar-me com uma triste cena que, na sua essência, traduzia uma profunda discriminação contra a mulher. E o registro cenográfico era assim conduzido: Uma jovem e bela loira, para vir a tornar-se uma celebridade, tem sua foto exibida em um outdoor, numa pose que reunia o tradicional conjunto de caras, bocas e bumbum empinado.

Até aí nada de novo. É o nosso lugar comum erótico no seu destaque, pra lá de banalizado. Porém, na seqüência dos fatos, a jovem é literalmente empurrada pelo namorado a brindar uma multidão que ali se formara - composta na sua maioria por homens, naturalmente ? com a reprodução, ao vivo e a cores, de seu glamour fotográfico. E, enquanto a jovem reproduz a pose exposta no outdoor, forma-se um círculo de rapazes ao seu redor que, em coro, gritam: ?tira, tira?. À bela loira não restou outra alternativa senão a de atender ao agressivo apelo dos fâs, deixando cair o seu pequeno e inocente chambre de cetim cor de rosa.

De todas as formas de violência ainda imposta a nós mulheres, considero esse tipo um dos mais nefastos. Trata-se da violência camuflada, mas que encerra uma humilhação desmedida e um preconceito sem limites. Mulher celebridade? Só se empinar o bumbum e cumprir um bizarro ritual que caracterize uma sensualidade programada, caricata e principalmente vulgar. A mídia que, vez por outra, ensaia levantar algumas questões importantes da problemática feminina é a mesma que tenta nos manter presas a uma trajetória de opressão e de exploração. E, o que é mais grave, conta com os aplausos deste Brasil varonil e com olhar complacente de milhões de mulheres, jovens ou velhas, não importa.

É o feminino sendo protagonizado, num espetáculo circense de alto baixo nível. É a mulher sendo exposta ao ridículo, representando um produto de consumo barato. Mas é, acima de tudo, a continuidade de um preconceito antropológico, estigmatizado através de uma violência velada. Não bastaram os ecos do ?cala a boca Magda? ou a perpetuação da Ofélia que ?só abre a boca quando tem certeza?, reproduzindo um humor desgastado por, no mínimo, 50 anos.

A doce sensibilidade de Caetano Veloso traduz em versos esse jogo machista a que as mulheres ainda são submetidas: ?Ele é o homem, ele é quem quer, eu sou apenas uma mulher.?



*Édula Pacheco Oliveira é professora.

16 de novembro de 2004


Hubble fotografa uma das mais complexas nebulosas


Lindo...



E MAIS:

Seremos superdotados???

Hiperatividade pode mascarar superdotados


Pais e professores precisam ficar atentos a sintomas como hiperatividade, dificuldade de aprendizagem e aversão à escola, porque por trás deles pode haver crianças e adolescentes superdotados.

Esta é uma das principais recomendações apresentadas por especialistas internacionais no V Congresso Ibero-Americano de Superdotação e Talento, realizado na cidade de Loja, 635 quilômetros ao sul de Quito, de 10 a 13 de novembro.

Julián de Zubiría, diretor do Instituto Alberto Merani da Colômbia, disse à EFE que "pais e professores devem estar atentos a crianças com vocabulário muito rico, construções gramaticais brilhantes e capacidade para a música".

"Tudo isso revela muitas vezes uma superdotação intelectual, assim como o humor negro, que denota sentido crítico, paixão e liberdade de pensamento", acrescentou Zubiría.

O especialista espanhol Juan A. Alonso afirmou que "em muitas ocasiões vivemos o drama de crianças que sofrem fortes crises de adaptação e experimentam fracassos escolares porque ninguém foi capaz de perceber que essas dificuldades eram causadas por seu talento e capacidade acima da média".

O especialista, um dos doze que participam do Congresso, destacou que "é fundamental sensibilizar pediatras, psicólogos e professores para estes problemas, e realizar de forma sistemática e habitual provas e testes que permitam detectar na escola os alunos superdotados.

Mais de 500 profissionais da educação e estudantes participam deste Congresso, organizado pela Universidade Técnica Particular de Loja.

Alonso explicou que "os professores que não estão sensibilizados para o assunto freqüentemente se mostram desinteressados e inclusive hostis com seus alunos diferentes, mas sua atitude muda radicalmente quando são ensinados a reconhecê-los".

O especialista espanhol, vice-presidente do Comitê Europeu para a educação de crianças e adolescentes superdotados, disse que "se o aluno com capacidades especiais não é detectado a tempo, essas características podem se anular por falta de desenvolvimento adequado".

Yolanda Benito, doutora em psicologia pela Universidade holandesa de Nijmegen, explicou que estudos científicos recentes estimam em entre 2,2% e 2,6% a percentagem de pessoas superdotadas no mundo.

A especialista afirmou que os testes para determinar o quociente intelectual, embora criem inconvenientes, são até agora a ferramenta mais válida para descobrir crianças superdotadas.

Benito disse que 85% das crianças e adolescentes superdotados apresentam um quociente entre 130 e 145, e são estes justamente os que têm mais dificuldades para se integrar em um ambiente que os discrimina e faz com que se sintam diferentes.

"Acima de 145 pontos, advertimos que os alunos costumam ter ainda uma maior maturidade emocional, de maneira que não apresentam problemas de sociabilidade e inclusive são aceitos como líderes pelos demais", acrescentou.

No entanto, para todos os jovens superdotados o principal problema é encontrar "amigos iguais" para desenvolver suas capacidades emocionais, razão pela qual Alonso opinou que "não deveria haver obstáculos à formação de grupos especiais integrados por essas crianças".

A situação das crianças superdotadas se complica quando chegam à adolescência, pois nessa fase da vida é muito forte a necessidade de ser aceito em um grupo e muitos deles sacrificam seus dotes e igualam seu comportamento para poderem se misturar, explicaram os especialistas.

Os superdotados também podem demonstrar introversão e hostilidade, paranóia, orgulho desmedido, individualismo e desejos de superioridade, e no caso das meninas, na puberdade aumentam ainda mais as atitudes dominantes e a introversão, acompanhadas de sentimentos de culpa e solidão.

Fonte: Terra Ciência

13 de novembro de 2004

Que beleza quando o texto acaba em exclamação, no seu auge. 3 textos que acabam em suspenso, definitivamente suspensos.

Deus provavelmente não faz milagres nem aparições porque assim todos o amariam, seriam gratos, com razão. Mas Deus, que prefere a qualidade à quantidade, prefere não dar pistas, afinal seria muito fácil. Ao contrário, veja os grandes desartres naturais...

Ah, sim, o novo método de arrancar segredos das pessoas. Deixamos a pessoa a vontade, num ambiemte confortavel e cortês. Fizemos perguntas nada relacionadas com o que queremos descubrir. Preferimos perguntas pessoais, familiares, preferências, trabalho, em fim, somos seu amigão...

A preguiça é a virtude primeira do homem. Inércia é lei pra tudo que tem corpo. A busca pelo mínimo esforço força o pensar. Olhe que grande descoberta: a roda!
Olá catraquenses, espero escrever com frenquência.

12 de novembro de 2004

"momeeeento luminoso
cariiinho sensuálidade
luxúúria fantasii iia
sonho felicidade
você encoontra nesta cidade, você encoontra nesta cidade .... "

"biiiiicho do mato
quero você pra miiim
bicho do mato
devagar pra não cair

(pois eu só ponho meu boné
onde eu posso apanhar
pois eu só ponho meu boné
onde eu posso apanhar)..."

"aaaaaaaaaaiiiii
cadê Têresa?
por onde minha teresa?
tiutiuru tiutiuri tiu
Teresa foi no morro e não me avisou
será que era o morro do ?? pois ainda não voltou
eu juro por Deus
que se vollltar
eu vou me regeneraarr
eu jogo fora meu chinelo meu baralho
e minha navalha e eu vou trabalhar
eu jogo fora meu chinelo meu baralho
e minha navalha e eu vou trabalhar
maaas
cadê Teresa? por onde minha Teresa?
tiutiuru tiutiuri tiu....."

10 de novembro de 2004


Internet multiplica acusações de fraude em eleições americanas


Acusações de grandes fraudes na recente eleição presidencial dos EUA apareceram em vários sites e fóruns da internet depois da confirmação de alguns erros em favor do presidente George W. Bush na apuração de votos.

[...]

Jeff Fisher, candidato democrata à Câmara de Representantes pelo 16o. distrito eleitoral da Flórida na eleição da terça-feira passada, afirma em seu site na internet que houve "manipulação eletrônica" e pede uma nova votação em nível nacional.

[...]

Segundo Fisher, os dados mostram que os resultados nos grandes condados que utilizaram máquinas de votação baseadas em telas de toque e em scanners ópticos seguem o número de eleitores republicanos e democratas registrados.

Mas nos pequenos condados o resultado parece ter sido invertido.

Para Fisher, "os votos esperados normalmente seriam diferentes dos votos reais devido ao aumento de eleitores em um partido, o voto de independentes para republicanos ou democratas ou outros fatores".

"O que parece muito estranho nestes números é que o aumento em votos reais sobre votos esperados é muito mais alto para os republicanos do que para os democratas em condados que utilizam máquinas de scanner óptico, inclusive quando os condados menores são excluídos da análise", acrescenta.

Por exemplo, no condado Baker, onde havia 12.887 eleitores registrados, quase 70% democratas e 25% republicanos, o resultado final foi de 2.180 votos para Kerry e 7.738 para Bush.

Em Dixie, dos quase 9.700 eleitores registrados, 77,5% eram democratas e só 15% republicanos, mas só 1.959 pessoas votaram em Kerry, enquanto 4.433 votaram em Bush.

[...]

O Blackboxvoting.org, outro grupo de ativistas, afirma em 2 de novembro houve uma grande fraude eleitoral "através de máquinas eletrônicas".

A organização acrescenta que se baseou "em evidências, documentos obtidos através de solicitações de registros públicos, informação privilegiada e outros dados indicativos da manipulação dos sistemas de voto eletrônicos. O que não sabemos é o alcance específico da fraude".

Uma das evidências nas quais a Blackboxvoting.org se baseia é a falha em uma das máquinas de votação de Ohio, o estado que finalmente deu a vitória a Bush sobre Kerry por pouco mais de 135 mil votos.

No condado Franklin desse estado, uma máquina acrescentou quase quatro mil votos a favor de Bush quando só 800 pessoas tinham votado nesse colégio eleitoral, erro que foi descoberto durante a apuração preliminar na noite de 2 de novembro.

Erros como este, somados à discrepância entre as pesquisas de boca-de-urna e os resultados finais da votação, aumentaram as suspeitas destes grupos sobre uma fraude a favor dos candidatos republicanos.

Segundo Hatmann, além disso, o sistema de apuração pode ser facilmente manipulado por um hacker, já que as bases de dados onde se acumulam os resultados das votações em cada condado estão em computadores normais com sistemas operacionais Windows.

Fonte: Terra

NOVATOS... Cada nação tem o governo que merece.
Mas o que realmente importa é que eles são felizes.

9 de novembro de 2004



26.03.1960



8 de novembro de 2004

eu sei eu sei, que já faz tempo, mas é que é tão maravilhoso! e importante! eu sempre me deslumbro quando isso acontece.

sei que é meio extenso e a coisa anda bastante jornalística ultimamente, mas tudo bem, porque afinal, nós aqui do Catraca nunca tivemos pretensão alguma, a não EXPERIMENTAR!


Deu em ZH, Junho 12, 2004

Fórum do Software Livre, com a presença do ministro Gilberto Gil, discutiu a questão dos direitos de autor em tempos digitais


Renato Mendonça

Era para ser mais uma mesa do 5º Fórum Internacional de Software Livre, dia 4 de junho, no Salão de Eventos da PUCRS. Mas o videomaker Marcelo Tas, um dos palestrantes, fez questão de mostrar que não era bem assim.
Em frente aos 1,5 mil lugares lotados, ele brincou:

- Este é um nó da história. Temos uma platéia de show de rock, uma mesa com gente VIP da Califórnia, o ministro da Cultura está presente e ele é Gilberto Gil. E o pior: agora vocês vão ouvir o professor Tibúrcio falar (personagem de Tas no programa de TV Castelo Rá-Tim-Bum).

Professor Tibúrcio estava certo e errado, como às vezes acontecia no programa infantil Rá-Tim-Bum. Estava certo porque o assunto - a discussão de novos sistemas de direito autoral na era da informática - é o tema do momento. Basta olhar jornais e sites: o Ecad acaba de anunciar que, em dois meses, deve começar a cobrar pelas músicas baixadas por meio da Internet. No front internacional, a indústria da música já processou 2.947 pessoas nos Estados Unidos e anunciou mais de 230 ações legais na Dinamarca, Alemanha, Itália e Canadá.

Mas Tibúrcio estava errado também. VIPS, Gil e seus espectadores estavam mais interessados em desatar o nó da história, resolver um dos principais problemas da era digital: como conciliar as duas principais vocações da Internet (copiar e compartilhar) com a defesa dos direitos autorais individuais?

Um dos primeiros a falar foi o americano Lawrence Lessing, professor de Direito de Propriedade Intelectual na Universidade de Stanford. Ele não poupou seu país:

- Venho de um lugar que defende a livre iniciativa, os mercados livres, as eleições livres. Mas quando se fala de software ou cultura livres, isso é sinônimo de traição.

Mais adiante, o advogado Lessing reclamou que vivemos os tempos em que os artistas têm de consultar advogados para criar:

- Vocês (brasileiros) têm de nos ensinar de novo sobre os ideais de liberdade.

No centro do debate, estava a decisão pioneira de Gilberto Gil de ceder sua canção Oslodum para o site www.creativecommons.org. O objetivo do projeto Creative Commons, ligado às universidades de Harvard e Stanford e à Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, é oferecer na Internet obras de artistas dispostos a permitir que suas criações sejam copiadas, remixadas e compartilhadas digitalmente, segundo diferentes tipos de licença. A principal diferença é que as obras estariam disponíveis para utilização sem prévia consulta aos autores. Azar dos advogados, diria muita gente no auditório, não escondendo o riso.

Dentro da quase unanimidade libertária que varria a platéia, o jornalista Luís Nassif alertou para o lado mais fraco da corda, exemplificando com a relação entre gravadoras e artistas:

- Do modo como as coisas estão, as corporações levam mais vantagem que o próprio criador. Mas temos de criar um modelo econômico que garanta que o criador receba por seu trabalho.

O ministro Gil, defensor do software livre mas avesso ao e-mail, segundo revelou seu amigo Hermano Vianna, apontou a origem do software livre nas trincheiras da contracultura, no final dos anos 60.

- Tudo se misturava, Janis Joplin e engenheiros eletrônicos, programas de computador e alteradores de consciência.

E Gil, preocupado com o confronto ciência/indivíduo desde o início de sua carreira (confira ao lado), encaminhou o debate no melhor estilo tropicalista:

- Vamos continuar discutindo agora, agora e amanhã, agora e depois de amanhã, e depois de depois de depois de amanhã, como a Daniela Mercury gosta de cantar.

Voltando ao professor Tibúrcio, Tas reeditou os tempos em que ensinava "porque sim não é resposta", e comentou que tinha acabado de ler no site do New York Times um ataque do presidente da Microsoft Brasil, Emílio Umeoka, à decisão do governo brasileiro de apoiar o software livre. Segundo Umeoka, "Se o país (Brasil) se fechar de novo - como fez quando protegeu o setor de tecnologia da informação - daqui a 10 anos teremos uma posição dominante em algo insignificante".

Tibúrcio/Tas retrucou:

- Se é tão insignificante, por que eles se preocupam tanto?

Uma pergunta que só confirma a importância de discutir direito autoral em tempos digitais.

Cibernética / Eu não sei quando será Cibernética / Eu não sei quando será Mas será quando a ciência Estiver livre do poder A consciência, livre do saber E a paciência, morta de esperar (Cibernética, 1974)

Qual é o refrigerante preferido pelo seu cérebro?


Estudo investiga as bases neurais da preferência por Coca-Cola ou Pepsi

A neurociência chegou ao supermercado. Um estudo da Faculdade de Medicina Baylor, no Texas, publicado na revista Neuron e apresentado em outubro na reunião anual da Society for Neuroscience em San Diego, nos EUA, mostra o que acontece no cérebro conforme a marca do refrigerante que você bebe. O veredicto não deve ser nenhuma surpresa: a marca que mais mexe com o cérebro é... Coca-Cola.

Samuel McClure, Read Montague e seus colegas recrutaram 67 voluntários de diferentes preferências por refrigerantes: alguns preferiam Coca, outros Pepsi, e outros não tinham preferência declarada. Um teste cego de preferência pela bebida de uma ou outra marca comprovou a distribuição igual de preferências entre os três grupos - embora nem sempre os voluntários escolhessem o copo que tinha, de fato, sua marca favorita.

Se os dois copos parecem iguais e contêm líquidos igualmente escuros e borbulhantes, de marca não anunciada, o que faz você declarar sua preferência por um dos dois copos? Seu cérebro, claro - ou mais exatamente, segundo o estudo, a atividade do seu córtex pré-frontal ventro-medial (vmPFC), situado mais ou menos atrás da testa, entre seus olhos.

Enquanto os voluntários bebiam refrigerantes não identificados, os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para acompanhar a ativação dessa região do cérebro, que recebe sinais relativos ao paladar, ao olfato e ao prazer provocado pelo que chega à sua boca. Não é de se espantar portanto que, quanto mais um refrigerante consegue ativar seu vmPFC, maior é a chance de você declarar sua preferência por ele. Para alguns voluntários, o refrigerante que mais ativa o vmPFC é Coca-Cola; para outros, Pepsi. (Por quê? Boa pergunta, e a resposta pode estar em qualquer lugar entre a genética e o aprendizado cultural.)

Mas quando se sabe o que se está bebendo, a coisa muda. Em outro experimento, os mesmos voluntários provaram os mesmos refrigerantes - mas agora sabendo que um dos copos continha Pepsi. O conteúdo do outro copo era desconhecido - mas também era Pepsi, para que os pesquisadores pudessem identificar a diferença entre beber Pepsi sem saber e saber que se está bebendo Pepsi. E a diferença é... nenhuma!

Tudo muda, no entanto, se você sabe que está bebendo Coca-Cola. Em teste semelhante, mas com Coca-Cola nos dois copos ao invés de Pepsi, a diferença entre saber que se está bebendo Coca-Cola e simplesmente beber o refrigerante fica nítida. Quando os voluntários bebem Coca-Cola e sabem o que estão bebendo, há ativação em várias regiões cerebrais, entre elas o córtex pré-frontal dorso-lateral, envolvido no controle de decisões, e o hipocampo, estrutura que cuida das memórias recentes e da formação de novas memórias. Sem saber a marca, nada disso ocorre.

Isso sugere que, se a apreciação do sabor de um refrigerante é influenciada puramente por fatores sensoriais, como seu gosto e perfume, saber a marca de um refrigerante é capaz não só de ativar memórias como também influenciar regiões cerebrais responsáveis pelas nossas decisões - inclusive decisões culturais tão importantes e conseqüentes quanto a marca do refrigerante que você escolhe beber. Por que a marca Coca-Cola, mas não a marca Pepsi, influencia a tomada de decisões? Boa questão para os respectivos marqueteiros resolverem. Agora que já existe uma área de estudo chamada neuroeconomia, para se criar o neuromarketing falta um pulinho.

E o que se ganha com este novo avanço da neurociência? Ah, uma dica fundamental para a sua próxima festa. Se você optar por servir o refrigerante mais barato, não coloque a garrafa na mesa. Sirva já em copinhos, e seus convidados julgarão a bebida pelo sabor, e não pelo rótulo...

Fonte: Ciência Hoje
Suzana Herculano-Houzel
O Cérebro Nosso de Cada Dia


Jorge sobre Jorge

O poeta e músico Jorge Mautner filosofando sobre Jorge Ben Jor, em seus ?Panfletos da Nova Era?, de 1980.

Jorge Ben, alquimista, sábio, que sabe ser a mitologia negra em igual valor-poder-potência-qualidade-relevância à mitologia dos Antigos helenos que em vão a Alemanha e toda a Europa tentaram imitar. (?)

Jorge Ben e seu Flamengo, seu futebol, suas mulheres com nomes de flores, sua mitologia absolutamente popular, urbana & cósmica, sensual e ideogrâmica ?chove chuva, chove sem parar?. Um paradoxo harmonizado: revolucionário e machista!

Sorridente como todos os superiores crânios, da cultura negra do País de cultura nascente, é um tranquilo navegador de oceanos por vezes hostis (como quando de seus inúmeros boicotes por parte desta mesma inteligentzia (burrítzia?) nacional na época da jovem guarda, etc.). Sua imediaticidade direta ideogrâmica ao invés de ser estudada e respeitada foi ridicularizada como ?oportunismo?, evidente projeção destes colonizados e complexados escribas acadêmicos para cima de Jorge.

Sábio, naturalmente participante desta cultura nova equivocadamente batizada pelos inimigos de ?inferior? ?primitiva? ?oportunista? ?superficial?, sempre confiou em sua intuição soberana. Já intuiu há tempos atrás o soul music, o disco, e foi um dos primeiros a sincretizar o rock, mais do que Roberto Carlos ou Erasmo, em sua definitiva e profunda aparição nacional contemporânea. Por vezes exagerado em sua facilidade de comunicação imediata com os mitos e atmosferas da nação jamais porém deixou de ser autêntico. Sabedoria malandra e filosófica, integrado e simultaneamente à parte do todo de sua classe artística, é hoje ainda, um dos pioneiros, mesmo que, ao contrário de Gil, sua novidade nunca se apresente como inclusão de dados novos e reatualizados, mas sim como aquela novidade eterna da repetição do batuque da eterna alegria que diz sim ao próprio não, Gil e Caetano são além-dialéticos, Einsteinianos, Heraclitianos, Jorge Ben é Parmênides, mas como já nos ensina Heidegger e nos ensinam Cae e Gil e Jorge Ben, Parmênides que diz tudo estar parado é igual a Heráclito que afirma tudo estar em movimento.

em Em Mitologia do Kaos - v. 2, Jorge Mautner ? Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2002.

6 de novembro de 2004

4 de novembro de 2004


Pós-tudo - Augusto de Campos

A FALTA QUE ELE ME FAZ

Estudo relata distúrbios causados pela redução ou interrupção do consumo de cafeína


O café costuma despertar opiniões controversas e cientistas ainda não chegaram a um resultado conclusivo para definir se, afinal de contas, ele faz bem ou mal à saúde. Mas uma revisão bibliográfica sobre os efeitos da abstinência de cafeína - que também é encontrada em chás, chocolates, refrigerantes e alguns medicamentos - indica que o ideal é tratá-la como droga quando se avalia tanto seu consumo quanto os transtornos que pode causar a quem decide parar de consumi-la.

O ensaio crítico foi publicado em setembro no site da revista Psychopharmachology. Um dos autores, Roland Griffiths, do Departamento de Neurociência da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, afirma que a cafeína é uma droga relativamente benigna, mas destaca que médicos costumam recomendar a diminuição e até mesmo a interrupção de seu consumo, principalmente para pessoas que sofrem de ansiedade, insônia, pânico, doenças cardíacas, problemas estomacais e para mulheres grávidas.

Mas cortar a cafeína pode trazer também alguns transtornos igualmente desagradáveis aos causados pelo seu consumo contínuo. Entre os mais relatados pela literatura médica estudada para o ensaio, estão dores de cabeça, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade e depressão. Esses sintomas configuram a síndrome de abstinência de cafeína, cujo diagnóstico já é reconhecido como oficial pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estudos mostraram que, para consumidores diários de cafeína, a abstinência de 24 horas já é suficiente para que se registre a incidência de dores de cabeça em 50% dos casos. Além disso, os sintomas são relatados em muitos casos em que o consumo de cafeína é reduzido a menos de 100 mg/dia. O autor afirma que muitos consumidores não têm consciência de sua dependência da substância, já que dificilmente interrompem o consumo por mais de dois dias.

Embora a cafeína não ofereça à saúde os mesmos riscos que outras drogas que provocam dependência, como heroína, cocaína e nicotina, muitos usuários não interrompem o consumo por medo de experimentar os desconfortos causados pela síndrome de abstinência.

Mesmo depois de ter encontrado sérias restrições ao consumo de cafeína e relatos de síndrome de abstinência grave, Griffiths é cauteloso ao falar do assunto. "Não vejo razões para que pessoas sem contra-indicações à cafeína parem de consumi-la", afirma em entrevista à Ciência Hoje On-Line, "A cafeína deve ser encarada como droga e a decisão de cortá-la ou diminuí-la na alimentação deve se basear em informações sobre os males que a substância pode lhes causar. Assim, decidem que quantidade de cafeína querem consumir no dia-a-dia."

Fonte:
Aline Gatto Boueri
Ciência Hoje On-line

3 de novembro de 2004

"...nada se aprende e nada se ensina, pois a alma apenas se recorda, de tudo que viu e de tudo que conheceu em suas infinitas vivências. A verdadeira ciência e a verdadeira opinião são apenas uma vaga recordação das verdades eternas que um dia a alma contemplou."
Seth Bokjik
hã? oq?
Não entendi.

1 de novembro de 2004

Se o tempo e a sua paciência permitirem:
Bate-papo com Einstein
por Frei Betto

se não for útil, é no mínimo interessante.



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