29 de outubro de 2004


Método Suzuki


Este método foi criado pelo violinista e pedagogo Shinichi Suzuki, nascido em Nagoya/Japão. Iniciou seus estudos de música apenas aos 17 anos de idade. Terminados seus estudos em Tóquio, foi a Berlim onde foi aluno de Karl Klinger e se relacionou com eminentes personalidades, entre elas Albert Einstein e Pablo Casals.

Passou por muitas dificuldades para falar a língua Alemã. Por outro lado, observou ele, a facilidade com que as crianças pequenas falavam sua língua materna. Com esta observação, Suzuki começou a ter suas primeiras idéias sobre aquele que seria mais tarde o mais eficiente e revolucionário método de se aprender música.

Voltando ao Japão, Suzuki fundou, com seus irmãos, o Suzuki Quartet, como também passou a lecionar violino para crianças pequenas, onde observou a imensa facilidade que têm as mesmas para aprender. Foi assim, que fundou o Talent Education Institute, em Matsumoto, Japão.

O seu método baseia-se em que todas as crianças nascem com diversas potencialidades que são desenvolvidas através do contato com o meio. Como no aprendizado da língua materna, que se desenvolve naturalmente através da repetição: o recém nascido, ouve sua mãe e demais familiares a falar, escuta palavras como mamãe, papai e, de acordo com o incentivo, a criança se motiva a aumentar o seu repertório e formar pequenas frases.

Mais tarde, ao ingressar na escola, a criança aprederá a ler e escrever. O mesmo processo é utilizado na música e denomina-se Método Suzuki. O ambiente musical adequado, conduzido por mestre experiente, levará o aluno a dominar o instrumento e adquirir grande habilidade para a música, com a mesma facilidade com que domina a língua materna. Na filosofia Suzuki o talento não é um acaso de nascimento, mas fruto do ambiente em que o homem vive.

Esta teoria comprova-se na prática em muitos países. O Japão, como exemplo, onde a cada ano surgem milhares de músicos que se formam usando o método Suzuki.

Pontos Importantes da filosofia Suzuki:

    Participação dos pais no aprendizado;
    Meio ambiente musical favorável;
    Postura positiva dos pais e professores no aprendizado do aluno;
    Pais atuam como incentivadores;
    Não utilizar censura ou correção inoportuna;
    A busca da qualidade deve ser uma tônica para os alunos;
    Cooperação ao invés de competição;
    Respeito à individualidade de cada um;
    Repetição com constante avaliação crítica;
    Prática diária, em seções curtas, sempre com alegria;
    Repertório comum para facilitar a socialização;
    Caráter primeiro, habilidade depois;


Educar é amor, não deixe a educação de seus filhos para outros. Vamos tirar mais tempo para nossas crianças. Isto é mais importante que qualquer outro valor. Isto é amor; formação do caráter, através do meio musical e social favorável.

É o método mais eficiente por basear-se na aprendizagem natural da fala. É aplicado de maneira lúdica e utiliza repertório alegre e prazeiroso. Mais do que uma forma de aprender música é uma contribuição na formação do caráter através do meio musical e social favorável.

Benefícios

Gosto artístico, concentração, disciplina, memorização, socialização, coordenação motora mais apurada e estimulação da afetividade.


Fonte: Talento Musical - Escola de Música

27 de outubro de 2004


Cientistas descobrem nova espécie humana


Cientistas descobriram um esqueleto quase intacto de uma espécie humana totalmente nova que habitava a ilha de Flores, na Indonésia, há 18 mil anos. Com um metro de altura, o espécime era pequeno se comparado com o ser humano moderno, porém acredita-se que tenha vivido durante milhares de anos.

Cientistas dizem que a descoberta, divulgada em artigo publicado na revista científica Nature, torna necessária uma reavaliação da evolução humana. O esqueleto descoberto numa caverna de pedra calcária chamada Liang Bua é de uma mulher de 30 anos, que vivia na remota ilha de Flores juntamente com elefantes anões e lagartos gigantes.

Efeito redutor


Os fósseis de sete outros indivíduos de sua espécie, chamada agora de Homo floresiensis, mostram que ela era um exemplo típico da espécie. Uma espécie de "efeito redutor" é comum em alguns animais que vivem em ilhas remotas, sem ter de enfrentar predadores, mas jamais havia sido observado entre seres humanos.

O Homo floresiensis não era uma raça de anões. Os membros dos esqueletos encontrados são proporcionais, com exceção dos braços, um pouco mais longos do que seria de se esperar.

Sua reduzida cabeça abrigava um cérebro do tamanho de uma toranja, o que torna suas realizações, e as de nosso ancestral comum, o Homo erectus - bastante impressionantes.

Como a Ilha de Flores jamais esteve conectada ao continente asiático, para chegar lá exemplares do Homo erectus tiveram de construir algum tipo de embarcação e navegar até lá (algo que não se pensava que eles seriam capazes de fazer). Esta idéia agora pode ter de ser deixada de lado (assim como a tese de que os humanos modernos eram os únicos a permanecer no planeta desde o desaparecimento do homem de Neanderthal, há 30 mil anos).

É provável que o Homo floresienses tenha existido até 12 mil anos atrás. Por isso cientistas estão explorando mais cavernas calcárias na Indonésia para tentar encontrar outros indícios de familiares recentes dos humanos modernos.

Terra Ciência



Em homenagem a um bom amigo. A propósito, não foi fácil encontrar essas fotos. Ah, a moça, sim a moça. É Anouk Aimee, a diva das sobrancelhas grossas. Fez bons filmes, 8 e meio, A doce vida... Sodorra e Gomorra (sim, é esse mesmo q vcs estão pensando), Lola, humm mais alguns que no dado momento não me recordo. Mas ela é realmente bonita, vejam os filmes, essas fotos não são muito confiáveis.



26 de outubro de 2004



aRt BeAt StReEt


22 de outubro de 2004


Nasa encontra evidência da teoria da relatividade

Uma equipe internacional de cientistas e pesquisadores universitários formada pela Nasa, a agência espacial americana, encontrou a primeira evidência direta de que a Terra arrasta tempo e espaço ao seu redor enquanto gira, alterando as órbitas dos satélites do nosso planeta. Segundo a Nasa, a descoberta constitui "a primeira medição de um efeito bizarro no qual uma massa em rotação arrasta o espaço a seu redor".


Os pesquisadores acreditam que conseguiram medir o efeito formulado pela primeira vez em 1918, com a teoria da relatividade de Albert Einstein, "precisamente observando deslocamentos das órbitas de dois satélites que seguem a rotação da Terra".

O denominado "efeito corpo-arrasto é o que ocorre quando uma bola de boliche gira em um fluido espesso como o melaço", disse Erricos Pavlis, do Centro Conjunto para a Tecnologia do Sistema Solar, em Greenbelt (Maryland).

Segundo Pavlis, um dos diretores da pesquisa, "enquanto a esfera gira move o melaço ao seu redor e tudo ligado ao melaço também se move em torno da bola". Do mesmo modo, "enquanto a Terra gira, arrasta tempo e espaço ao seu redor e isto altera as órbitas dos satélites do nosso planeta".

Fonte: Terra Ciência

Vladimir Herzog, tu não morreu em vão
Por Mario Teza

"Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei" (0)

******************************

"Na noite do dia 24 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog, conhecido por Vlado por familiares e amigos, foi ao prédio do Doi Codi, na rua Tutóia, Paraíso, zona sudeste de São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre sua atividade política. Foi a última vez que foi visto com vida.

Ligado ao PCB, o jornalista era na época diretor de jornalismo da TV Cultura, estatal paulista. Depois de fechar o jornal noturno da emissora, foi ao prédio "dar explicações".
Seu corpo foi apresentado à imprensa pendurado em uma grade pelo pescoço por um cinto, no dia 25. A grade era mais baixa que a altura do jornalista. Mesmo assim, a versão oficial era de suicídio.

O suposto crime cometido pelo poder público gerou indignação entre opositores do regime militar, que se repetiu cerca de três meses depois com a morte, em circunstâncias semelhantes, do operário Manuel Fiel Filho.

Na análise do rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista, o assassinato de Herzog mudou o país.

"Foi o catalisador da abertura política e da restauração da democracia. Esse fato será sempre a recordação dolorosa de um sombrio período de repressão, um eco eterno da voz da liberdade, que não se cala jamais." (1)

Vladimir:

Começei a militar no movimento social aos 14 anos. Eram os idos de 1979. Era tempo de fundação da CUT e do PT. Não te conheci pois aos 10 anos só pensava em brincar na periferia de Porto Alegre.

Quase vinte e nove anos depois de tua morte, o Correio Braziliense divulga no dia 20/10/2004, uma série de fotos em que tu apareces em situções de humilhação.

"O Exército distribuiu uma nota defendendo órgãos como o DOI-Codi (centro de repressão do regime militar). O comunicado do Exército provocou irritação no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e indignação por parte de vários integrantes do governo, parlamentares, representantes da sociedade civil e de familiares dos desaparecidos políticos. Na terça-feira, o Exército divulgou nova nota em que considera a primeira "inapropriada". O Exército também lamenta a morte de Herzog e afirma não querer "reavivar fatos de um passado trágico que ocorreram no Brasil".

A nova nota foi praticamente ditada por Lula para o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, após conversa que reuniu também Viegas." (2)

Vlado:

Faltam 11 dias para o segundo turno das eleições para prefeito em Porto Alegre. Sim, agora temos eleições nas capitais e não existem mais as áreas de segurança nacional.

No dia 03 de outubro vivemos uma experiência marcante. Um colega meu de PT, LC Barbosa, escreveu um e-mail intitulado "Orgulho de ser petista." Petista é uma pessoa que milita, apoia ou vota no Partido dos Trabalhadores. Este partido não existia no teu tempo. Mas temos trabalhado junto com o "teu" PCB nestes anos todos em Porto Alegre. O texto do LC Barbosa é de uma beleza tocante. Numa parte ele fala:

" No último dia 3 de outubro conheci a solidão numa dimensão até então inédita. Eu estava lá onde sempre estive. Mas não encontrei os meus iguais, ou os parecidos comigo. Não encontrei os diferentes de mim que, por isso mesmo, nos encontramos pela vida e nos unimos em busca de uma sociedade generosa para todos, acolhedora e regrada pelo reconhecimento do outro como sujeito, não como coisa, objeto ou mercadoria.

O que mantém um homem vivo? Com certeza a dignidade com que vive a sua vida. Naquela tarde do último domingo de 3 de outubro lembrei de Berthold Brecht, lembrei de Wilhelm Reich, lembrei do Zezinho Oliveira e daqueles tempos de enfrentamento da ditadura e de construção do PT. Lembrei de muitos outros que estiveram naqueles
dias em que a esperança já começava a vencer o medo, não porque éramos jovens, mas, talvez, porque rebeldes e precocemente maduros.

No dia 3 de outubro experimentei uma estranha sensação de desamparo, de um estranho deslocamento. Onde estavam os outros? Os que sempre lutaram comigo? Os que venceram comigo e os que fracassaram comigo nos reveses? Será que estavam confortavelmente esperando em algum lugar para comemorar a vitória assegurada por uns
poucos de nós?

Durante umas seis horas de bandeira em punho fui insultado, agredido e recebi voz de prisão de um rapaz de uns 25 anos. Tão moço para ser tão velho, tão conservador, tão pobre e pequeno para gozar, apesar dos
pesares, o melhor que o mundo produziu e que nossa geração que se encontra ao redor dos 50 anos conseguiu preservar. Olhando o ódio nos olhos daquele rapaz e a sua covardia forte, dominante, pensei que realmente o pior da tortura não deve ser a dor física, mas a humilhação, o sentir-se impotente nas mãos do algoz, o sentir-se aniquilado pelo sórdido, o torpe.

Não desabei não. Mas faltou ao meu lado o companheiro com a sua velha bandeira, faltou aquela alegria irreverente diante do medo para vencer com esperança. Faltou aquela palavra determinada que envolve nossas terminações nervosas, faz o coração pulsar mais forte e a razão criar insígnias que animam o melhor de nossos sonhos. "(3)

Vlado:

Talvez não tiveste a chance de conheçer um cara que hoje concorre a prefeito pelo PT de Porto Alegre. Chama-se Raul Pont. Ele foi preso em 1971, quatro antes de ti. Aqui em Porto Alegre tem um escritor chamado Tabajara Ruas que escreveu o seguinte:

"No inverno de 71 o DOPS prendeu em São Paulo um jovem estudante de Economia, Raul Pont, o mesmo Raul Pont que hoje é vice-prefeito de Porto Alegre. Havia uma ditadura no país, caricata, obsessiva. Quando não apareciam inimigos, ela forjava inimigos. Ditadores e psicopatas se alimentam de inimigos, mesmo imaginários. Mas Raul era um inimigo
verdadeiro. Eles conheciam sua voz nos comícios, nas passeatas, nas salas de aula.
A notícia se espalhou em Porto Alegre como um calafrio. "Raul caiu".

Dessas prisões alguns nunca voltavam. Ou voltavam mutilados, no corpo e no espírito. (É preciso dizer essas coisas; esquecemos tão rápido.) Arma eficaz da ditadura era a censura e o silêncio. Ou conversa fiada sobre modismos culturais. Nos longos dias do martírio de Raul seus amigos esperavam notícias que não chegavam. Raul e eu não éramos amigos íntimos (não somos), mas conversávamos algumas vezes na fila do RU. Nos atraíam vagas idéias de justiça social, livros e
a cidade de Uruguaiana. Mesmo na infância e adolescência na cidade da fronteira éramos distantes. Raul estudava no Colégio União; eu, no Santana. Raul jogava basquete; eu, futebol. Raul era cobra em basquete. Assisti um jogo lendário, nos idos de 50, entre o União e o IPA, onde ele brilhou. Lembrávamos essas coisas no bar da Filosofia, os poucos que éramos de
Uruguaiana e conheciam aquele lado do Raul. Lembrávamos que ele falava pouco, ria menos ainda. Era muito tímido. Naqueles dias Raul tinha nos apresentado um autor inglês, um certo Orwell. Onde estava, agora, não havia direito a livros. Não havia direito a nada. As notícias eram escassa. A família acionou advogados, influências, uma rede de solidariedade. As notícias filtravam, sussurradas das sombras.

"está apanhando muito, mas não entregou ninguém".

Eu morava com meu irmão e os conterrâneos Baialardy e Reci num apartamento na ladeira da General Vitorino, em frente ao CAD (antes funcionava ali a Odonto). Costumávamos ficar até madrugada no bar da esquina com a Annes Dias, falando mal do time do Inter e da ditadura. Uma noite gelada no fim do inverno, eu saía do bar, solitário, quando vi um carro estacionar na esquina, e em seguida, outro. Do primeiro carro saíram dois homens de gabardine, puxando com brutalidade um terceiro, em mangas de camisa. Era um moço pálido, emagrecido, camisa manchada. Os dois homens o conduziram para a outro carro. Fui tomado por uma emoção desconcertante. Era Raul. Abaixaram sua cabeça, empurraram-no para dentro.
Então, ele me viu. (Acho que ele me viu.) Nossos olhos se encontraram. Como estava magro! Como estava desamparado e vulnerável... Os carros arrancaram. Fiquei ali encostado na parede, tão próximo do abismo. Mas Raul estava vivo. Era uma notícia para distribuir como o pão da manhã. Era uma notícia que eu carregava como um presente da noite gelada. Lembro essas coisas porque me pedem para escrever sobre um lugar de Porto Alegre. Confesso que busquei uma plácida rua de cinamomos, um banco de praça, um pôr-do-sol, mas me assombrava essa esquina de agosto. Tantas esquinas: a do beijo, a do susto, a da fuga e no entanto é essa que toma espaço na memória, a esquina de Raul, a da ressurreição. Sei poucas coisas, quase nada, sobre a prisão de Raul. (por essa época tomei o rumo do exílio.) Sei que ficou preso na ilha durante um ano e meio. Foi libertado numa véspera de Natal. Caminhou pela cidade, comprou livros na Cepal, bebeu chope com amigos, depois viajou a Uruguaiana para visitar os pais.

Nos lugares distantes por onde andei, muitas vezes busquei Porto Alegre no perfil de um rosto que passava, na foto de um gol de Bráulio, no leite bebido na manhã de verão, nos que morreram, nos que sobreviveram. As visões eram embaçadas, disformes. Por singular armadilha da memória, eu voltava àquela esquina e àquela noite (todos dormiam nas camas quentes) e revia a solitária resistência de Raul. Através desse sortilégio a cidade ficava completa. " (4)

Vlado:

O mundo mudou muito desde que te arrancsram de nós. Outro amigo autor, Antonio Martins escreveu a pouco tempo, sobre as novas formas de nossa resistência. Tu vais gostar de saber:

" Não se fazem rebeliões como antigamente. Há dois anos, na Venezuela, o que restou aos cidadãos, para enfrentar um golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez, foi a internet. Na semana passada, os espanhóis furaram o estado de sítio midiático imposto sobre eles por meio do uso febril de telefones celulares. A arma mais comum foram as mensagens de texto, ou... torpedos.

O volume de comunicações por celular na Espanha foi inteiramente anormal, da tarde de sábado ao domingo das eleições. As empresas telefônicas falam num aumento entre 20% e 40%, no número de chamadas completadas. Nas pequenas telas de cristal líquido circulavam, como sempre, convites para festas e encontros. Mas trafegava também a rebeldia. Questionava-se:
quienes fueron? Suspeitava-se: saben y lo ocultan. Exigia-se: la verdad!

Faltava algo, porém, para que a indignação saltasse do ciberespaço solitário para o calor das ruas. A fagulha foi riscada por alguém que permanece anônimo, mas cuja voz pode ser ouvida nas páginas de internet da Radiocable ? uma rede de rádios espanholas que se dedica a temas semelhantes aos dos Fóruns Sociais, e produz entrevistas com gente como o subcomandante Marcos, Ignácio Ramonet, Bernard Cassen, Immanuel Wallerstein e Naomi Klein.

Na noite de sexta-feira, esta pessoa é um madrilenho, politizado e possivelmente jovem q compôs um torpedo que continha, além de sentimentos, uma proposta e um endereço, redigidos quase em linguagem cifrada: Aznar não engana. Chamam de jornada de reflexão, e Urdaci [o manipulador da TVE] trabalhando. Hoje, 13M, às 18h. Sede PP, R. Gênova, 13. Sem partidos.
Silêncio pela verdade. Repasse!2

Enviada na manhã de sábado, ?a um grupo de quatro ou cinco amigos?, a mensagem ganhou a Espanha. Em Madri, cinco mil pessoas, pelo menos, concentraram-se diante da sede do PP, onde se encontrava o candidato Mariano Rojoy. Levavam cartazes onde se lia ?demissão?, ?mentirosos?, ?paz!?. Mas à noitinha de sábado, os QGs do Partido Popular começaram a
ser cercados em centenas de outras cidades. Em Barcelona, às 19h, duzentas pessoas encontraram-se na Rambla. Desafiando a ?jornada de reflexão?, gritavam: "Guerra não. Aznar assassino". Começavam a circular notícias
sobre a prisão, algumas horas antes, de marroquinos e hindus, possivelmente ligados ao atentado. Comentava-se também o assassinato pela polícia, em Pamplona, de um comerciante que se recusou a pregar em seu estabelecimento um cartaz condenando o ETA pelas explosões. Em pouco mais de meia hora, o número de manifestantes já passava de 3 mil. Decidiram ir ao PP, no outro lado da cidade. Ao chegarem, foram saudados por outros grupos, já concentrados no local. Ao fim da noite, 15 mil pessoas exigiam verdade e paz.

....

O autor do torpedo decisivo explica, em Radiocable, que não é filiado a nenhum partido. Angustiou-se ao se ver reduzido à condição de espectador impotente; agiu movido pelo desejo de ser cidadão, de participar da construção de seu futuro.

"Escrevi quase como um ato de raiva, um gesto desesperado, sem imaginar as conseqüências, a mobilização que se produziria (...) Meu telefone permite apenas 160 caracteres, a mensagem tem 158. Passei muito tempo editando o texto?. No dia seguinte, "fomos [ele e alguns amigos] a Calle Genova, para ver se haveria 15, ou 20 pessoas. Pensávamos em seguir, depois, ao cinema, ou a qualquer outro lugar. Mas notamos um certo congestionamento e ficamos alucinados. Quando
nos aproximamos da boca do metrô, percebemos que dali saía muita gente, com cartazes "não à guerra" e "paz" (...) Pensava: em que me meti? Mas as pessoas eram muito educadas. Nenhum incidente, nenhuma provocação. Todos
tinham muito claro o que queriam: a verdade".(5)

Vlado:

O Eduardo Galeano tu deves ter conhecido? Pois ele nos brindou, direto de um evento em em Barcelona, com esses pensamentos:

"Para salvar-nos, temos de nos juntar. Como os dedos na mão. Como os patos no vôo. Tecnologia do vôo compartilhado: o primeiro pato a alçar vôo abre passagem ao segundo, que clareia o caminho ao terceiro, e a energia do terceiro levanta a vôo o quarto, que ajuda o quinto, e o impulso do quinto empurra o sexto, que dá força ao sétimo. Quando se cansa, o pato que ponteia desce à rabeira do bando e dá seu lugar a outro, que sobe ao vértice desse V invertido que os patos desenham no ar. Todos vão se revezando, atrás e à frente. Segundo meu amigo Juan Diaz Bordenave, que não é patólogo mas muito sabe de patos, nenhum pato se crê superpato por voar na frente, nem subpato por marchar atrás. Os patos não perderam o senso comum." (6)

Vlado:

É claro que estamos pagando o preço do ineditismo em Porto Alegre. Lula elegeu-se presidente da República, sim, temos um operário presidente. Tem uma pontinha de Porto Alegre nesta vitória. Afinal nós e outras cidades provamos que a esquerda podia governar este país. E fizemos isso em situações bem adversas. Resistimos ao Collor, ao Fernando Henrique.
Mas agora nossos patos e patas, estão cansados. Para nossa alegria, novos e novas patos e patas estão chegando na cidade. Cada dia uma nova leva de homens, mulheres, jovens e idosos, chegam em Porto Alegre empunhando suas bandeiras para ajudar a militancia a garantir nossa vitória. São pessoas do Rio Grande do Sul e de outros estados que vem demonstrar sua solidariedade para com essa gente destemida que há 16 anos resiste.

Vlado:

No próximo domingo, 24 de outubro, tu completarás 29 anos de teu "desaparecimento". A partir deste dia, até as eleições dia 31/10, eu vou mandar e-mail e ligações telefonicas para meus familiares, amigos, colegas, pedindo apoio para o Raul Pont. Vou tentar imitar nossos e nossas irmãos e irmãs espanhois. Porto Alegre ? Madri.
Para cada um e cada uma falarei de ti. Tu morte nos fez irmos à rua pedir o fim da ditadura. Tua lembrança agora me faz acreditar que podemos vencer. Vladimir Herzog, tu não morreu em vão.

Resolvi escrever este texto a partir de uma conversa com um colega de trabalho. Ele conversava comigo sobre o esforço que fazia para convenser o genro a voltar da praia no feriadão e votar no Raul. Com os olhos mareados, voz tremula, ele lembrou do Herzog e disse para o genro: "Muitos morreram para tu poderes votar.' Este meu colega também me recordava da
história de Madri, dos telefonemas e dos emails. Valeu Claudio Martins,! Agradeço também ao email do LC Barbosa sobre o "Orgulho de ser petista. Ele me motivou a fazer o meu email. E agradeço ao Maneco, jornalista e ativista que ficou horas nos arquivos do jornal Zero Hora para encotrar o texto do Tabaljara Ruas. O Maneco também escreveu um texto lindo sobre o Voo compartilhado e software livre , do deputado Elvino Bohn Gass, que foi distribuido no 5 Fórum Internacional Software Livre. Me baseiei nele também. Enfim uma criação coletiva pois "Para salvar-nos, temos de nos juntar."

Não sei se algúem mais vai ler este texto. Nem se mais alguém mandará e-mails ou fará telefonemas. Mas eu vou fazer.

(0) Tocando em Frente: Almir Sater e Renato Teixeira

(1) http://www.resgatehistorico.com.br/doc_05.htm
http://www.uai.com.br/uai/noticias/agora/politica/133930.html

(2) http://noticias.correioweb.com.br/ultimas.htm?codigo=2618311

(3) http://br.groups.yahoo.com/group/PT-SetorTI-RS/

(4) Ladeira editado em 1994 pela Secretaria Municipal de Cultura pela Série Coruja.

(5) http://www.softwarelivre.org/news/1908

(6)http://www.softwarelivre.org/news/2398

(7) Ladeira da Memória: Texto de Tabajara Ruas no Livro A Cidade de Perfil

20 de outubro de 2004

Cara
"caramba cara cara ô!
Cara caramba cara cara ô!

Vem viver o verão
Vem curtir Salvador
Eu sou camaleão
Hoje sou seu amor
Cara cara!

Cara caramba cara cara ô!
Cara caramba cara cara ô!"



Creio que neste momento, as palavras não são necessárias

19 de outubro de 2004

estou começando a me limpar
dia mais feliz não poderia ser, pois estou
REFLORESCENDO

15 de outubro de 2004


Manhã de Quinta-feira. Dirigia-me a um cliente. Trânsito lento. Centro lotado. Aguardando o semáforo abrir, vejo um sujeito percorrendo os automóveis com folhetos nas mãos. Alguns recebem normalmente, outros fecham as janelas, trancam portas e fingem que não vêem o sujeito. Recebo e leio meu folheto fielmente reproduzido abaixo:


## ATENÇÃo ##

Agora em Caxias do Sul uma Clínica Espiritual, da mestre e celebre mãe Menininha diplomada pela federação nacional, em astrologia e vidência espiritual, com 40 anos de experiência. Conhecida em todo Sul America, pelas curas alcançadas, pelo exito dos seus trabalho garantidos. Depois de conhecer a mãe Menininha, você terá trocado toda a sua vida para melhor e os seus problemas serão resolvidos, em pouco tempo, sua vida tomara outro destino, com ajuda de Deus, você só dará o seu nome e ela vai lhe revelar toda a sua vida, o seu passado e futuro sem ela ter lhe conhecido antes. Você ainda terá dúvida do seu grande poder divino e da sua origem. Você já deve ter ido em outros tipos de trabalhos, e não deu resultado, está descrente, mas não desanime pois você está no caminho certo indo fazer hoje mesmo uma consulta com a mãe Menininha ela está apta para solucionar todos os seus problemas, de seus familiares e comerciais Negócios vão mal, cheios de dificuldade, amor não correspondido, frigidez sexual, impotência, desarmonia no lar, vícios na família, desanimo no trabalho, inveja, questão na justiça, progredir no emprego, desmanchar brucharias feitas em cemitérios,lhe mostrar a pessoa que lhe fez o mal e os que lhe tem inveja. Depois de uma consulta você mudará o seu pensamento, critique se puder, consultas com máximo sigilo.

POR FAVOR NÃO ME CONFUNDA COM OUTROS TIPOS DE TRABALHOS.

Só atendo neste endereço: Rua Dr. Montauri, 1355 - Sala 07 Sobre Loja ao lado da Casa da Cultura, na praça - Galeria Vitrine Central - Caxias do Sul
HORÁRIO: DE SEGUNDA A SÁBADO DAS 9 ATÉ AS 18 HORAS
CONSULTA SÓ R$ 5,00
Fone: (54) 3028.5607



Até agora estou com vontade de conhecer a tal mãe Menininha. Cuspir na sua cara. Espancar sua benevolência. Torturar sua vidência. Corromper seu poder divino. Bem, o endereço está aí.

Deutsche Welle realiza concurso de blogs

A Deutsche Welle organizou o concurso The BOBs - Best Of The Blogs. A premiação vai eleger os melhores blogs em sete idiomas, entre os quais o português.

O concurso vai escolher os campeões de weblog em onze categorias: Melhor Weblog, Melhor Temática, Melhor Design, Melhor Inovação e Melhor Weblog Jornalístico. O prêmio de Melhor Weblog Jornalístico será concedido em cada um dos sete idiomas.

Os weblogs de todo o mundo podem participar, desde que sejam publicados numa das sete línguas do concurso: alemão, inglês, espanhol, português, russo, chinês ou árabe.

O concurso tem as categorias melhor weblog, temática, design, inovação e weblog jornalístico. Além do português, entram na disputa blogs em alemão, inglês, espanhol, russo, chinês ou árabe.

As inscrições vão até o dia 17 de outubro. As informações estão no site da Deutsche Welle.

Fonte: Terra

14 de outubro de 2004



glenn barr ->>> Aqui

7 de outubro de 2004


O Brasil na Grid




O desenho indica a localização do túnel subterrâneo onde está sendo construído o LHC. Com 27 km de extensão, o túnel se encontra cerca de 100 m abaixo da superfície, na fronteira da Suíça com a França


Um novo acelerador de partículas, o Large Hadron Collider (LHC), será inaugurado pelo Centro Europeu para Pesquisas Nucleares (Cern) em 2007 na Suíça. O objetivo do laboratório é descobrir o que é a matéria, do que ela é feita, qual a sua origem e como permanece unida formando objetos tão complexos como estrelas, planetas e seres humanos. Mas, para interpretar o imenso volume de dados que resultará das experiências feitas no LHC, será necessário o uso de uma tecnologia denominada Grid. A boa notícia é que o Brasil vai fazer parte desse projeto.

O LHC, um gigantesco túnel subterrâneo de 27 km de extensão, será capaz de provocar choques entre as partículas que compõem a matéria e desmembrá-las, tal como se encontravam logo após o Big Bang, a teoria mais aceita para a grande explosão que teria dado origem ao universo.

A cada segundo, ocorrerão 40 milhões de colisões e, ao longo de um ano, a previsão de dados coletados será de 20 petabytes (1 petabyte = 1015 bytes). Uma das soluções propostas pelos físicos do Cern para manipular e processar tamanha quantidade de informações é criar uma avançada forma de comunicação e compartilhamento de dados, baseada na tecnologia Grid. A vantagem dessa opção é que ela permite a descentralização dos dados entre diversos países.

O Projeto de HEPGrid do Cern deverá contar com a colaboração internacional envolvida nos projetos do LHC: 56 participantes, entre países e organizações internacionais. Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha e Itália já estão com projeto em andamento para armazenar parte das informações.



O novo acelerador de partículas (LHC) em construção no túnel subterrâneo (fotos: divulgação/Cern)


No Brasil está sendo articulado o grupo HEPGrid Brasil (High Energy Physics Grid), formado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), pela Universidade de São Paulo (USP), pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), pelas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), da Bahia (UFBA) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), sob a supervisão do físico Alberto Santoro.

"Apesar de ainda não haver qualquer termo oficial assinado, o Brasil esteve na vanguarda do projeto de Grid para a física de altas energias desde o início. Discutimos com nossos colegas no exterior, fizemos propostas agressivas para trazer e atrair para o país maior atenção e contribuição da comunidade. Tivemos sucesso em todas as nossas propostas e temos tido apoio internacional", diz Santoro.

Segundo o físico, a finalidade da participação brasileira no Cern é a curiosidade científica, mas ele considera alta a probabilidade de que inúmeros resultados possam ser obtidos pelo país, como resultado desse esforço. "A realização do nosso trabalho implica a invenção de diversas soluções tecnológicas que poderão favorecer a fabricação nacional de produtos que atualmente importamos. Acho muito importante perceber o projeto sob essa perspectiva, pois, dessa forma, podemos encarar seu financiamento não como gasto, mas como investimento", ressalta.

Embora o governo ainda não tenha liberado todo o orçamento necessário, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já está investindo na construção de um novo laboratório na Uerj que favorecerá a implantação de um avançado banco de dados para tornar a universidade apta a participar do HEPGrid Brasil.

"Também será necessário promover melhorias na infra-estrutura de rede da Uerj para que o banco de dados disponível seja acessado com facilidade. Nesse sentido, uma importante contribuição foi o Projeto Giga, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que proporcionou uma rede de alta tecnologia entre as principais instituições de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo a Uerj", observa Santoro. "O Projeto Giga vai permitir a colaboração rápida e eficaz entre os colegas dos dois estados."

Fonte: Ciencia Hoje on-line

5 de outubro de 2004




T L i S S .
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4 de outubro de 2004



Sexo
Fala, meu bem


Estudo mostra que a voz é tão importante
na sedução amorosa quanto um belo corpo


Giuliana Bergamo

Nas conquistas amorosas, as palavras em si têm pouca importância. Estima-se que elas representem menos de 10% do ritual de sedução. O que conta mesmo é a aparência, o jeito como as pessoas se movimentam, se entreolham e falam. O peso da voz é enorme nesse aspecto. Um estudo americano, publicado recentemente na revista científica Evolution and Human Behavior, mostra que homens e mulheres com voz considerada atraente tendem a ter uma vida sexual mais ativa. Os pesquisadores pediram para que 146 jovens, de ambos os sexos e 21 anos, em média, ouvissem a voz de pessoas que eles não conheciam e as classificassem conforme o seu nível de sedução, numa escala de 1 a 5. As vozes que receberam as pontuações mais altas pertenciam às pessoas que tiveram mais parceiros sexuais ao longo da vida e faziam sexo com mais freqüência do que as que possuíam uma voz considerada pouco ou nada atraente. O trabalho também constatou que há uma estreita relação entre a voz e o tipo físico de seu dono. Vozes mais sedutoras correspondem, em geral, a pessoas consideradas mais bonitas. Entre os homens, isso significa ser mais alto, ter o tronco em forma de V, o rosto largo e o queixo quadrado. Quanto às mulheres, a beleza é expressa na forma de cintura mais estreita que os quadris, lábios carnudos, maçãs da face salientes e seios razoavelmente fartos. "Durante a história da evolução humana, a voz serviu como um importante parâmetro para a escolha do parceiro ideal, sobretudo à noite, quando a visão estava comprometida", lê-se no artigo.



Do ponto de vista evolucionário, a beleza está na simetria do corpo - na proporção entre cintura e quadril e na equivalência entre os lados esquerdo e direito do rosto. Quanto mais simétrico ele for, maiores as evidências de que aquele é o corpo de alguém saudável e fértil. É na puberdade que o físico e a voz passam por suas maiores transformações. A testosterona, o hormônio masculino por natureza, faz com que os meninos falem mais grosso e ganhem mais músculos. Nas meninas, os hormônios estrógeno e progesterona fazem com que elas fiquem com a voz mais aguda e os traços mais delicados. Vozes mais atraentes, dentro dos padrões de cada sexo, seriam, assim, mais um atestado de qualidade dos bons reprodutores (masculinos e femininos).

"A voz não representa apenas os atributos físicos de uma pessoa", diz a fonoaudióloga Leny Kyrillos, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Como é resultado também dos aspectos emocionais e culturais de cada um, ela pode denunciar a personalidade de seu dono." Descompassos ocorrem. Nada mais frustrante do que se encantar pela beleza de uma pessoa e, no momento em que ela abre a boca, perceber que sua voz é demasiado aguda ou grave, forte ou fraca demais. A voz da modelo Gisele Bündchen, por exemplo, não condiz com a sua sensualidade e beleza. O contrário do que se verifica, por exemplo, com os atores Maria Fernanda Cândido e Du Moscovis (veja quadros). Uma brincadeira famosa com a disparidade entre beleza física e voz pode ser vista no musical clássico Cantando na Chuva, de 1952. No filme, a loira de corpo escultural que namora o personagem de Gene Kelly é uma estrela de cinema que tem de ser dublada - sua voz é de taquara rachada.





O Descompasso dos Belos

A modelo Gisele Bündchen e o ator Thiago Lacerda têm uma voz que destoa da força e da sensualidade de suas figuras. A voz estridente de Gisele transmite insegurança. E Lacerda não tem a voz tão grave como seria esperado de um homem de seu porte.


Tudo de Bom

Ninguém se decepciona quando os atores Maria Fernanda Cândido e Du Moscovis abrem a boca. A voz é o retrato de seu físico. Eles falam com cadência, no tom exato e estendem um pouco as vogais, características de uma voz sensual.


Que Gracinha

O tom agudo e a falta de clareza ao articular algumas palavras combinam com o perfil sensual-ingênuo dos atores Carolina Dieckmann e Erik Marmo. Isso contribui para que interpretem personagens ainda mais jovens do que eles.


Fonte: Veja