28 de novembro de 2003


"Há uma grande diferença entre se ajoelhar e ficar de quatro."
Frank Zappa
Talento em excesso



Eu me lembrei dessa história na semana passada, quando vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem -- sem contar a formação superior -- liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora a realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.

-- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
-- In a hurry!
-- Saúde.
-- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
-- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
-- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
-- Não, não. Cópias normais mesmo.
-- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
-- Fabiana, desse jeito não vai dar!
-- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
-- Como assim?
-- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
-- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...
-- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
-- Futuro? Que futuro?
-- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
-- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
-- Sei. Mas o senhor é hands on?
-- Hã?
-- Hands on. Mão na massa.
-- Claro que sou!
-- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.


Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará -- com justa razão -- que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.

Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.

Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo. "O que é capaz de resolver, mas não de impressionar."



Antonio A. Stein Jr
Eng. de Métodos e Processo

27 de novembro de 2003

Foi inevitável, era preciso.
Ao ver a letra de uma das músicas que embalaram minha infância (mesmo sendo totalmente kitchie e brega), não pude me conter, tinha que fazer as pessoas lembrarem dela. Porque certamente não aconteceu só comigo, mais alguém deve lembrar deste clássico francês, que assim como tantas outras, fala de viagens, de lindas viagens. E nos brinda com o inesquecível refrão Voyage, voyage.

"Au dessus des vieux volcans,
Glisse des ailes sous les tapis du vent,
Voyage, voyage,
Eternellement.
De nuages en marécages,
De vent d'Espagne en pluie d'équateur,
Voyage, voyage,
Vole dans les hauteurs
Au dessus des capitales,
Des idées fatales
Regardent l'océan...

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient."

26 de novembro de 2003

...e numa rua escura na madrugada...(p100)

Gadelha abriu a porta e se jogou atrás do carro com a arma em punho. Clayton continuava sentado no mesmo lugar e sentia dor no pé.
Quando a polícia começou a se aproximar, Gadelha começou a atirar em sua direção, fazendo com que cada um procurasse um lugar seguro. Em segundos, um tiroteio começou e Clayton não conseguia se desprender do cinto de segurança por causa do medo e nervosismo. Enquanto Gadelha parou para recarregar a arma, um dos policiais se posicionou a poucos metros dele e ficou esperando o melhor momento para abrir fogo contra o meliante.
Gadelha carregou apressado o revólver e quando levantou para atirar, levou um tiro no ombro esquerdo fazendo-o abaixar novamente. O policial não parou de atirar e seus companheiros se aproximaram atirando em direção ao carro.
Clayton sentiu uma fisgada nas costas no momento em que conseguiu soltar o sinto. Abriu a porta despencou para o lado de fora acenando estar desarmado com as mãos para o alto. O único policial que não estava próximo do carro ordenou o cessar fogo, percebendo o homem ferido no chão. Todos obedeceram, menos o policial mais próximo de Gadelha que continuou a atirar por não ouvir o comando.
Quando percebeu, Gadelha agonizava com um tiro na garganta e pedia socorro. Sua arma estava caída longe do braço machucado. O policial chutou a arma para longe, apontou a sua para a cabeça de Gadelha e disparou até acabar sua munição.
Por baixo do carro, Clayton viu o antes companheiro de infância ser sumariamente executado enquanto já não oferecia mais perigo a ninguém. Sentiu alívio e pena quando os tiros pararam.

ATENÇÃO


Muito cuidado ao parar nos semáforos que tem aqueles malabaristas com fogo,
pois enquanto vcs estão assistindo ao show um outro malabarista vem por trás
de seu carro e arremessa um coquetel molotov no capo do carro, então
você com o carro em chamas sai correndo desesperado, nesse momento vem um
terceiro malabarista chega e joga um chimpanzé adestrado dentro do seu
carro, este chimpanzé rouba o som e o que mais tiver dentro do automóvel,
depois disso dois falcões peruanos de caça ficam dando rasante sobre a sua
cabeça, te distraindo, enquanto aparecem ursos pandas num patinete
motorizado verde musgo e todos fogem cantando "A Festa" de Ivete Sangalo...


Aconteceu com o primo do cunhado da irmã da tia de um amigo que a
namorada do meu amigo conheceu um dia.


Por favor, divulguem esta mensagem para o máximo de pessoas
possíveis para que elas se previnam destes perigosíssimos delinquentes!!!
Sexo Drogas e Elvis!!

Tudo isso se passando no antigo Egito. Essa é a proposta da história When I am King.

Gráficos muitos legais, a história ainda inclui muito humor e "pornografia". Vale a pena conferir. Cinco capítulo de muita aventura.

























25 de novembro de 2003

Johnny Cash - Hurt

intro: Am C G x2 terminando em Am

Am C D Am C D Am
E|------0---------0------2-------0-------0--------2------0----|
B|------1---------1------3-------1-------1--------3------1----|
G|------2---------0-----2--------2-------0------2--------2----|
D|----2---------2-----0-------2--------2------0--------2------|
A|--0--------3--------------0--------3----------------0-------|
E|------------------------------------------------------------|



(C G Am)
I hurt myself today, to see how fast will feel,
I focus on the pain the only thing it´s real
The neddle tears a hole, the old familiar stink, try to kill it all the way,
But i remember everything

Refrão : ( toque como se estivesse tocando piano, ou seja, belisque uma corda grave e logo em seguida três agudas )

G, Am7, F6, C5, G

E|----3-------3-------3-------3--------3------|
B|----3-------1-------1-------1--------3------|
G|----0-------0-------2-------0--------0------|
D|----0-------2-------3-------2--------0------|
A|----2-------0-------0-------3--------2------|
E|----3-------0-------0-------0--------3------|

C F G Am F G
what have I become, my sweetest friend, every one i know, goes away in the end,
Am F
and you could have it all,
G Am F
my empire of dirt, I'll let you down
G Am
I'll make you hurt

(C G Am)
I wear this crown of torns upon my wire chears,
full of broken thoghts I cannot repair, beneath those things of time,
the feeling disappear,
you are someone else, I'm still right here.

Refrão

Am F G Am F G Am
If I could start again a million miles away, I will keep myself, I would find a way...
A VACA PÚRPURA
Um escritor chamado Seth Godin, Marketeiro-Mor da Lingua espanhola, publicou um livro
Chamado The Pulple Cow , ou A Vaca Púrpura, onde ele ressalta que num rebanho inteiro de vacas, se uma delas tiver uma cor (pelagem) diferente, esta se sobressairá dentre as outras. E ai entra o Marketing.
Vejam o trecho:
Relata Seth que en un viaje familiar que hizo por la campiña francesa, quedaron fascinados por la cantidad de vaquitas que vieron pastando en los campos a la vera de la ruta. Durante kilómetros las admiraron por la ventanilla del auto, vacas y más vacas (se nota que el muchacho no acostumbra pasear por las pampas argentinas). Al poco tiempo, lo notable se había transformado en aburrido: otra vaca marrón más, y ya van... “Seguramente una vaca púrpura se hubiera distinguido inmediatamente en el conjunto. Sobre lo notable todos conversamos, pues nos llama la atención. En cambio, lo aburrido se vuelve invisible inmediatamente”, destaca el autor.


Quando Lama Surya Das descobriu o Buy Nothing Day, decidiu-se juntar ao partido. Em seguida, pediu a Opinion Research Corp. para fazer uma avaliação com 1000 pessoas e para avaliar o nível de consumo dos americanos depois do Thanksgiving. Vejam o que encontraram:

- 61% pretendem a estar tão distante das lojas o quanto possível?
- 35% têm um monte de caqueira remanescente dos natais em seus armários
- 33% admitem jogarem no lixo presentes de natal

Participe desta campanha. No site Adbusters mais informações sobre o dia de não comprar nada.


Aquela garota, era tão linda, mas tão burra, gostava de sexo, mas não deixava eu tocá-la, eu ficava injuriado, com vontade de esmagar sua cabeça com uma pedra, ou decepar suas pernas com uma foice. Forte? É, talvez um pouco, acho que é por causa da bebida. Mencionei que sou alcoólatra?
Espero que quando eu estiver careca eu não vire um careta.

24 de novembro de 2003

Michael Jackson lançou um site na internet para se defender das acusações que vem sofrendo.

Aquele homem que mais parece um boneco de cera, é muito mais conciso que a maioria das pessoas. A mídia é enojante quando sufoca as pessoas. Quem nunca fez, ou não conhece alguém que tenho feito o que o grande astro pop já fez? A vizinha que ficou irreconhecível depois que gastou as economias das últimas duas décadas para esticar a cara e ficar com um corpo de Barbie. A tia malvada que segura, ou melhor 'arrasta' os filhos pelos braços. O vô com mania de grandeza que tem um ilha de edição e uma antena no telhado capaz de transmitir para o Alasca, só para captar sinais de todo o mundo e ficar ouvindo meias palavras inteligíveis no seu ouvido quase surdo. E daí! Me digam, quem se importa com isso?

Eu não estou interessada na vida de Jackson, de Ronaldinho ou de quem quer que seja. Não me interessa saber que a Britney tem uma casa na Inglaterra que o vale o que eu nem posso contar. Isso é problema deles! Não quero essa cultura inútil ocupando meu tempo e as páginas de jornal. Porque não se fala mais de Hemingway, de música, de Momix? Essas coisas que as pessoas deveriam conhecer, não aparecem nem em notinhas.

Ahh mídia pobre e desaculturada, tenha vergonha do que nos mostra.

22 de novembro de 2003

Era mais um daqueles malditos dias em que você tenta descobrir qual o motivo de sua existência nesse maldito universo. Pelo menos, funcionava assim comigo. Enquanto carros trafegavam pela avenida principal, eu fumava um cigarro e assistia pela janela ao espetáculo deprimente e degradante em que a humanidade tornara a vida nesse maldito planeta. E milhares de coisas passavam pela minha cabeça, desde os motivos que levam alguém a matar outras pessoas até o triste fato de que eu nunca amara ninguém em sequer um dia de minha vida até aquele momento. Depois, eu tentei imaginar uma explicação lógica para os tamanhos gastos com prostitutas e bebidas que haviam me levado a uma percentual falência. “My Way”, em uma competentíssima performance de Elvis Presley, ecoava em meu apartamento enquanto eu ingeria doses e mais doses de uísque barato. Já não se pagava tão bem os roteiristas de quadrinhos alternativos, e meus free-lances como escritor de livros eróticos, vendidos em qualquer banca da cidade assinados por pseudônimos como “Juan Ortega” ou qualquer outro de procedência hispânica, não bastavam para sustentar meus vícios e prazeres.
Glória levantou-se da cama e acendeu um cigarro. Por um tempo me detive observando seu corpo jovem, o contraste de seus cabelos negros e sua pele alva, seus olhos borrados de maquiagem barata. Ela me olhou e acendeu o cigarro. Deu um sorriso. Tinha dentes bonitos. Brancos e bem encaixados em suas delicadas gengivas, as quais eu desejava naquele momento tocar com minha língua, após um zigue-zague em seu céu da boca. Queria beija-la e quando tocasse minha língua na sua, queria que ela me sentisse de verdade dentro dela, interagindo com seus órgãos internos da mesma forma que interagia com seu corpo todo.
Eu puxei o gatilho sem pensar. Atirei sem mais, apenas apontei a arma bem no meio de minha testa e disparei. Pude ver Glória gritando e abraçando meu cadáver, mas uma luz muito forte surgiu do nada. Vomitei estrelas enquanto as tropas do espaço me resgataram e eu pude conhecer Jesus Cristo, e ele era bem amigo de John Lennon. Estavam sentados lado a lado conversando sobre “Number Nine”, porque Jesus achava aquela música um saco, mas Lennon sabia que na verdade esse cara não gostava era de sua amada Yoko. Entretanto, Jesus afirmava aos quatro ventos que adorava “Helter Skelter”. Segundo Jesus, era a melhor música do “Álbum Branco” e de toda carreira dos Beatles. Jesus não gostava do “Sgt. Pepper’s”, nem da fase solo de Lennon. Mas mesmo assim eram bons amigos.

21 de novembro de 2003

Necrofilia homossexual de patos


O pato necrófilo ao lado de sua vítima (foto: C.W. Moeliker)


"O pato infeliz aparentemente tinha colidido com o prédio em pleno vôo a uma altura de três metros do chão. Próximo ao animal obviamente morto, um outro macho da mesma espécie estava presente. (...) Ele montou sobre o cadáver e começou a copular, com grande força, quase continuamente bicando o canto da sua cabeça."

Os trechos acima fazem parte de um artigo histórico: o primeiro relato de um caso de necrofilia homossexual entre patos da espécie Anas platyrhynchos, publicado na revista científica holandesa Deinsea. O autor é o pesquisador C.W. Moeliker, do Museu de História Natural de Roterdã, testemunha da cena que durou espantosos 75 minutos.

A observação era inédita: patos daquela espécie já haviam sido avistados copulando com animais mortos, mas nunca do mesmo sexo. Pela insólita descoberta, Moeliker foi agraciado com o Ig Nobel 2003 na categoria biologia. Como reza a tradição, o prêmio bem-humorado foi distribuído na mesma época do anúncio dos vencedores do Nobel -- com a presença de vários laureados 'de verdade'.

Em sua 13a edição, o Ig Nobel premiou em 2 de outubro resultados "que não podem ou devem ser reproduzidos", em dez categorias. O prêmio é organizado pela equipe da revista de humor científico Annals of Improbable Research. Como nas edições anteriores, a cerimônia de entrega ocorreu no Sanders Theatre, na badalada Universidade de Harvard.
"Depois de meses de ataques constantes dos Democratas contra o presidente Bush, o Partido Republicano está respondendo com sua primeira propaganda na campanha presidencial. Ela mostra o presidente combatendo o terrorismo, enquanto seus concorrentes tentam enfraquecê-lo com seu tiroteio.

O comercial dá a primeira indicação dos temas da campanha de Bush. Ele mostra Bush durante o último discurso do Estado da Nação, fazendo uma advertência sobre persistência das ameaças. "Nossa guerra contra o terror é uma luta de determinação, na qual a perseverança é poder", diz Bush, enquanto aparece na tela a denúncia: "Algumas pessoas estão criticando o presidente por atacar os terroristas."

Ao invocar indiretamente os ataques de 11 de setembro, o comercial usa o que os membros da Casa Branca há muito argumentam que é a maior vantagem política de Bush: a forma como reagiu aos ataques terroristas."

Fonte: The New York Times

No livro Controle da Mídia - Os espetaculares feitos da propaganda Noam Chomsky, fala justamente sobre essas questões. A denúncia da democracia do espectador, em que o cidadão comum, vivendo sob aparentes condições de liberdade mas solitário diante da TV, tem suas escolhas determinadas pela propaganda. É o que explica o apoio da maioria do povo norte-americano às sucessivas aventuras bélicas dos Estados Unidos. Apesar da idéia parecer manjada e da propaganda ter fama de ser exagerada, ilusionista e falaciana, tem funcionado à muitos anos, desde as primeiras guerras, até as mais recentes, passando pelo Vietnã, Camboja, Irã, e os novos atentados. Desde que descobriram as estratégias de marketing, os EUA passaram a dominar até mesmo grandes potências como a Inglaterra (algum duvida disso?).



Inês Benetti Hoy día Luna, día pena
hoy me levanto sin razón.
Hoy me levanto y no quiero
hoy día luna día pena.
Hoy día Luna, día pena
hoy me levanto sin razón.
Hoy me levanto y no llego
a ninguna destinación.

¡Arriba la Luna oeah!
¡Arriba la Luna oeah!

Hoy día Luna, día pena
hoy me levanto sin razón.
Hoy me levanto y no puedo
hoy día luna, día muero.

¡Arriba la Luna oeah!
¡Arriba la Luna oeah!
O ROCK MORREU.


É, na minha opinião o rock morreu e isso faz mais ou menos uns 30 anos, podem me criticar a vontade, eu não ligo, para mim o rock morreu.
Há algumas horas estava no Revival, um bar rock ´n roll aqui de Caxias do Sul, estava tocando a Blackbirds uma banda também rock ´n roll, mas não sei, ultimamente os caras não estão fazendo o rock ´n roll propriamente dito, estavam tocando o som de bandas atuais, não interessa, para mim são uma merda, se estão fazendo sucesso é porque tocam o que tocavam antigamente, mas as pessoas não percebem, se contentam com pouco.
Mas, depois de tocar várias músicas da banda, o vocalista falou que iriam tocar uma música de um grupo, que , na sua opinião era a salvação do rock. Me desculpe, mas sinceramente, salvação do rock? Hoje em dia só se faz merda, eu não sei qual é a banda, mas deve ser algo do tipo do Strokes ou sei lá, White Stripes? Que lixo, talvez a intenção dessas bandas seja boa, mas não consigo gostar.
As pessoas deveriam prestar atenção nas bandas que influenciaram essas bandas, essas sim são de qualidade, rock de verdade. Podem me xingar a vontade, para essas pessoas eu mando um foda-se antecipado, mas convenhamos... Eu sei, sou intolerante, mas foda-se, acho que eu vou ter que aprender a tocar, que merda, se quer uma coisa bem feita, faça você mesmo.
Procurem ouvir as bandas que realmente importam, ouçam Led Zeppelin, Beatles, Pink Floyd, Jimi Hendrix, Stones, Jeferson´s Airplane, Cream, Eric Clapton, ouçam tudo de Eric Clapton, Animals, Monkees, Frank Zappa ,Syd Barrett, Love, Creedence, Bob Marley, Stooges, Sex Pistols, Ramones, Ozzy, Velvet Underground, James Brow, Taj Mahal, Bob Dylan, Janis Joplin, Miles Davis, The Who, Jethro Tull, Doors, Beach Boys, Moody Blues, ouçam o blues dos anos 50, ouçam Elvis ao invés de ficarem pulando Carnaval, ouçam o som brasileiro, o Brasil é um país fudido, o que é feito, é feito com qualidade, ouçam Mutantes, Raul Seixas, Casa das Máquinas, Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil, Lobão, Elis Regina, Belchior, Secos e Molhados, Cazuza, Tim Maia, Jorge Ben Jor, Jupiter Maça e mais muitos outros, não esqueçam de Beethoven, Mozart, Wagner, ouçam tudo... o que é bom.
Foda-se, não me venham com cada um tem sua opinião, todos sabemos o que é bonito quando vemos uma coisa bonita, sabemos diferenciar o bom, do mais ou menos e do ruim. Por isso, não me venham com blá, blá, blá, é só olhar em volta, tudo ta uma merda, o rock morreu, para mim não tem salvação. Estão desesperados e querem se iludir com algo que não existe.
O rock morreu, não dentro de mim, mas morreu. O que posso fazer é apagar as luzes, acender uma vela, colocar um disco na vitrola e me lamentar, ou melhor ainda, curtir, curtir muito, porque a música não pode parar.
A DEUSA

Eu entrei no avião e ela veio em seguida. Linda. Bem vestida, cheirosa.
Maravilhosa. Passou por mim como uma deusa, ciente de sua majestade. Fiquei impressionado. Como pode existir uma mulher assim?
Pois no vôo de volta, lá estava ela outra vez. Que sorte a minha! Desci do avião e entrei naquele ônibus desgraçado de Congonhas, a caminho da ala de desembarque. Vi que ela vinha ao longe, puxando sua malinha e mais uma vez apreciei o desfilar da deusa. Aí ela torceu o pé e caiu. Levando junto toda minha admiração pela deusa que, agora, não passava de um desconjuntado monte de carne e roupa, descabelado e amassado, esparramado no chão. Não sei o que foi pior, o ridículo da situação ou o choque que destruiu em mim aquela aura mítica, da deusa intocável.


Lembrei de um presidente dos EUA caindo na escada do avião. Lembrei da
supermodelo torcendo o pé na passarela. E daquela miss que nos anos 70 desabou ao descer a escada...


Você já viu uma pessoa humilde levar um tombo?
E qual foi sua reação?
E quando a pessoa não era humilde, mas rica , elegante ou poderosa?
Sua reação foi igual?
Não sei. Tem gente que corre acudir. Tem gente que morre de rir. Tem gente que prefere não olhar. Tem gente que torce pro outro cair.
Mas todos sentem o ridículo da situação.
Cada momento desses é único. Destrói a aura dos ícones, transformando-os em seres humanos. Iguaizinhos a nós.
E mostra como é tênue a aura de majestade que doamos às pessoas que, por algum motivo, nos despertam fantasias de poder, dominação, luxo e riqueza. O tombo da gostosa, trouxe-a de volta para o mundo real. Destruiu em mim uma fantasia. E mostrou que a realidade não nos serve, por ser nua e crua.
A realidade é muito pouco para rechear nossas vidas.
Sem fantasia, não temos deusas. Nem heróis. Sem fantasia, somos medíocres.
De carne e osso, previsíveis e mortais.
No entanto, tem gente que condena a fantasia.
Prefere ver naquela gostosa apenas uma mulher bonita.
Talvez se achem sortudos, pois não terão a decepção que eu tive.
Mas terão perdido um momento belo: a chance de apreciar uma deusa.
Pelo menos enquanto durou.

Luciano Pires é profissional de comunicação, jornalista, escritor,
conferencista e cartunista,
atualmente Diretor de Comunicação Corporativa da Dana. Visite o site
www.omeueverest.com

20 de novembro de 2003

"Eu gosto de me ridicularizar, não me levo muito à sério. Eu não usaria aquelas roupas se eu fosse sério. A única coisa que me faz seguir em frente é que eu rio de mim mesmo."
(Freddie Mercury)

Viu? Riam de si mesmos seus idiotas.
You never have a second chance
To leave a first impression.
Chegou o verão
(Luis Fernando Veríssimo)

E com ele também chegam os pedágios, os congestionamentos naestrada, os bichos geográficos no pé e a empregada cobrando hora-extra. Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalhoe muita micose. Verão é picolé de Ki-suco no palito reciclado, milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca. Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entrano tênis. Mas o principal, o ponto alto do verão é... a praia!!
--- Ah, como é bela a praia!
---- Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção. Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias. Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas. O verão é Brasil, é selva, é carnaval, é tribo de índio canibal. Todo mundo nú de pele vermelha. As mulheres de tanga, os homens de calção tão justo que dá até pra ver o veneno da flecha, e todo mundo se comendo cru. O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando. Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia. E as crianças? Ah, que gracinha! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem. As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo. Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar um poço pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé. Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva. Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa. A gente abre esteira velha, com cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros puxa um ronco bacaninha. Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor. Mas, claro,tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo. O Shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde o creme de barbear até desinfetante de privada. As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa de praia oferece. Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas. O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família. Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical... Qualquer semelhança com a vida real, é uma mera coincidência..

19 de novembro de 2003

hoje cheguei em casa cansada (o calor me mata), tomei um banho quase frio, aqueles em que a gente fica um pouco arrepiado, mas não chega a estar com frio. as pontas de meus seios ficaram duras, acho isso tão engraçado.
deitei ainda meio molhada. acendi um baseado (tinha levado uma meia hora fechando ele, sempre me atrapalho). fumei lendo um livro que se chamava A mulher que eles chamavam fatal*. algumas gotas do meu corpo ainda umedeceram as páginas.
o livro falava de mulheres, todas elas. me sentia cada vez mais leve. "a curva da arte [..] se confundia com a curva dos quadris, sem que saibamos qual foi o primeiro elemento: a voluta teria sido desenhada imitando o traseiro, ou a mulher teria tentado copiar a curva". The End tocava na vitrola.
nesse instante senti todos os pêlos de meu corpo arrepiados. era uma sensação gostosa. pudia sentir sua mão escorregando. leve..



*A Mulher que eles chamavam fatal - Mireille Dottin - Orsini
MEU SONHO DE TERÇA-FEIRA À NOITE
Acordei com o braço dolorido, acho que deu um mau-jeito.
Me virei pro outro lado e me lembrei que não estava sozinho,
O corpo dela jazia ali do meu lado, seminu, apenas respirando
Com uma calma angelical que não dava vontade de fazê-la acordar

Eram seis da manhã de domingo, pensei em dormir mais um pouco
Cocei as nadegas e me virei para o lado. Vou deixar ela dormir mais.
Sem querer encostei no seu braço e ela acordou atordoada
Abriu os olhos e não mexeu nem um dedo, apenas observava.

Pensou que eu estivesse dormindo e jogou o braço por cima da
Minha barriga e levou a mão até o peito.
Suspirou e chegou mais perto. Eu fingia dormir.
Estava curioso e gostando daquele carinho.

Depois de algum tempo, vi que ela não queria mais dormir.
Peguei na mão e segurei por algum tempo inerte.
Me virei pro outro lado e vi seus olhos me fitando,
Pareciam brilhar, dava pra ver que era paixão, mas não amor.
Mesmo assim não me importo, prefero ficar com esse momento
E guardar pra mim a simplicidade e sinceridade deste olhar
Quando ela menos esperar, talvez o amor apareça.
ELLI IOANNOUTwo of a kind

Open your eyes and don't be blind
G# F# G#
Can't you see we're two of a kind?
F# C#
I've got to say this, i hope you don't mind
G# C# G#7
I love you, we're two of a kind

Just ask yourself and you will find
We go together, we're two of a kind
No use protesting, be resigned
Baby you know, we're two of a kind

Bridge:

B C#
I knew it when i saw you
B C#
I felt it a little more when
B C#
I talked with you at first
B C#
All my blues dispersed
B C#
I couldn't disguise
B C#
My complete surprise
B C#
When you were feeling it too
A# D#
I'm in love with you,
A# D# G#7
I'm in love with you...

repeat first verse
"Como levar a verdade a um povo
em que a cosciência dorme em sono profundo
e ele não quer aceitá-la nem como um sonho"

(Eucajos - um poeta legal)
Pankada Racional
TÁ AÍ UM FILME, UMA NEGRA E UMA CRIANÇA NOS BRAÇOS
SOLITÁRIA NA FLORESTA DE CONCRETO E AÇO
VEJA, OLHE OUTRA VEZ O ROSTO NA MULTIDÃO
A MULTIDÃO É UM MOSTRO SEM ROSTO E CORAÇÃO
HEI SÃO PAULO TERRA DE ARRANHA CÉU
A GAROA RASGA A CARNE É A TORRE DE BABEL
FAMÍLIA BRASILEIRA, DOIS CONTRA O MUNDO
MÃE SOLTEIRA DE UM PROMISSOR VAGABUNDO
LUZ CÂMERA E AÇÃO, GRAVANDO A CENA VAI
O BASTARDO, MAIS UM FILHO PARDO SEM PAI
HEI, SEM DE ONDE VEM EU SEI BEM QUEM VOCÊ É
SOZINHO CÊ NÃO GUENTA, SOZINHO CÊ NUM GUENTA
CÊ DISSE QUE ERA BOM E AS FAVELA OUVIU
LÁ TAMBÉM TEM WISK RED BULL TÊNIS NIKE FUZIL
ADMITO, SEUS CARRO É BONITO, HÉ, E EU NÃO SEI FAZER
INTERNET, VÍDEO CASSETE, OS CARRO LOCO
ATRASO EU TO UM POUCO, SIM TÔ, EU ACHO
SÓ QUE TEM QUE...
SEU JOGO É SUJO E EU NÃO ME ENCAIXO
EU SOU PROBLEMA DE MONTÃO DE CARNAVAL A CARNAVAL
EU VIM DA SELVA SOU LEÃO, SOU DE MAIS PRO SEU QUINTAL
PROBLEMA COM ESCOLA EU TENHO MIL, MIL FITA
INACREDITÁVEL MAS SEU FILHO ME IMITA
NO MEIO DE VOCÊS ELE É O MAIS ESPERTO
XINGA E FALA GÍRIA, GÍRIA NÃO DIALETO
ESSE NÃO É MAIS SEU, Ó [ASSOBIO] SUBIU
ENTREI PELO SEU RÁDIO, TOMEI, CÊ NEM VIU
Sabe essas noites
Que você sai caminhando sozinho
De madrugada, com a mão no bolso na rua
E você fica pensando naquela menina
Você fica torcendo e querendo
Que ela estivesse na sua?

Aí finalmente você encontra o broto
Que felicidade, que felicidade,
Que felicidade, que felicidade,
Você convida ela pra sentar
-Muito obrigada!
-Garçom, uma cerveja?
-Só tem chope.
-Desce dois, desce mais.
-Amor, pede uma porção de batata-frita?
-Ok, você venceu. Batata-frita.
Aí, blablablá, blablablá, blablablá,
Tititi, tititi, tititi. Você diz pra ela:
-Tá tudo muito bom.
-Bom
-Tá tudo muito bem.
-Bem
-Mas realmente, mas realmente, eu preferia que você estivesse nua.

Muito bom, muito bom

18 de novembro de 2003

Não sou grande fã de Legião Urbana, mas esta letra reflete alguns pontos do meu dia-a-dia. Como não estou com tempo pra escrever uma coisa própria deixo aqui a letra da música.


"Índios"
(Renato Russo)

Quem me dera, ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais, por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
É isso maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta para mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Esta em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho,
Entenda - assim pude trazer você de volta para mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente -
Tentei chorar e não consegui




Deprê?
Sim. Mas quem disse que a vida é bela?


Muito legal este site, design inusitado e um joguinho muito divertido.
Ajude o personagem a completar sua saga e aproveite as ótimas ilustrações.
Vá lá

" É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.

Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor.

É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora. "


(Trecho de Mulheres - L. F. Veríssimo)

Que bacana essa crônica. Mulheres-anjos, talvez sejamos mesmo, essas coisas todas que sentimos, e que às vezes ninguém compreende...
por mais cética que eu seja, tenho certeza, que há algo de místico e misterioso nas mulheres.. e é nessas horas que eu tenho o maior prazer em ser fêmea, mesmo com depilações, menstruações e tmps.

17 de novembro de 2003



Esses pôsteres são verdadeiras obras de arte. Seu criador Steve Harradine é um artista gráfico da geração com espírito da arte psycodelica dos anos 60, ganhando o elogio do trailblazer Bob Masse e créditos aos posteres compartilhados. Residindo no Reino Unido, os posteres de Harradine são procurados por colecionadores de todo o mundo.

15 de novembro de 2003

Tomando um trago e escrevendo. Pena que não tenho uma máquina de escrever, mas isso faz parte de pertencer à geração da tecnologia. Mas o espírito bebum de alguns escritores famosos permanece em mim, mesmo que não tenha um por cento da competência dos mesmos. Não há nada melhor do que curtir o efeito por vezes anestésico de uma bela dose de vodka misturada com uma coca-cola e a maneira suave como desce pela sua garganta, o efeito hipnótico e alucinante do álcool em seu cérebro. Uma vez fiquei bêbado de licor e ouvi Velvet Underground. Foi uma excelente e inesquecível viagem de cinco minutos. E eu pude desfruta-la da melhor forma possível, deitado em minha cama, assistindo as lâmpadas girarem num jogo de luz fantástico. È realmente algo fabuloso a forma como o cérebro rodopia, porém mais fabulosa ainda é a forma essa sensação harmoniza-se perfeitamente com os acordes de uma Fender tocada pelo Lou Reed.
Como é triste saber que durante uma belíssima e agradável noite de sábado, você ficará confinado com suas frustrações e anseios dentro de seu quarto, se deixando levar pelo álcool e pelas palavras, digitadas de forma apressada e insegura, revelando um pedaço de sua alma que parte com o infinito enquanto milhares de pessoas anseiam pelas festas e divertimentos dignos de uma noite de final de semana.
Se me fosse permitido ou se meus pais estivessem viajando e a casa estivesse livre, acenderia um cigarro. Sei que dentro de alguns minutos me dirigirei ao hall do edifício em que moro e darei uma bela tragada em um maldito Marlboro Light. Finalmente saciado, subirei, deitarei em minha cama em posição fetal e lamentarei por não ter tido todas mulheres que desejei ou pelo simples fato de que não consigo me divertir num maldito final de semana. E gargalhadas ecoarão ao fundo, comemorando minha tragédia particular típica de um universitário inseguro, sem perspectivas de futuro e sem um pingo de auto-piedade.

14 de novembro de 2003

"Se não houve amor, valeu pelo gostar.
Se não houve gostar, valeu pelo querer.
Se não houve querer, valeu pela alegria de estar com você.
Se não houve alegria, valeu pela amizade.
Se não houve amizade, valeu pela intenção.
Se não houve intenção: foda-se então!"
Pssssiiiiuuu
Pssssiiiiuuu
Vou contar uma coisa,
eu sou uma borboleta.

Pele de veludo e pequenos olhos negros
Eu tenho asas de cores indescritíveis, você nunca viu nada igual
Não me deixe virar lagarta,
Tenho apenas esta noite.
Vamos brincar?
A partir deste sábado, dia 15, a General Motors inicia veiculação de campanha criada pela McCann-Erickson para o Celta. Com a trilha sonora Eu só quero um Xodó, de Dominguinhos e Anastácia, a agência criou um filme de 30 segundos com cenas em diversas cidades do Brasil, demonstrando o amor de seus donos pelo carro. Além do comercial, três outdoors estarão nas ruas das principais capitais brasileiras a partir do sábado. A criação é de Eduardo Hernandez, Fernando Reis e Luiz Boralli, com direção de criação de Marcelo Lucato. A produtora é a O2 Filmes, com direção de Vitor Mafra. Som da Speed Ball.

Fonte: MMonline

O Outro Lado da Propaganda

Acho legal usar essas músicas que trazem um peso de nostalgia no nosso peito - talvez porque eu tenha vivido épocas boas ao som delas - em peças publicitárias, pelo menos por 30s veicula-se boa cultura em rede nacional. É um bom disfarce, deveríamos investir nele, disceminar o que gostamos a partir de pequenas ações onde o foco é outro.


"Que falta eu sinto de um bem que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém eu levo a vida assim tão só
Eu só quero um amor que acabe o meu sofrer
Um xodó pra mim do meu jeito assim que alegre o meu viver..."


Coisa linda...
Continuando então a série desenhos interessantes, recomendo Tara McPherson que trabalha com pop arte, suas obras são muito interessantes, existe um determinado cinismo predominate na maioria de seu trabalho. Tara McPherson cría a ilusão ideal que faz com que seu trabalho pareça fresco. Divulga também que a perfeição tem falhas.



Outros artistas bons:

Shaunna Peterson -> Ironia elevada aos extremos nos seus trabalhos
Joe Sorren -> Ínfima delicadeza


Visitem o site do Shag, imperdível, excelentes desenhos. Nossa!!

13 de novembro de 2003

Quinta, 13 de novembro de 2003, 09h15

Preso tenta fuga espetacular no interior de SP


O preso Alexandro Gonçalves, 24, protagonizou uma tentativa de fuga espetacular, ontem, em Jundiaí, interior de São Paulo.


Alexandro, que cumpre pena num presídio do interior paulista, foi retirado da cela por policiais e, algemado, seguiu para o Fórum de Jundiaí. Enquanto aguardava audiência, Alexandro quebrou um dos ossos da própria mão para conseguir libertar-se das algemas.


Com as mãos livres, correu pelo Fórum, abriu uma janela e saltou do segundo andar do prédio para a rua. Alexandro subiu num ônibus em movimento para seguir na fuga. A polícia, no entanto, cercou o coletivo e conseguiu recapturar o fugitivo.


A audiência no Fórum poderia conceder benefícios ao preso, que se comporta bem na cadeia. Agora, Alexandro terá os benefícios suspensos.




Esse cara deveria ser libertado só pela audácia dele.

12 de novembro de 2003

Darren Grealish
"Cuidado. Cruzamento Perigoso. Pire à esquerda."
(Cabelo em busca da vaca púrpura)
Duas garrafas de vodka já haviam sido esvaziadas e nós não tínhamos mais motivos parar beber. Na verdade, nós tínhamos, mas o efeito do álcool foi tão avassalador que já havíamos nos esquecido do porquê de começar a beber. Acendi um dos meus últimos cigarros e me joguei sobre a cama, me virei de barriga para cima e assim que dei a última tragada, peguei no sono. Quando acordei, ela já não estava mais no quarto. Nem o dinheiro cuidadosamente separado em uma maleta de couro. A vadia havia levado até as balas do meu Glock 28. As garrafas jaziam ao lado da televisão ligada, onde era exibida uma luta de boxe. Pus-me a fitá-las com melancolia, tentando entender porque perdi os últimos dez anos de minha vida roubando bancos e mercados e postos de gasolina ao lado daquela mulher a qual jurei amor eterno.
Me dirigi ao banheiro e fiz a barba. Dei uma cagada e fumei um cigarro, enquanto em minha cabeça transitavam pensamentos de vingança e ódio e ressentimento. “Até as malditas balas da minha pistola”, murmurei enquanto coçava o queixo. A raiva me subiu a cabeça a tal ponto que dei um soco no meio do espelho, espatifando em um bocado de pedacinhos que cortaram meus punhos.
Por horas a fio fiquei imaginando se ela havia me trocado por outra pessoa ou se simplesmente decidira seguir sua vida sozinha, cruzando o país e assaltando estabelecimentos da mesma forma que nós fizemos por longos dez anos. A luta de boxe amador encerrara, e o comercial anunciava que seria exibido um especial de filmes do Charles Bronson. Ia ser uma noite longa.

11 de novembro de 2003

Abri a porta ao ouvir a campainha. Laura me abraçou calorosamente, disse que não poderia mais
aguentar os mal-tratos do seu pai. Tentei lhe acalmar, mas foi em vão. Ela estava desesperada. Me implorou
para que eliminasse o velho de vez, mas neguei o seu pedido. Pelo menos antes da primeira dose. Enquanto eu
bebericava meu uísque, Laura choramingava e relatava-me as barbaridades que seu pai havia cometido. Tomei
mais duas doses e isso deu uma clareada nos meus pensamentos. Para quem havia matado tanta gente (muitos até
inocentes), dar um fim a um velho canalha como aqueles não seria um grande problema. Carreguei o trinta e oito
e me dirigi ao trailer em que Laura morava com seu pai. Dei um pontapé na porta e me deparei com o velho
fodendo uma garota com pouco mais de dezesseis anos. Empurrei-a da minha frente e apontei a arma no meio
daquela testa enrrugada e lavada em suor. Dois disparos. Ele caiu duro. Dei mais um tiro no peito. Enterrei
o velho no quintal.
Uma nova velha experiência musical

Experimente ouvir Buena Vista Social Club - Chan Chan, você vai mudar de opnião sobre muitas coisas. O americano Ry Cooder reuniu a nata da velha guarda cubana neste disco emocionante. O projeto repercutiu pelo mundo despertando uma nova onda de adesão aos ritmos latinos tradicionais. Recomendo De Caminho a La Vereda, o melhor da música latina.




10 de novembro de 2003

Vivaz Tarde
Simplório e calmo. Talvez ausente, não sei.
O que sei é o que vejo. E ainda não vi nada.
O dia poderia passar mais depressa
Pra que eu possa aproveitar a noite.
Mas está tudo tão calmo e silencioso...

9 de novembro de 2003

Sobre os domingos

Eu só queria ser mais beijada
mais acariciada
ter mais surpresas
mais bem cuidada
Bem-cuidada é a palavra (com ou sem hífen não importa), ela resume o que preciso agora. De cuidados.
Não quero que isso pareça uma checklist, mas faço pedido sério que alguém atenda aos meus chamados.
Essa mania horrível de achar que as pessoas são como os personagens dos livros que eu leio, ainda vai me matar. Por mais que eu lute, é inevitável, sempre acabo cometendo o mesmo erro (mas porque não pode ser assim? Talvez não tenha compreendido, ou estivesse embriagada, mas juro que já foi como num livro..).
Mas tudo bem, traga-me uma xícara de chá e um prato com biscoitos, vai me destrair durante algumas horas....

7 de novembro de 2003

Trecho do Gaucho de Los Angeles, p.66:
"...Marcéli era uma menina completamente imprevisível, tinha um humor muito instável, auto-estima elevada, mas ao mesmo tempo se mostrava muito carente e suas atitudes oscilavam entre a infância e a maturidade com muita intensidade.
Havia sido criada num regime de rigidez até os quinze anos e depois disso fizera uma rebelião pessoal que mudou completamente o seu comportamento, o que lhe custou muitas discussões familiares e até mesmo a perda de algumas regalias que tinha quando era uma menina comportada. Durante a adolescência procurou aproveitar a vida da forma mais proveitosa possível. Ia a todas as festas, freqüentava todos os clubes, tinha muitos amigos e muitos namorados também. Mas num belo dia, estava numa festa de formatura do segundo grau da escola do seu bairro e conheceu Clayton, onde ficaram juntos durante a noite toda. Dali pra frente, ela só lembrava que nunca mais haviam se desgrudado, estavam sempre juntos e viviam num processo de brigas e reconciliações. Clayton sempre demonstrava gostar dela e era a primeira vez que ele tinha esse tipo de surto de indiferença em relação a ela.
- Talvez esteja na hora de dar um tempo e ficarmos um pouco separados. Se conseguirmos dar continuidade sem o outro, vai ser sinal de que estava na hora de se separar mesmo. Mas se um dos dois não conseguir...- ela pensava enquanto pintava as unhas.
Só de imaginar a possibilidade de terminar aquele relacionamento duradouro, Marcéli desistia de todas as idéias de separação. No fundo, sentia uma certa dependência dele a ponto de se sentir mal por isso.
Decidiu esperar mais uma semana para que as coisas melhorassem, caso isso não acontecesse, ela iria o procurar e eles iriam decidir este impasse de alguma forma... "

6 de novembro de 2003

Latência

Na minha casa antiga, tinha um sofá com pés de lata.
Mesmo sem rótulo, dava para perceber que eram de molho de tomate.
De alguma lanchonete vagabunda, dessas onde a barata te serve a comida, onde também as pessoas se encontravam para trepar, na penumbra da noite.

Mas não eram apenas latas, tinham um significado, afinal de contas
sustentavam o meu sofá.
Para mim, pilares gregos, bem definidos, bonitos, pomposos.

Lata? Era injusto chamar aquele ornamento de lata.
Conseguia enxergar a força com que elas seguravam o sofá, felizes.
Agradecendo por eu te-las tirado daquele cortiço, fedido e nojento.

Eram determinadas, feita de metal, mais pareciam ter saido de uma pintura.
Tinham uma aura "lanchonística", papos de cozinha, molho especial, refrigerantes.

Os cilindros mais bonito que eu já vi, com marcas que mostravam a dificuldade de suas existências. Foram feitas para serem testemunhas, eram observadoras da vida, porém sempre ignoradas.

Uma lata, não é uma lata, é um cilíndro metálico e melancólico.
Lata, recebeu esse nome medíocre de uma pessoa de alma pequena.

E se eu as pintasse?
Uma Conversa com Edgar Allan Poe

E o que era feio tornou-se bonito no outro instante
Para o alívio do rapaz que sentou ali, todo calado
O ceu parecia mais azul, talvez mais cintilante
Mas o mundo ainda era o mesmo, desbotado

Sem ambição de tornar-se noite ou madrugada
O dia já não ia mais adiante nem ficava parado
As luzes do dia piscavam e sua cabeça rodava
Isso já esta ficando chato e me deixou cansado

Não queria que tivesse sido assim, poderia ser diferente
Mas nem tudo é do jeito certo, ninguem controla
O que se sabe é o que fica guardado dentro da gente
Depois que o inseparavel vai embora.

Agora me pegou, deve estar fazendo efeito
Talvez não devesse tomar todas de uma vez
Mas se uma é boa, o resto parece perfeito
Não quero que agente se arrependa daquilo q não fez

Mas uma dor agora aperta o meu estomago
Minha cabeça doi e meu braço não quer obedecer
Vou por o dedo na goela e fazer ansia de vomito
Não acredito que vou morrer por causa de um LSD

Acho que não adianta mais, minha vista escureceu
Vou definhar no tapete da minha sala sem poder dizer
Tudo o que planejei por anos e ate agora não aconteceu
Sera esquecido e enterrado se eu não sobreviver

Quando o último suspiro quis me levar
Uni cada pedaço de força que ainda restava
Para reagir e conseguir me levantar
E naquele mesmo segundo a realidade voltava
Os maus sentimentos começaram a passar
Meus sentidos se recuperaram em desespero
Antes de levantar so consegui vomitar
Vou escovar os dentes porque tenho que trabalhar o dia inteiro
E depois voltar a me suicidar.

Nao parece mas fui eu qm fiz.
Dinheiro

Dinheiro, fuja
Arrume um bom emprego
Com um salário melhor você fica OK
Dinheiro, é um combustível
Agarre essa grana com as mãos e esconda-a
Carro novo, caviar, quatro estrelas, sonhar acordado
Acho que comprarei um time de futebol para mim

Dinheiro, volte
Eu estou bem, cara, tire suas mãos do meu monte
Dinheiro, é um golpe
Mas não me venha com esse papo furado
Estou naquela de olá - fidelidade
Viajando num grupo de primeira classe
Acho que preciso de um jatinho

Dinheiro, é um crime
Divida-o de um modo justo
Mas não pegue um pedaço da minha torta
Dinheiro, assim eles dizem
É a raiz de todo o mal hoje em dia
Mas se você pedir um aumento
Não é surpresa que eles não estejam dando nenhum
alguém afim de um mentolado?

Que vontade de fumar um cigarro.
Que vontade de encher a cara.
Que vontade de atravessar o Brasil na companhia de uma atriz pornô com o porta-malas de um Opala
cheio de drogas, armas e muito dinheiro.
Que vontade de assaltar um banco.
Que vontade de ser um rock star, de freqüentar a mansão da Playboy, de se entupir de anfetaminas
e abrir um show do Rolling Stones.
É triste saber que sonhos como esses não se realizam, que o máximo que me aguarda é um futuro
entediante como ilustrador mal-pago, careca, gordo e solitário.
Desculpem-me o desabafo, mas eu não vou ficar mentindo para mim mesmo ao dizer que tenho outros
objetivos na vida. Espero que, apesar de encher o saco de vocês todos, a quem prezo muito, este
desabafo os inspire para que persistam em seus sonhos. Desejo sorte para aqueles que não mentem
para si mesmo.

5 de novembro de 2003

SOBRE MARIA RITA

A Maria Rita tá tendo esse espaço todo na mídia só porque é filha da Elis Regina!
Pô, jura mesmo? Que perspicácia! E eu aqui pensando que o fato de ela ser filha da Elis Regina não influísse em nada...
Quarta-feira, Novembro 05, 2003

A Maria Rita é vesga!
Ah, uau, e você tem cara de mamão.

A MARIA RITA É UM PRODUTO DA MÍDIA! VOCÊ É UM PREGUIÇOSO QUE NÃO SE DÁ AO TRABALHO DE PROCURAR/APRECIAR MÚSICA DE QUALIDADE E FICA ESPERANDO QUE AS GRAVADORAS LHE DIGAM E LHE ENTREGUEM DE BANDEJA O QUE VOCÊ DEVE CONSUMIR! VOCÊ É UM BABACA MANIPULADO!
E você tem cara de mamão.

Agora falando sério.
Se ignorarmos o jabá na Rede Globo - com direito a especiais na TV e matéria paga sem vergonha na Época -, a campanha publicitária milionária feita pela W/Brasil e os milhares de fãs quarentões da Elis Regina que vão ao show da Maria Rita como quem vai a uma sessão mediúnica, o que é que sobra? Pra mim, uma grande cantora e um belo CD de estréia.

Além dos dois discos da Elis que eu tenho (o de 66 e o de 72), só conheço os maiores sucessos e mais uma ou outra gravação dela. Sei que é muito pouco pra poder fazer alguma comparação, mas sinceramente não acho que a Maria Rita seja tão parecida assim com a mãe. Nem para o "bem" (como querem os fãs saudosistas da Elis Regina), nem para o "mal" (como acreditam os detratores da Maria Rita).
Eu me interessei pela Maria Rita principalmente por causa das três músicas do Marcelo Camelo gravadas por ela, enquanto a velharada foi atrás dela simplesmente por ela ser filha de quem é. Todo mundo sabe que o público-alvo da Maria Rita são os órfãos da Elis Regina. Deu pra perceber isso muito bem no show que vi na sexta-feira, em que a média de idade dos espectadores era algo em torno de 45 anos.
Mas não é assim que as coisas funcionam? O Chico Buarque não era tachado de "novo Noel Rosa" no começo da carreira? E o que dizer dos Strokes? E o...
Enfim.

O show foi muito foda. A Maria Rita é muito simpática, apaixonante. A banda dela é extraordinária. Principalmente o pianista/tecladista. Destaque para Menina da Lua, Não Vale a Pena e Santa Chuva.
Antes do começo do espetáculo, uma sósia da Nara Leão, ciente de meu apreço pelo Los Hermanos mas não muito familiar às feições dos integrantes da banda, apontou para a frente e me disse que havia "um barbudo" lá. E não é que o barbudo era o próprio Marcelo Camelo? Eu nunca imaginei que ele, carioca, fosse assistir a um show da Maria Rita em SÃO PAULO, apenas UM dia depois de ter se apresentado no TIM Festival. Mas era ele mesmo!
E bem em cima de mim estava a Rita Lee! Quer dizer... Quando eu disse "bem em cima de mim", quis dizer que ela estava no camarote, justamente em cima do lugar onde eu estava. Ter a Rita Lee bem em cima de mim só seria interessante se estivéssemos em mil novecentos e sessenta e poucos. Aí, sim...
Aeeeee.... Valeu Nica...
Dieguito na banda, pedindo licensa e ja vou me sentando.
Pode ser aqui? Nesse cantinho aqui?
Intaum ta.
Espero poder trazer novidades interessantes sempre.
Depois vcs me ensinam a postar fotinhos?
Valeu

Trem das Onze

Não posso ficar nem mais um minuto com vo cê
Sinto muito amor, mas não pode s er
Moro em Jaçanã,
Se eu perder esse trem
Que sai agora as onze horas
Só amanhã de manhã.
Além disso mulher
Tem outra coisa,
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar,
Sou filho único
Tenho minha casa para olhar
E eu não posso ficar.


Quais quais quais quais quais quais
Cascarigudum Cascarigudum Cascarigudum

Vive o Grande Adonirã! E o Trio Iraquitã que interpretam este clássico do chorinho!!
Que coisa mais bonita!

3 de novembro de 2003

Trapezista

De que maneira chegaremos
às brancas portas da Via-láctea?

Será com asas ou com remos?
Será com os músculos com que saltas?

Leva-me agarrada aos teus ombros
como um cendal para agasalhar-te!

Seremos pássaros ou anjos
atravessando a sombra da tarde!

Deixaremos a terra juntos
e justapostos como metades,

sem o triste pó dos defuntos,
sem qualquer bruma que enlute os ares!

Sem nada de humanos assuntos:
muito mais puros, muito mais graves!

Cecília Meireles


E você, passa?



A marca mais famosa

Em 1894 dois irmãos, Edouard e André, estão participando de uma exposição em Lyon, na França, representando a sua empresa fabricante de pneus. No estande, montado para a ocasião, uma das peças de demonstração, era uma pilha de pneus, estratégicamente colocada à entrada, para chamar a atenção dos curiosos visitantes. Eis que se não quando, Edouard diz à seu irmão André; ao observar a pilha de pneus. André, se colocarmos braços e pernas, isto se transformaria num boneco, nest ce pas? Ao que responde André entusiasmado, oui mon frère! Exatamente alí, nascia a idéia e a história de uma das marcas mais conhecidas e famosas do mundo. Nascia o Bibendum!

O Gigante da estrada, de aparência monstrenga, mumiática e assustadora, na verdade é um Bib que cativa, envolve, surpreende e conquista prêmios. Segunda a revista Advertising Age, uma das publicações mais respeitáveis, no mundo da propaganda, destaca o Bib, como um dos dez Ícones publicitários do mundo no século XX.

Ao colocar Bib, junto a outros símbolos, entre eles, o coelinho da pilhas Energizer da propaganda Mundial, a Advertising, levou em conta vários aspectos das conquistas, do simpático bonequinho da Michelin. Como por exemplo: longevidade, reconhecimento do consumidor em relação a sua Marca, efetiva atuação do impacto, quando associado ao produto da empresa - Pneus Michelin!

A Marca Michelin é reconhecida mundialmente. Isso é referendado por outra publicação importante, a Canadense Report On Business, que em associação com o Londrino Financial Times e através de um Júri altamente qualificado, formado por especialistas em Arte, Arquitetura, Design e Publicidade, elegeram Bib como a melhor Logomarca do Mundo, entre as 50 mais importantes de todos os tempos.

----------------------------------------------------------

Nunca imaginei que seu nome fosse esse, bem interessante. Me lembra um dos fantasmas do desenho dos Caça-Fantasmas, um boneco gigante, que atormentava Nova Yorque. Não me lembro bem da história. Apesar de aquele parecia um padeiro..

Ele sempre me assustou, mas agora começa a ter certa simpatia até...

1 de novembro de 2003

Em plena era de Internet comercial, o spam é uma das principais perturbações para internautas, administradores de redes e provedores, de tal forma que o abuso desta prática já se tornou um problema de segurança de sistemas. Além disso, é também um problema financeiro, pois vem trazendo perdas econômicas para uma boa parte dos internautas e lucro para um pequeno e obscuro grupo.


Mas originalmente, SPAM foi o nome dado a uma marca de presunto picante (SPiced hAM, em inglês, de onde surgiu a sigla) enlatado da Hormel Foods, uma empresa norte-americana que vende o produto desde 1937. E como o nome de uma comida enlatada se tornou sinônimo de uma das piores pragas da Internet? A resposta é, curiosamente, o grupo de comediantes britânicos Monty Python.



Em um quadro de seu programa de TV na década de 70, eles encenaram uma cena surreal em um restaurante que servia todos os seus pratos com SPAM. A garçonete descreve para um casal de clientes os pratos repetindo a palavra "spam" para sinalizar a quantidade de presunto que é servida em cada prato. Enquanto ela repete "spam" várias vezes, um grupo de vikings que está em outra mesa começa a cantar "Spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, lovely spam! Wonderful spam!", interrompendo-a.


A primeira mensagem não-solicitada enviada por e-mail de que se tem notícia foi um anúncio da DEC, fabricante de computadores, que falava sobre a nova máquina DEC-20, em 1978. A mensagem, que foi enviada na ARPAnet (Advanced Research Projects Agency Network, rede de pesquisa avançada do Departamento de Defesa dos EUA, que deu origem à Internet), dava detalhes sobre o novo produto e convidava as pessoas para apresentações na Califórnia. O spam gerou polêmica na rede por violar as regras de uso da ARPAnet e um dos comentários mais curiosos da época é o do guru do GNU/Linux, Richard Stallman. No comentário, Stallman diz que não acha o spam um problema, posição totalmente contrária à que tem hoje.


Atualmente, a Hormel Foods ainda detém a marca registrada SPAM, além de um site com o domínio Spam.com, no qual se encontram informações legais e de copyright sobre a marca, links para suvenires e lembranças com o nome SPAM, fotos ampliadas de latas de SPAM e até um museu do SPAM, que obviamente não tem nada a ver com o site anti-spam de mesmo nome que havia no Brasil até o início deste ano.


Na verdade, a Hormel mantém certas reservas em relação à identificação de sua marca com uma prática comercial que vem despertando a ira de consumidores da Internet mundial. Em seu site, a empresa faz questão de frisar que se opõe ao envio de mensagem comercial não-solicitada e nunca se engajou nessa prática. Mas afirma que não vê problema no uso da gíria "spam" para designar tais mensagens, contanto que a imagem do produto que vende não seja associada com o termo e que, relacionada a mensagens eletrônicas, a palavra seja escrita com letras minúsculas. A palavra SPAM, com letras maiúsculas, deve ser usada apenas para indicar o produto alimentício, de acordo com o desejo da Hormel.