26 de setembro de 2004


Cupins ensinam a construir moradias sustentáveis


Uma equipe de especialistas da Universidade britânica de Loughborough desenvolve um projeto para usar cupins como modelos de construção de edifícios baratos e não prejudiciais ao meio ambiente. Durante três anos, os cientistas que participam do estudo averiguarão os sistemas de ventilação dos montes construídos por cupins africanos, segundo informa hoje o jornal Financial Times.

O objetivo da pesquisa é determinar como é regulada a qualidade do ar, a temperatura e os níveis de hidratação em um espaço debaixo do qual podem viver até 1 milhão de cupins. O projeto será iniciado na Namíbia, onde a estrutura interna dos ninhos - cujo comprimento oscila entre três e nove metros - será observada com o objetivo de elaborar um modelo informativo de três dimensões, que dará uma idéia do seus funcionamento.

Scott Turner, um dos pesquisadores do projeto, vê os ninhos como "órgãos de intercâmbio de gases, que atendem às necessidades respiratórias da colônia, situada aproximadamente a um ou dois metros de profundidade". Para Turner, o fato de suprir estas necessidades é "prodigioso" já que, explicou, "cada ninho contém até um milhão de cupins que, de modo coletivo, consomem oxigênio na mesma proporção que uma vaca".

Assim, estes ninhos são construídos de modo a captar a máxima quantidade de energia eólica para ventilar seu interior e conseguir um equilíbrio interno com pouca variação de temperatura, umidade e qualidade do ar. Com os achados deste estudo, se procura "levantar pistas que ajudem no desenvolvimentos de novos tipos de habitações humanas auto-suficientes", indicou Rupert Soar, responsável pelo projeto.

Fonte: Terra

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