13 de janeiro de 2004

Cordel do Fogo Encantado
Banda formada em Arcoverde, no interior de Pernambuco, o Cordel do Fogo Encantado partiu do teatro para chegar à música e lançou dois discos primorosos: "Cordel do Fogo Encantado (2001) e "O Palhaço do Circo Sem Futuro" (2002). Com um trabalho de percussão impressionante, o Cordel se aprofunda no resgate das tradições nordestinas e consegue combinar textos poéticos consagrados, canções de domínio público e poesia original com uma dramaticidade única.


Mundo Livre S/A
Ao lado da Nação Zumbi, o Mundo Livre S/A é o principal expoente do mangue beat, embora não flerte com o maracatu. Desde seu disco de estréia "Samba Esquema Noise", de 1994, a banda se destaca por sua reverência ao samba-rock de Jorge Ben Jor e congêneres, devidamente atualizado com samples e guitarras pesadas. A ligação mais explícita com a folia está no título de seu melhor disco, "Carnaval na Obra", de 1998, que apresenta um rock-samba-mangue para quem não é ruim da cabeça nem doente do pé.


B Negão
O som do carioca B Negão não tem nada a ver com o Carnaval, mas tem tudo a ver com o lado B da folia no Recife. Mais conhecido por seu trabalho como vocalista do Planet Hemp ao lado de Marcelo D2 (ele substituiu o fundador da banda, Skunk, que morreu em 1994), a escola de B Negão é o funk -ele foi integrante do Funk Fuckers- e o hip hop. Em 1999 iniciou sua carreira solo como rapper, mas ainda não tem disco lançado. Sua música mais conhecida é "Prioridade", incluída na coletânea "Hip Hop Rio".

(Fonte: Folha de São Paulo)


Música música música , boa música.
Gosto deles, embora não conheça muito B Negão. Mas o fato de ele ter lançado junto de Lobão uma revista bastante interessante, já me traz certa simpatia.
Boa música nova , com influências que me atraem, Jorge Ben o precursor, deixou um bom legado para o Mundo Livre S/A. Música brasileira regional com qualidade, sem ser pop, sem ser brega, eles ganham os ouvidos de muita gente pelo país a fora.

'Cordel do Fogo Encantado' A Literatura de Cordel do nordeste na sua origem, entre as fábulas e histórias maravilhosas, chamadas “de Trancoso”, também era muito utilizada como ferramenta de comunicação e transmissão de conhecimento entre as comunidades. Era comum esperar o repentista(aquele que faz versos de improvisos ao som da viola) ou o vendedor de folhetos (poderia ser a mesma pessoa) para contar as novidades, acontecimentos, etc. Esse conhecimento era passado oralmente e em versos alimentando assim a alma e o conhecimento das comunidades sertanejas. Hoje, com utilização do rádio, da televisão, jornal e internet o cordel tinha tudo para estar enterrado, ser peça de museu ou apenas citação de folclore nos livros escolares. Puro engano! O cordel está vivo, atual, contemporâneo e sofrendo as mudanças dessa “nova era”. Os artistas populares e recriadores, dentro e fora do nordeste, fazem seus versos e os saem dizendo/cantando pelo mundo afora. E assim vai continuar por muito e muito tempo e cada vez mais...

Algo que tem esse doce nome tem que ser muito bom, e de fato, eles o são.

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