31 de janeiro de 2005


ESTANTE CLANDESTINA

Editores tentam enfrentar na Justiça movimentos de fundo anarquista, que lançam livros ilegalmente na internet


Por Ana Paula Sousa

Ninguém sabe como eles se chamam e nem de onde vêm. Mas suas publicações já estão se tornando conhecidas nos corredores das universidades e no setor editorial brasileiros. Eles se auto-intitulam sabotadores. E sua editora é o site Sabotagem. No
slogan, disparam sua filosofia: Conhecimento não se Compra. Se Toma.

A subversão dos direitos autorais e a criação de um sistema alternativo de difusão de livros, um dos temas-chave do Fórum Social Mundial (que acontece de 26 a 31 de janeiro em Porto Alegre), tem nos integrantes do Sabotagem seus representantes mais radicais. O site oferece, para download gratuito, cerca de 200 títulos.

De ilegalidade, eles podem ser acusados. De mau gosto, não. Nessa biblioteca clandestina há de Foucault, Dostoievski e Kafka a títulos recentes de José Saramago, Gabriel García Márquez e até Chico Buarque, passando ainda por poesias e textos políticos.

Eles também já fizeram suas incursões pelo mundo real, com a impressão de dez livros, todos com capas novas e um editorial do grupo. A tiragem mínima, de cerca de 200 exemplares, tem um sentido mais simbólico - para não dizer provocador - do que prático, já que a distribuição é para lá de amadora. Os livros impressos saem pelo
preço de custo, de R$ 6 a R$ 10.

Ocultos sob endereços de e-mail, os integrantes do site orgulham-se de dizer que, em geral, se recusam a dar entrevistas. "Para a revista em que trabalhas, abrimos uma exceção", asseguram. Mas não sem ditar as regras. Num primeiro momento, parece que laçá-los é missão para hacker.

Apenas cinco dias após o envio do primeiro e-mail CartaCapital obteve retorno do grupo. Na ligação, feita de um orelhão de Porto Alegre, sugeriram que a entrevista fosse feita via Messenger, um sistema de conversação on-line. O argumento de que tal método seria confuso não convenceu Julia, a garota do outro lado da linha. "É bem
melhor por Messenger. Assim tu vais poder sentir melhor o coletivo. É importante falar com vários membros e, como fica cada um num lugar do País, esse é o único jeito."

Imposição aceita, no dia e hora marcados pipocaram na tela do computador os apelidos Poe, Giulietta, Gorilla, Baudelaire e Monet. Para se ter uma idéia de quem são esses jovens, um breve perfil de dois deles: Poe tem 24 anos, é professor de Geografia do Ensino Médio e mora em São Paulo; Giulietta, tem 21, mora no interior do
Rio Grande do Sul e concluirá o curso de Direito no meio do ano.

A explicação para os codinomes tem um pé no intelecto e outro na prática. "A identidade oculta é a nossa principal estratégia e a possibilidade de agir sem ser visto sob o véu de uma identidade coletiva", explica Poe. Graças a essas identidades "voláteis", também escapam de umas e outras.

Em meados de 2004, quando digitalizaram Stupid White Men, de Michael Moore, entraram na mira da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a pedido da W11, editora de Moore no Brasil. Mas não receberam a notificação que detonaria um possível processo judicial porque, simplesmente, ninguém os encontrou.

Wagner Carelli, diretor da W11, não pode nem ouvir falar neles. "Eles são ladrões e covardes, uns filhinhos de papai que não têm mais nada para fazer", ataca. "Ficam aí bancando o Robin Hood, mas o que eles querem mesmo é a pequena publicidade." Carelli pondera que essa pirataria não atinge o seu negócio, já que ninguém deixa de
comprar um livro por causa do site. "Mas eu pago imposto, não vivo de trambiques e, moralmente, não posso aceitar que essa gente fique roubando livros!"

Os sabotadores, obviamente, não se acham criminosos. O site, garantem eles, está ancorado numa ideologia. Durante a entrevista, fazem referências a autores como Hayke Bey, Baudrillard, Chomsky e Luther Blissett e a grupos com iniciativas semelhantes às suas, como o coletivo italiano Wu Ming e o movimento Squatt da Europa.

Antes de entrar para o grupo, todos já haviam participado de outros movimentos, de rádios livres a atos anarquistas. "O que atrai no Sabotagem é a possibilidade de ação direta, de atacar noções e práticas que considero não democráticas. Agimos politicamente na desconstrução de um discurso que atende ao status quo", define
Giulietta.

Poe defende que, só com a democratização da informação, pode-se pensar numa transformação social. E exemplifica: "Há três meses, recebi um e-mail de um menino do interior do Nordeste perguntando qual seria o melhor modo de imprimir os livros. Ele disse que, finalmente, a escola pública onde a mãe dele trabalha poderia ter
uma biblioteca. Eu fiquei de queixo caído".

Para que mais gente possa imitá-los, os sabotadores incluem no site um manual que detalha o processo de digitalização dos livros originais - escanear página por página, passar corretor ortográfico e, depois, encontrar um provedor estrangeiro que abrigue o site, uma vez que, no Brasil, seriam logo descobertos.

Questionados sobre a situação dos autores, que deixam de ser remunerados, os jovens se dividem. Alguns defendem que o dinheiro não deve ser o único estímulo de um escritor, que ele deve escrever pensando num "bem maior"; outros destacam que os direitos autorais protegem a editora, e não o autor. Giulietta arremata: "Quem diz que o que fazemos é pirataria não está interessado em publicar nossos argumentos nem em falar sobre o que estamos propondo".

O Sabotagem chama a atenção pelo extremismo e pelo anonimato, mas, na verdade, outros tantos grupos - ou pessoas isoladas - vêm rejeitando a propriedade intelectual e a estrutura do copyright. Felipe Corrêa, de 26 anos, formado em Editoração, é um deles. Um dos criadores da editora Faísca, que não possui nem registro nem costuma pagar direitos autorais, Corrêa é contra o copyright tradicional, mas também não acha justo, simplesmente, atropelar os autores.

Antes de publicar qualquer coisa, ele telefona para o escritor pedindo autorização. Fez isso, por exemplo, com Noam Chomsky quando quis colocar no prelo Notas sobre o Anarquismo, lançado em parceria com a editora Imaginário. "Ele autorizou imediatamente. Mas eu não sou radicalmente contra o direito autoral. Às vezes, até pagamos alguma coisa para o autor, mas nunca o valor de mercado", explica.

Por não existir juridicamente, a Faísca não pode colocar seus títulos em livrarias e, claro, está sob permanente ameaça. Mas isso está longe de preocupar Corrêa: "Meu propósito é divulgar textos militantes, que ajudem a esclarecer as pessoas".

Nesse mesmo trilho corre José Roberto Abrahão, da Alexandria Virtual, que disponibiliza em seu site ou títulos já em domínio público ou aqueles autorizados pelos autores. "Não acho que seja uma questão financeira, uma vez que duvido que os downloads causem prejuízos reais. É uma questão de postura mesmo", defende. "Além
disso, a tendência é que cada vez mais autores autorizem a divulgação de seus textos na internet."

Não é o que pensam as editoras tradicionais. Mauro Lorch, dono da editora Guanabara Koogan e diretor da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), diz que, este ano, a principal meta da entidade - que age em conjunto com a CBL - é coibir a expansão desses movimentos. "A democratização da leitura se dá através das
bibliotecas e do barateamento do produto", lembra. "Por enquanto, essas ações não atingem diretamente o nosso negócio. Mas, se não agirmos rapidamente, passarão a atingir."

De sua sala em Brasília, o diretor de políticas digitais do Ministério da Cultura, Cláudio Prado, dá a entender que não se alinha com a ABDR. "A internet é um veículo da pirataria ou da democratização do acesso?", provoca. "A lei deve ser respeitada, mas também não podemos deixar de olhar para esses movimentos. Eles evidenciam a necessidade de flexibilização dos direitos autorais e mostram que existe uma demanda por um novo modelo de gestão dos produtos culturais."

[site citado na reportagem: http://www.sabotagem.cjb.net/ ]

Fonte: Carta Capital

28 de janeiro de 2005



Hino à Ubiratan (download)


Ubiratan imortal e brilhante
De Dourados és o leão forte e gigante

Não, não tem comparação
Tem união e amizade
A bola rolando tremulando a bandeira
Ubiratan hoje é realidade

Só muita gente feliz
Só glória e tradição
E para completar a nossa alegria
Ubiratan hoje é o campeão.

25 de janeiro de 2005


Belo movimento social...

Tucanos são expulsos de acampamento do FSM


Sete militantes do PSDB foram expulsos do acampamento do Fórum Social Mundial em Porto Alegre por alguns acampados não-identificados. Um dos expulsos, presidente estadual da Juventude do PSDB, Paulo Roberto da Rocha, afirma que eles estavam acampados há 10 minutos quando outros participantes cercaram suas barracas e os forçaram a deixar o local. Os militantes estavam identificados com bottons e camisetas.

Pelo menos 30 policiais da Brigada Militar estiveram no local para tentar contornar o problema. Não houve feridos. Conforme o organizador do acampamento, João Portela, os tucanos poderão retornar, porém ele afirma não ter como garantir a segurança deles.

O presidente estadual da Juventude do PSDB decidiu que os expulsos vão esperar até amanhã para voltar ao acampamento, já que os militantes do interior já estarão em Porto Alegre. O Fórum Social Mundial começa amanhã e vai até o dia 31 de janeiro.

Fonte: Terra

24 de janeiro de 2005

DISCURSO DE CAETANO VELOSO, NO TUCA, EM SÃO PAULO (SP), DURANTE APRESENTAÇÃO DA MÚSICA É PROIBIDO PROIBIR, 28/09/1968

"Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês tem coragem de aplaudir este ano uma música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado; são a mesma juventude que vai sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada, nada, nada , absolutamente nada. Hoje não tem Fernando Pessoa! Eu hoje vim dizer aqui que quem teve coragem de assumir a estrutura do festival, não com o medo que sr. Chico de Assis pediu, mas com a coragem, quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e fazê-la explodir foi Gilberto Gil e fui eu. Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa, que juventude é essa? Vocês jamais conterão ninguém! Vocês são iguais sabe a quem? São iguais sabe a quem? - tem som no microfone? - Àqueles que foram ao Roda Viva e espancaram os atores. Vocês não diferem em nada deles, vocês não diferem em nada! E por falar nisso, viva Cacilda Becker! Viva Cacilda Becker! Eu tinha -me comprometido em dar esse ?viva? aqui, não tem nada a ver com vocês. O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira! O Maranhão apresentou esse ano uma música com arranjo de charleston, sabem o que foi? Foi a Gabriela do ano passado que ele não teve coragem de, no ano passado, apresentar, por ser americana. Mas eu e Gil abrimos o caminho, o que é que vocês querem? Eu vim aqui pra acabar com isso. Eu quero dizer ao juri: me desclassifique! Eu não tenho nada a ver com isso! Nada a ver com isso! Gilberto Gil! Gilberto Gil está comigo pra acabarmos com o festival e com toda a imbecilidade que reina no Brasil. Acabar com isso tudo de uma vez! Nós só entramos em festival pra isso, não é Gil? Não fingimos, não fingimos que desconhecemos o que seja festival, não. Nínguém nunca me ouviu falar assim. Sabe como é? Nos, eu e ele, tivemos a coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas, e vocês? E vocês? Se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos! Me desclassifiquem junto com Gil! Junto com ele, tá entendendo. O juri é muito simpático mas é incompetente. Deus está solto! (Canta trecho de É proibido Proibir) Fora do tom, sem melodia. Como é juri? Não aceitaram? Desqualificaram a melodia de Gilberto Gil e ficaram por fora! Juro que o Gil fundiu a cuca de vocês. Chega!?
sempre me esqueço de como é triste a volta.
a gente pensa que mudou, mas no regresso se nota que tudo o mais é o mesmo de quando se partiu.
a cama, continua lá
o gato, continua lá
a mesa, continua lá
só o que não continua é o meu chinelo.

"Temperatura"
(Álvaro Moreyra)

Quando eu era mais moço tive na vida um sorriso para tudo.
Tive?
Ainda tenho.
Mas hoje o meu sorriso é como o sorriso das bailarinas.
Um sorriso na ponta dos pés, que espia o público
e que às vezes nem está sorrindo.
Dura enquanto dura a dança...

18 de janeiro de 2005


Cientistas alertam para forte tempestade magnética


O Instituto de Ionosfera e Magnetismo Terrestre da Rússia (IZMIRAN) alertou hoje para uma forte tempestade magnética que afetará a Terra nas próximas horas por causa de uma grande explosão no Sol.

"Na noite de hoje e amanhã poderemos sentir os efeitos de uma grande explosão ocorrida ontem no Sol", disse Anatoli Belov, chefe do laboratório de magnetismo e ondas do IZMIRAN, à agência oficial russa Itar-Tass.

Belov informou que a atividade solar começou a se intensificar em 1º de janeiro e que na quarta-feira e no sábado da semana passada ocorreram explosões no Sol que originaram tempestades magnéticas. "Ontem houve uma explosão mais potente, que formou no Sol uma mancha dez vezes superior ao diâmetro terrestre, emanando um potente fluxo de partículas ionizadas, que quando alcançarem nosso planeta provocarão um forte tempestade magnética", destacou Belov.

Em condições normais esse fluxo de partículas passa despercebido, mas quando sua intensidade é muito alta o campo magnético terrestre é alterado, o que tem efeitos nos organismos, afirmou.

As tempestades magnéticas provocam as auroras boreais, prejudicam as transmissões de rádio e influem de modo negativo na saúde das pessoas sensíveis ao campo magnético terrestre. Dependendo da intensidade, as tempestades magnéticas também afetam o funcionamento dos satélites, redes elétricas, sistemas de navegação, oleodutos e o transporte ferroviário.

Valeri Bogomolov, diretor adjunto do Instituto de Problemas Biológicos da Rússia, informou que a Estação Espacial Internacional (ISS) opera em regime de alerta para minimizar os efeitos da tempestade magnética. "O cosmonauta russo Saizhan Sharipov e seu colega americano Leroy Chiao controlarão permanentemente o nível de radiação na parte exterior da ISS", afirmou Bogomolov à Itar-Tass.

O cientista afirmou que quando a ISS estiver voltada para o Sol os astronautas permanecerão nos módulos Zaria e Destinity, as estruturas da estação espacial nas quais estão mais bem protegidos dos efeitos da radiação.

Fonte: Terra

12 de janeiro de 2005


Voluntários serão torturados em estudo sobre fé


Cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, vão torturar pessoas em laboratório para verificar se a fé em Deus é uma forma eficaz de aliviar a dor. O estudo, que será acompanhado por neurologistas, farmacologistas, filósofos e teólogos, buscará saber como crenças religiosas se manifestam no cérebro humano.

Entre as experiências a serem realizadas, será esfregado um gel à base de pimenta na pele de voluntários, que serão convidados a tentar estratégias diversas para minimizar a sensação de ardor. Para as pessoas com forte convicção religiosa, entre essas estratégias estará a fé.

Enquanto estiverem sofrendo, os voluntários serão expostos a símbolos religiosos como imagens da Virgem Maria ou um crucifixo.

Mudança no cérebro
Em outro teste, o vice-diretor do Centro de Oxford para a Ciência da Mente, Toby Collins, usará anestesia e equipamento para observar transformações nos tecidos do cérebro para investigar as fronteiras da consciência.

"Dor tem sido um ponto central para muitos problemas em que pensadores religiosos e outros têm se concentrado", disse o neurocientista do departamento de fisiologia de Oxford, John Stein. A neurologista Susan Greenfield, do Centro para a Ciência da Mente, disse que serão usados testes de ressonância magnética para verificar o grau de influência de crenças religiosas e espirituais, tais como "a crença ilógica na superioridade inata do homem".

O estudo deverá durar dois anos e deverá receber fundos da ordem de US$ 2 milhões da Fundação John Templeton, que tem cunho filantrópico e é sediada nos Estados Unidos.

Fonte: BBC Brasil

27 de dezembro de 2004




Nasa alerta sobre risco de asteróide para Terra

A Nasa revelou ontem que o risco do asteróide 2004 MN4 passou do nível 2 para o 4 na Escala de Torino, que mede o perigo de colisão de asteróides com a Terra. A escala vai até 10.

Segundo cientistas, a chance de choque é de 1 em 60 para abril de 2029. No entanto, só com dados das próximas semanas e meses será possível avaliar a ameaça real.

Fonte: Terra

23 de dezembro de 2004


Cientista propõe um novo calendário permanente

Um cientista norte-americano está sugerindo a adoção de um novo calendário para marcar a passagem dos dias em que os feriados e aniversários cairiam sempre no mesmo dia. Richard Conn Henry, professor do Departamento de Física e Astronomia Henry A. Rowland, da Universidade Johns Hopkins, acredita que o novo sistema, baseado na análise científica, permitiria "profundos benefícios práticos e econômicos", segundo a Agência Fapesp.

No calendário do pesquisador, cada período de seis meses é idêntico ao seguinte. Janeiro, fevereiro, abril, maio, julho, agosto, outubro e novembro têm 30 dias. Março, junho, setembro e dezembro têm 31. Se um aniversário cai no sábado em um ano, cairá também no sábado no ano seguinte e em todos os outros. Natal e Ano-Novo seriam sempre aos domingos.

"É só pensar um pouco sobre quanto tempo e esforço são dispendidos para adaptar os calendários de cada organização no mundo ao calendário do próximo ano que as vantagens do C&T se tornam óbvias. Ele faria a vida muito mais simples, permitiria um planejamento racional das atividades e traria benefícios econômicos imensos, especialmente para as empresas", disse Henry em comunicado da Universidade John Hopkins.

O cientista, que é ligado à Nasa, usou programas de computador e fórmulas matemáticas complexas para adaptar o calendário proposto em 1996 pelo matemático norte-americano Bob McClenon. O novo sistema recebeu o nome de C&T, Calendar-and-Time Plan.

Henry começou uma campanha a partir de um site na internet para estimular a adoção do calendário C&T em 1º de janeiro de 2006. Segundo ele, a data seria ideal já que cai no domingo tanto pelo calendário atual quanto pelo novo, o que facilitaria a transição.

O calendário gregoriano, que está em vigor hoje, precisou remover 11 dias no mês em que passou a valer, outubro de 1582. O motivo para o ajuste deriva do mesmo problema que torna um desafio tão grande a construção de outro calendário hoje: o fato de que há um número não exato de dias no ano terrestre. São exatamente 365,2422 dias, o tempo de translação da Terra em torno do Sol.

Para lidar com a "sobra", o calendário atual marca um ano bissexto, com 366 dias, a cada quatro. A exceção são os anos múltiplos de cem e que não sejam múltiplos de 400.

O calendário de Henry propõe o abandono dos anos bissextos e a adoção, a cada cinco ou seis anos, de um ano diferenciado, com sete dias a mais.

Fonte: Ciência Hoje

20 de dezembro de 2004

"[..]Entendam a idéia de Lacan: As fantasias têm de ser irreais, Porque no momento, no segundo que consegue o que quer, não quer, não pode querer mais.

Para poder continuar a existir
o desejo tem de ter os objetos
eternamente ausentes.

Vocês não querem "algo",
querem a fantasia desse "algo";

O desejo apóia fantasias desvairadas.

Foi essa a idéia de Pascal ao dizer
que somos realmente felizes
quando sonhamos acordados com a felicidade futura.

Daí o ditado:
"O melhor da festa é esperar".

Ou: "cuidado com seus desejos",
Não pelo fato de conseguir o que quer,
mas pelo fato de não querer mais
depois de conseguir.

Então a lição de Lacan é:
Viver de desejos não traz a felicidade.

O verdadeiro significado do ser humano é a luta
para viver por idéias e ideais.
E não medir a vida pelo que obtiverem em termos de desejos,
mas pelos momentos de integridade, compaixão,
racionalidade e até auto-sacrifício.

Porque no final, a única forma de medir
o significado de nossas vidas
é valorizando a vida dos outros...."

Claudio Julio Tognolli
Fonte: Caros Amigos

16 de dezembro de 2004


PERHAPS THERE ARE TIMES IN OUR LIVES WHEN WE SIMPLY FLOAT, OUR OWN PRODUCTION OF WORDS AND STORIES SILENCED.

ABRUPTLY NOW OUR MIND GOES ELECTRIC WITH SENTENCES, WORDS, STRINGS OF UNRELATEDS.

SUDDENLY WE CAN SPEAK IN A VOICE THAT PLEASES US, A VOICE THAT IS REALLY OURS

OUR VOICE HAS GOTTEN SO SOFT BY NOW AS TO BE INAUDIBLE TO ANYONE BUT OURSELVES.


Muntean & Rosenblum: Adi Rosenblum, israelense e Markus Muntean, austríaco.

Adi Rosenblum afirma [...] "obsessão das pessoas pela juventude".
[...] "O fato é que nós vivemos em uma sociedade que mostra, o tempo todo, imagens de jovens lindos. As pessoas estão completamente obcecadas por isso", diz a artista.

"Fomos levados a acreditar que os tempos mudam rapidamente agora e que a história se move cada vez mais rápido. Mas o tempo não muda. É o ritmo, a nossa maneira de ler o tempo, que muda"
(eu pude ver isto ao vivo, e foi excitante)

15 de dezembro de 2004



Brasil ganha personagem de HQs viciado em Web

O cartunista Mauricio de Sousa criou um novo personagem para a turma da Mônica. O Bloguinho fez sua estréia na revista Cebolinha nº 221.

O novo companheiro da turma é um viciado em Internet. Bloguinho vai participar das histórias sempre envolvido com temas ligados à tecnologia como: salas de bate-papo, ICQ, Messenger e e-mail.

Bloguinho é irmão caçula do TV Luisão, personagem que é fanático por televisão.

Fonte: Terra

13 de dezembro de 2004


"Se eu tenho uma maçã e você tem uma maçã e nós trocarmos maçãs, cada um de nós continuará tendo apenas uma maçã, mas se eu tenho uma idéia e você tem uma idéia e nós trocarmos essas idéias, cada um de nós passará a ter duas idéias"

George Bernard Shaw

10 de dezembro de 2004

revoluções = ondulações = contorsões = Beatriz Milhazes

8 de dezembro de 2004

cada dia que se passa eu me mato mais um pouco.
queria mais drogas e um pouco de whisky, pena que os alcóolicos não me caem bem.
eu só visto seda.

3 de dezembro de 2004

Estava dando uma volta... virtual, sim, mas ainda uma volta. Precisava respirar, descansar. Deparei-me com a comunidade 'Cristianismo'. Pensei: 'Quando pequeno acreditava nestas historinhas. Será que só temos criancinhas nesta comunidade?'. Ponderei um pouco e concluí: 'Não entrarei'. Mas entrei. Foi necessário. Chegando lá deparei-me com inúmeros assuntos abordados, li alguns, comecei a ficar triste. Há tempos não adentrava em um 'coletivo pensante' (entenda-se aqui por pessoas que têm pensamentos semelhantes) tão distante do meu. Segue abaixo a transcrição dos dizeres de uma garota e um rapaz, apenas como amostra. Acho que estou ficando velho, e triste. Não consigo expressar em palavras a dor que me causa pensar sobre estas pessoas e as idéias que passam por suas cabeças. Não consigo...


[Garota]

Na verdade, estou lutando contra este vício desde os 13 anos. Antes eu nem achava tão grave, pelo contrário, eu até gostava, mas com o tempo, e com a noção do pecado, comecei a sentir peso na consciência por aquilo que faço. Sinto muita culpa, arrependimento... Já tentei por muitas vezes parar, fiz diversos propósitos, orei muito, jejuei... já cheguei a ficar uns 6 meses sem fazer (só Deus sabe o sacrifício que passei, tive que dobrar muito o joelho...), mas chega uma hora que não dá mais pra agüentar, o próprio corpo pede, pois se vc não cede à vontade, não consegue fazer nada direito, perde o controle sobre seus atos, o pensamento começa a se perder e vc acaba fazendo pra se aliviar disso tudo... O alívio sempre vem, é verdade... Só que depois vem a frustração. Será que aquilo foi mesmo necessário? Mas também eu penso: Do jeito que eu estava, será que eu conseguiria mesmo suportar?

Se eu estivesse com alguém, não acredito que cairia em um pecado maior (até pq não existe isso de pecado maior, todo pecado é pecado e pronto.). Em todo caso, não penso em ter o sexo pelo menos enquanto sou solteira, e isso é promessa que fiz ao Senhor meu Deus. E mesmo que eu estivesse namorando, como já aconteceu, nunca permiti que isso fosse motivo de queda para "os dois", pois sei me comportar neste sentido. O problema é comigo mesma, quando estou sozinha (até pq, a masturbação é algo muito pessoal, íntimo, mas que precisa ser combatida), pois não me masturbo por causa de um pensamento vulgar, algo pornográfico, ou coisa assim... Me masturbo apenas para me sentir bem, aliviada, relaxada, tirar o stress... E esse é um dos motivos de ser tão difícil eu me livrar deste vício.

E não acho que seja uma boa alternativa casar só pra fugir deste problema, pois a razão principal do casamento não é exatamente essa. O abrasar-se do qual Paulo se referia não era exatamente a masturbação, mas ao sentimento que advinha da forte atração por alguém do sexo oposto. Pois imagine se uma jovem de 13 anos tivesse que se casar para fugir deste problema? Ainda mais sabendo-se que muitos permanecem no vício mesmo depois de casados (masturbação e sexo não são exatamente a mesma coisa, as sensações podem ser as mesmas mas o porquê de se masturbar é completamente diferente).

De qualquer forma, tenho encontrado muita dificuldade nesta área. E acho que todos nós também temos essa difículdade. Não são raras as pessoas que se dizem curadas (como já aconteceu comigo) e de uma hora pra outra, por um momento de fraqueza, teve uma queda, e com a queda, voltou ao vício... Temos que ter ciência de nossas fraquezas.. é uma luta que travamos a cada dia...

Enfim...

Vcs também passam por essas dificuldades? Mesmo determinado a sair deste vício, o que tem levado vc a cair? O que têm feito para evitar a queda nas horas de crise?

[Garoto]

Desde meus 12 anos eu luta com a culpa que a masturbaçao me traz.
Sempre tive muito desejo sexual, mas na adolescencia eu era muito tímido e nao conseguia transas. Engraçado que com algumas meninas que eu gostava eu conseguia contato e elas até gostavam de mim também, mas quando eu estava apaixonado, nao sentia muito desejo sexual por elas, era algo mais de carinho, admiracao, vontade ficar junto. Coisa de crianca eu acho.
Entao eu me masturbava pelas outras, que eu achava mais vulgares e que me atraiam sexual(selvagemente até), mas nao tinha contato com elas. Tudo isso sempre me frustou.
Depois eu comecei a ir para a igreja e, principalmente pelo meu historico, achei que fosse plano de Deus eu ficar solteiro mesmo. Daí continuei a lutar muito contra a masturbaçao, porque a culpa era bem maior, sempre achei que fosse pecado me masturbar!
Quando eu me batizei fiquei um bom tempo sem me masturbar, mas com muito desejo (mas sempre sem tentar me envolver com ninguem, por acreditar naquele meu destino solitario). Eu tinha aqueles sonhos molhados com frequencia, e me sentia perturbado com isso.
Depois de alguns meses eu comecei a relaxar e acreditar que se meu destino fosse ficar so mesmo eu nao teria tantos desejos.
Comecei a olhar coisas tentadoras de novo e apensar nelas tambem. Em pouco tempo tudo comecou de novo.
Depois eu sai da igreja (por outros motivos), ainda relutei um pouco, mas comecei a buscar uma mulher pra mim. Eu sei que se comecar a gostar de alguem, e tiver perspectivas de relacionamento, meu desejo de me masturbar sera muito menor. Sei porque isso ja ocorreu algumas vezes(e nao precisei transar pra sentir isso).
Agora nao sei se e o diabo, ou que porcaria acontece, que nunca consigo uma pessoa com quem possa estabelecer um relacionamento serio e razoavel. Sei que nao sou nem o mais exigente e nem o menos atraente dos homens, e nem o que procura menos tambem.
O desanimo apos uma frustracao num relacionamento ja me levaram a me masturbar.
Eu acho sim que um dos maiores objetivos do casamento, é vc fugir desse tipo pervercao; nao so isso, mas de fugir de prostituicao, relacionamentos fora do casamento, traicoes ao conjuge, e mesmo o simples desejo a pessoas comprometidas que fica muito agudo quando vc nao tem ninguem.
E acho que exista diferenca de pecados sim, nao e a mesma coisa eu desejar uma mulher casada e ir pra cama com ela.
Jesus disse que olhar cobicando e adulterio, mas envolvimento sexual compromete o corpo(como disse S.Paulo); alias o corpo de duas pessoas(veja que ele diz que a prostituicao é um pecado onde se peca contra o proprio corpo).

Ah São Paulo...sou seu fã!!!

Ei irmaos, sabe que esse ponto é algo que eu nao entendo na minha vida. Se eu nao sou um daqueles escolhidos pra ficar solteiro, porque as coisas sao tao dificeis?
Será que é o inimigo mesmo?
Porque nesse papo de que uma hora "aparecerá a tua escolhida varão", eu já to rodando um bom tempo sem conseguir controlar meus instintos!
Sei que a culpa nao e de Deus e que talvez isso sirva para me provar mesmo.
Mas é tao dificil que as vezes (muitas) eu nao consigo me controlar, numa conducao, por exemplo, se aparece alguma mulher muito tentadora e me provocar (ou eu me sentir provocado) me sinto tentado a toca-las. Isso me deixa arrasado! Hoje ja controlo muito melhor isso, mas ja cheguei a tentar algumas vezes, umas deixaram outras nao. Mas é horrível vc se ver como um tarado, sei lá. Imagina aquelas pessoas que tem compulcao sexual e transam com pessoas que nem conhecem.
Isso deve variar de pessoa pra pessoa, mas ainda acho que masturbacao, e no minimo, desfavoravel, ate pecado mesmo.
Nao sei que gravidade ha, ate acho que nao seja mesma coisa vc desejar a mulher do seu irmao e desejar uma atriz de filmes pornos; mas tb nao sei como O Senhor deivide essas coisas.
Mas sei que sem pureza, meus caros, nenhum de nos há de conhece-Lo!!!

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

(...)Tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não.

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que nínguem no mundo vence
A beleza que tem num samba não
(...)"


(Vinícius de Morais - Samba de Benção)

Como é bom ser alegre, é tão triste ser triste. Deve cansar ser assim, tão mal-humorado, tão reparador, tão implicante. Perde-se tanto tempo, dá tanto trabalho não gostar das coisas, que às vezes é melhor fazer o esforço!

As pessoas não existem!

E como diria Dylan, "Eu prefiro ser Elvis!"
O mundo é um grande piada! Mas uma daquelas como a grande piada do Monty Python, faz você MORRER de tanto rir..

1 de dezembro de 2004

Gilberto Gil coloca obra completa na internet

O site reformulado do músico-ministro, seguindo seus raciocínios de defesa da liberdade autoral, ali estão disponíveis para audição on line na íntegra todas as faixas de todos os seus discos -inclusive o novo. (em Streamer).

A tecnologia do site também é livre: http://www.gilbertogil.com.br

Grande mestre Gil, quem sabe um dia a arte será livre e acessível a todos, e então finalmente vamos poder produzir maravilha de verdade!

29 de novembro de 2004


O medo de aranhas com os dias contados

Pesquisadores da USP desenvolvem método capaz de curar aracnofobia sem traumas


É possível perder o medo excessivo de aranha: isso é o que indicam os resultados preliminares de um estudo feito pela pesquisadora Laura Carmilo sob orientação do professor Francisco Javier Ropero, da Universidade de São Paulo (USP).
A primeira fase de testes para tratamento da aracnofobia contou com quatro voluntários, dos quais três foram curados. No período de um mês os pacientes foram submetidos a dois testes de aproximação comportamental ? um no início do tratamento e outro no final ? nos quais eram colocados diante de uma caixa com aranhas, para comparar de que maneira reagiram ao tratamento.

O procedimento diferencial do tratamento desenvolvido por Javier Ropero consiste em submeter o paciente à exposição de figuras que não possuem relação direta com aranhas, mas que podem se relacionar a elas no inconsciente. Assim, o método trata a fobia sem causar sofrimento ao paciente.

A terapia incluiu também questionários nos quais os voluntários avaliam a maneira como encaram seu medo. O paciente, além disso, é submetido a testes com sensores que medem sua resposta fisiológica a figuras relacionadas a aranhas.

Agora a pesquisa entra na segunda fase de testes, com voluntários que serão tratados da mesma maneira, com uma diferença: eles serão submetidos agora a testes semanais para medir a evolução da fobia. Esses testes consistem em medir a distancia de uma aranha a que os paciente conseguem ficar relaxados.

O medo excessivo é desencadeado pela conexão entre duas estruturas cerebrais: o tálamo e a amígdala. O primeiro recebe todas as informações sensoriais, com exceção do olfato, e, segundo as pesquisas de Javier, divide cada informacao sensorial em categorias para um almacenamento mais eficiente ao nivel do córtex cerebral.

O tálamo envia à amígdala o conjunto de informações que identificam a aranha e é lá que, somadas, se atingirem um limiar de voltagem específico usado como padrão, disparam a amígdala. Daí os sintomas típicos de reações de fuga e ataque são ativados, como taquicardia, sudorese e elevação da pressão arterial.

O procedimento terapêutico age justamente na ligação entre o tálamo e a amígdala, com base em um modelo computacional que simula o funcionamento das duas estruturas. Apresentam-se ao paciente figuras que possuem alguma semelhança com as categorias determinadas pelo tálamo para identificação de aranhas, porém sem nenhuma relação com elas. Isso faz com que o tálamo dispare, mas a amígdala não, pois não reconhece a figura como perigo. A não-resposta da amígdala ao tálamo enfraquece a ligação entre os dois e atenua a fobia.

Segundo Javier, o tratamento pretende provocar uma resposta inconsciente do paciente: ele não se assusta mais tanto com a figura da aranha sem se dar conta disso, pois o tálamo e a amígdala agem inconscientemente, antes que a informação chegue ao córtex cerebral, que é quando o indivíduo toma consciência do seu medo. ?O paciente pula enquanto o processo se dá no tálamo e na amígdala. Quando vai para o córtex é que ele faz a avaliação real do perigo?, explica o professor.

Os voluntários que desejem participar da segunda fase da pesquisa não devem fazer uso contínuo de medicamentos psicotrópicos, como tranqüilizantes ou antidepressivos. Para se candidatar ao tratamento, basta mandar e-mail para fjavier@usp.br.

Aline Gatto Boueri
Fonte: Ciência Hoje On-line
26/11/04

26 de novembro de 2004


E há exatos 197 anos... uma viagem real



Em 26 de novembro de 1807, iniciou-se a viagem do príncipe regente Dom João e sua corte em direção ao Brasil. Outros 12 mil portugueses abandonaram seu país em direção ao solo brasileiro. É criado o Reino Unido de Portugal, Algarves e Brasil, que culminaria anos mais tarde na independência brasileira.