PREFEITURA MUNICIPAL DE PANGÉIA
A situação estava ficando cada vez mais complicada para os habitantes do pequeno município de Pangéia. A população estava descontente com a administração da atual prefeitura, porque o prefeito, Sr. Estados Unidos assumiu o cargo há 100 anos atrás, prometendo democracia e paz a todo o município, mas com o passar do tempo as coisas foram ficando diferentes.
As discórdias começaram quando o prefeito assinou um decreto abolindo as eleições diretas para vereador, nomeando imediatamente seus amigos íntimos e parentes para todos os cargos da prefeitura. A Inglaterra, irmã emprestada, ficou com a Secretaria das Finanças e a residência da Câmara de Vereadores. O Canadá, antigo vizinho e primo, foi nomeado Secretário do Comércio, cargo sem ação, mas muita expressão. A França, como tia experiente, ganhou a Secretaria da Cultura. A Itália assumiu a Secretaria da Agricultura depois de longa disputa com o Japão, que se contentou com a Secretaria da Tecnologia, já que possuía invejável capacidade de raciocínio e criatividade. Para não deixar sua irmã Austrália de fora, nomeou-a para Chefe de Gabinete, cargo meramente ilustrativo.
Não demorou até que a oposição se manifestasse. A Rússia, principal oposicionista, queria para seu partido pelo menos alguns dos cargos, indicando a Coréia do Norte no lugar da Inglaterra, a China no lugar da Itália, Turquia no lugar da França e Albânia ao invés da Austrália. Como se isso não bastasse, o prefeito passou a discursar apresentando-se como América, nome do bairro onde vivia com quase outros 40 vizinhos pobres e o Canadá. Brasil, Argentina e México, americanos pobres mais ativos, tentaram iniciar uma revolta, mas resistiram da idéia na primeira oferta de suborno e propina.
Dentre os moradores do Centro da Cidade e do bairro Europa, quem mais se indignou foi a família Escandinávia, formada por quatro ricas irmãs e alguns primos moradores das Terras Baixas, no mesmo bairro. A Suiça, que não queria briga com ninguém e nem folia nos seus terrenos, chamou o governo e oposição para uma reunião na sua casa. A oposição aceitou de pronto, enquanto o governo só aceitou depois de mandar prender Cuba, Vietnã, Arábia e condenar Iraque e Afeganistão à morte, todos sob acusação de desacato à autoridade. Para a reunião, também foram convidados os moradores do bairro Africa, ex-presidiários pouco instruídos mas com grande poder de voto, além de todos os munícipes que quisessem participar.
No dia marcado, o município inteiro compareceu à casa da cordial Suiça. O México, depois de receber um bom agrado financeiro, aceitou representar a América para defender os interesses da prefeitura. O mesmo aconteceu com a Africa do Sul, que representava os africanos. Na última hora, o partido da Situação ainda conseguiu o apoio da Nova Zelândia para representar a Oceania, bairro onde também moravam a Austrália e mais dois vizinhos pobres. A oposiçaõ tinha do seu lado a rica família Escandinávia representando o Centro da Cidade, a Grécia representando a Europa e a obesa e desorganizada China representando o bairro Asia, o maior eleitorado do município. Com as prisões de Arábia, Afeganistão e Iraque, o bairro Oriente Médio não compareceu à reunião, repudiando qualquer acordo com a prefeitura.
Iniciado o debate, oposição e situação se atacaram com todas as forças, cada partido usando seus aliados como escudo. Foi então que Bélgica, filha mais velha da França, sugeriu uma votação para resolver os impasses, acreditando na vitória certa do Partido da Situação. Mas o que eles não sabiam é que a oposição havia oferecido o dobro pago pela prefeitura aos mexicanose conseguira apoio maciço dos africanos em troca de algumas cestas básicas.
Com a derrota esmagadora, a Prefeitura já previa um possível golpe militar e pediu para o delegado Israel, que detonasse a poderosa bomba instalada sob o piso, com a finalidade que resolver emergências como essas. Quando os aliados da prefeitura se dirigiam à porta, a Suiça pediu um minuto da atenção de todos pois tinha algo muito importante a falar. Israel, sem saber, detonou a bomba matando o município todo, causando a extinção do município da Pangéia.
18 de março de 2004
Organizadores das Olimpíadas de Atenas preocupam-se com hackers
ATENAS (Reuters) - Autoridades encarregadas pela organização dos Jogos Olímpicos de Atenas trabalham em planos para contra-atacar uma possível investida de hackers a sistemas importantes de infra-estrutura durante as competições marcadas para agosto.
O jornal Nea afirmou que especialistas em segurança eletrônica começaram a ficar preocupados com a possibilidade de um ataque digital após lerem uma mensagem em uma revista norte-americana de computadores que perguntava a hackers se encontraram uma maneira para interferirem nos jogos.
"Teoricamente, há oportunidades para eles agirem", afirmou uma fonte da polícia grega ao jornal. "Precisamos estar alertas e cooperar com outros países e com a unidade especializada em crimes eletrônicos."
O jornal afirmou que placares eletrônicos, semáforos, empresas de serviços públicos estão na lista dos principais alvos de hackers.
A Grécia está investindo um recorde de 650 milhões de euros em segurança das Olimpíadas, os primeiros jogos depois dos ataques de 11 de setembro contra os Estados Unidos.
Fonte: MSN
16 de março de 2004
Tom Zé - Não, eu escrevi coisas... Mas isso eu já falei! Sabe o que é? Se eu ficar falando em Caetano todo dia, fico dando uma importância tão grande a isso que prejudica minha própria capacidade de trabalhar. Então tenho que deixá-los em paz, vamos encerrar essa história, que eu proponho contar de uma maneira geral e honesta. Foi assim: eu fui enterrado vivo duas vezes. A primeira em 1940, porque minha família saía do campesinato e ia pra universidade e minha mãe, por uma rebeldia qualquer – talvez seja a única coisa artística que tenha havido na família antes de mim –, disse que não estudaria mais em colégio de freira. Meu avô, coitado, lá no interior, que não sabia o que fazer, teve que trazê-la pra Irará, porque, se não queria colégio de freira, ia botar ela onde? Numa pensão, uma moça? Então, minha mãe veio e ficou naquele buraco sem fundo, buraco negro onde ela foi ficando no barricão, uma moça com trinta anos já! Mas casou com meu pai, seu Everton, homem simples de Irará, mas um homem muito grande de coração. E então começaram a nascer em Irará aqueles bichinhos horrorosos, mal-educados. Eu e meus irmãos, ah, merecíamos morrer! E criança compreende tudo! Que a gente merecia morrer a gente sabia, a gente lia nas palavras de minha mãe, no não-verbal, no próprio ambiente a gente lia. E eu, digamos assim, escolhi 1940 para ter sido enterrado. Eu tô vivo hoje graças à psiquiatria e à minha irmã Guile, que me salvou, senão eu estava no manicômio. Isso é sem o menor charme, né? Pois muito bem. Então, depois, eu fui enterrado a segunda vez na divisão de espólio do tropicalismo. Em 1970... nossa, eu tinha tanta coisa pra falar aqui e tô falando disso! Em 1970 eu fui enterrado a segunda vez, porque em 1968 o tropicalismo existiu, em 1969 acabou, todo mundo viajou e em 1970 fui enterrado, não é porque alguém me enterrou, nem porque a imprensa não gostasse de mim, não é por nada do que possa parecer dentro dos papéis que certas pessoas são chamadas a exercer no Brasil, não é isso. Eu fui enterrado porque é uma coisa normal, se seu trabalho ainda está incompleto, se ele ainda não pode ser considerado uma estaca para fincar no chão, se ele não pode, como um pênis, furar a terra e... e é a terra como mãe, o pênis como céu e pai. É como Cronos comendo seus filhos, é normal! Em Irará, também se diz assim: “Você tá me chamando de veado? Por que, bicho? Eu não sou homem mesmo, não. Meu pai ainda não morreu, como é que eu posso ser homem?” Quer dizer, isso é mitologia grega, não sei de que maneira foi parar em Irará. Mas foi. Michel Simon, aquele professor belga que foi muito importante no teatro francês e no teatro mundial, foi na Bahia já bem velhinho, e eu era estudante de música e ele me pediu pra ilustrar as conferências dele com umas certas canções que me dava escritas. Eu fazia um arranjo. Nisso me deu uma canção chamada A Pastorinha (e canta), Destes montes venho saindo/ destes montes venho saindo/ à procura do meu gado/ que perdi lá no roçado/ lá em terra de afogado... Daí ele dizia: “Sabe de onde vem essa pastorinha? É da tragédia grega, do personagem da tragédia grega”. E como é que esse diabo veio parar na Bahia, no bumba-meu-boi? Então, tudo bem, só pra brincar de como o mundo anda pelo avesso. Então eu fui enterrado em 1970, como numa história mitológica, e não por alguma pessoa ou alguma instituição, não tenho queixa de ninguém nem de nada. Fui enterrado profundamente, sim, e depois David Byrne me tirou desse buraco. Esse buraco era muito profundo, era preciso tão cuidadosamente me ignorar, era preciso que uma estrutura de cimento e concreto muito forte estivesse sobre mim, que não fosse possível eu sair dali. Bom, eu só posso pensar isso hoje: “Por que diabo, será que eu era importante?” Só posso concluir... Puta que pariu, isso aí tem que ser um negócio do tipo: “Esse cara não pode existir!” Muito bem, agora, na hora que eu, por acaso, começo a ser tão bem-sucedido é o caso de dizer: “Pô, realmente, eu sou um cara perigoso!” Só posso dizer assim.
Trecho retirado daqui.
Inversão de valores
por Castelo
Eu já não me senti muito bem ao ler a revista Época. Aquela onde José Dirceu – um ex-elemento subversivo, treinado em Cuba – estava tendo o seu santo nome envolvido num escândalo de máquinas caça-níqueis.
Logo depois, abri um jornal e tive outra revelação: Jorginho Guinle – o legendário playboy do Hemisfério Sul – na verdade fôra em vida um aplicado estudante de filosofia e marxista de carteirinha, por influência de uma preceptora alemã.
Pensei na hora: “parem o mundo que eu quero descer”.
O PT virou um partido capitalista, isso já está mais na boca do povo que o affair da Luma com o corpo de bombeiros. Mas daí para Jabor e Mainardi virarem nossas consciências críticas é um pouco demais.
Não há mais dúvida: vivemos um período de valores invertidos. Só falta Chico Buarque gravar um disco com a Kelly Key, Fidel Castro reabrir os bingos em Havana e Gabriel Garcia Marques escrever um musical sobre Cienfuegos para a Broadway.
Nada mais me surpreenderá daqui para frente. Mesmo se Paulo Maluf se filiar ao PC do B e pregar uma revolução armada em Xambioá; mesmo se o deputado Babá virar um pastor evangélico; mesmo se Hebe Camargo passar a ser uma fervorosa militante pelos direitos humanos, prometo: não me chocarei.
(Pensando bem, só com uma coisinha, que eu também não sou de ferro: se a Caros Amigos fizer uma capa com a Heloísa Helena usando a chamada: “Deputada radical emagrece 7 quilos e mostra sua nova casa no Lago Sul” eu juro que não agüento).
ABOBORAL
- É tanto corrupto tupiniquim mandando dinheiro pra fora que logo mudam o nome da Suíça pra Brasiléia.
- O governo bem que tentou extinguir a pobreza, mas acabou extinguindo os pobres.
- O corpo de bombeiros vai acabar virando modelo de físico masculino na próxima estação.
- Onde há Luma, há fogo. E onde há fogo…
- Foi à uma clínica de emagrecimento e, com menos de um mês de tratamento, já perdeu 5 mil reais.
- Já notou que, no Congresso Nacional, os ausentes sempre têm razão?
- No Brasil, o inimigo do bom não é o ótimo, é o corruptor.
- Eminência parda é um cardeal afro-americano.
Castelo é escritor, autor de O Casamento: "A Favor ou Contra", Editora Claridade.
Texto retirado da Revista Caros Amigos
por Castelo
Eu já não me senti muito bem ao ler a revista Época. Aquela onde José Dirceu – um ex-elemento subversivo, treinado em Cuba – estava tendo o seu santo nome envolvido num escândalo de máquinas caça-níqueis.
Logo depois, abri um jornal e tive outra revelação: Jorginho Guinle – o legendário playboy do Hemisfério Sul – na verdade fôra em vida um aplicado estudante de filosofia e marxista de carteirinha, por influência de uma preceptora alemã.
Pensei na hora: “parem o mundo que eu quero descer”.
O PT virou um partido capitalista, isso já está mais na boca do povo que o affair da Luma com o corpo de bombeiros. Mas daí para Jabor e Mainardi virarem nossas consciências críticas é um pouco demais.
Não há mais dúvida: vivemos um período de valores invertidos. Só falta Chico Buarque gravar um disco com a Kelly Key, Fidel Castro reabrir os bingos em Havana e Gabriel Garcia Marques escrever um musical sobre Cienfuegos para a Broadway.
Nada mais me surpreenderá daqui para frente. Mesmo se Paulo Maluf se filiar ao PC do B e pregar uma revolução armada em Xambioá; mesmo se o deputado Babá virar um pastor evangélico; mesmo se Hebe Camargo passar a ser uma fervorosa militante pelos direitos humanos, prometo: não me chocarei.
(Pensando bem, só com uma coisinha, que eu também não sou de ferro: se a Caros Amigos fizer uma capa com a Heloísa Helena usando a chamada: “Deputada radical emagrece 7 quilos e mostra sua nova casa no Lago Sul” eu juro que não agüento).
ABOBORAL
- É tanto corrupto tupiniquim mandando dinheiro pra fora que logo mudam o nome da Suíça pra Brasiléia.
- O governo bem que tentou extinguir a pobreza, mas acabou extinguindo os pobres.
- O corpo de bombeiros vai acabar virando modelo de físico masculino na próxima estação.
- Onde há Luma, há fogo. E onde há fogo…
- Foi à uma clínica de emagrecimento e, com menos de um mês de tratamento, já perdeu 5 mil reais.
- Já notou que, no Congresso Nacional, os ausentes sempre têm razão?
- No Brasil, o inimigo do bom não é o ótimo, é o corruptor.
- Eminência parda é um cardeal afro-americano.
Castelo é escritor, autor de O Casamento: "A Favor ou Contra", Editora Claridade.
Texto retirado da Revista Caros Amigos
qualé o pente que penteia
qualé o pente que penteia
_é o pente curucucu camisa lavada remenda o @#%#"
"Si si bom
namorar no portão
a Joana e o Antônio
que são uns bobalhões"
Existem coisas tão bacanas na vida. Sempre gostei da música que dizia:
"Eu fico com a pureza das respostas das crianças.. "
e da parte: "é a vida, é bonita e é bonita" sendo que está última eu poderia dividir em duas.. ces't la vie é uma expressão tão corriqueira para mim quanto tomar banho ou ir na quitanda.
Quitanda sempre me lembra Kitana, que é o nome da cachorra de um amigo meu e também de uma lutadora de hummm street figther? Não sei, nunca gostei muito desses jogos.
Tenho jogado tanto, sinto-me quase num cassino de Las Vegas. A diferença é q o pôquer aqui não vale mais do que algumas risadas e em média uns dois maços de cigarro.
Troquei para cigarro mentolado, algumas pessoas dizem que parar de fumar engorda pois eu sismo em pregar o contrário: quanto mais fumo mais fome tenho, não fome não, só vontade de comer algo para tirar o gosto horrendo que ele deixa na boca.
Boca.
12 de março de 2004
Homem rouba R$ 2 e é preso em flagrante em MS
Flavio Roberto Barros da Silva, de 21 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar depois de roubar R$ 2,00 da publicitária Jeani Godoy Nogueira, 48, no bairro Cohafama, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Segundo boletim de ocorrência registrado no 1ºDP, ele teria usado uma faca para roubar a publicitária quando ela descia do ônibus na rua 2 de Março. A polícia foi chamada e prendeu Flávio na rua Madre de Deus. A vítima reconheceu o assaltante, que está preso no 1ºDP.
Fonte: Terra
11 de março de 2004
GE avança pesquisa sobre plásticos que geram luz
A GE Global Research, instituto de pesquisa ligado à General Electric, anunciou uma grande descoberta no campo dos OLEDs, dispositivos plásticos da espessura de uma folha de papel que geram luz quando submetidos à uma corrente elétrica.
Pesquisadores criaram um painel de 60 x 60 centímetros que produz 1200 lumens de luminosidade com uma eficiência de 15 watts por lúmen, equivalente à das lâmpadas incandescentes em uso atualmente. A demonstração prova que a qualidade, eficiência e brilho da tecnologia OLED é adequada para o uso em sistemas de iluminação doméstica.
Durante os três anos de duração da pesquisa, financiada pelo Departamento de Energia do governo norte-americano, a eficiência do painel quadruplicou, e a capacidade de geração de luz foi multiplicada por 600.
O próximo passo é a produção em massa, junto com a descoberta de meios para tornar o sistema ainda mais eficiente, até 100 lúmens por watt, para levá-lo ao mercado como um substituto mais durável e econômico para lâmpadas incandescentes e fluorescentes.
Fonte: Terra
Obs.: Imagem meramente ilustrativa
Vinícius de Morais
De manhã escureço
De dia, tardo
De tarde, anoiteço
De noite ardo
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte
Outros que contém
Passo por passo
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Aonde há espaço
Meu tempo é quando
Grande poeta, grande Vinícius, grande boêmio.
Acho que ele também era um festivo gozador.
10 de março de 2004
9 de março de 2004
O CANÁRIO E O POETA
O escritor morava no sexto andar do prédio antigo com a pintura descascada. Não tinha amigos e os vizinhos o consideravam um cara
estranho.
Dentro do seu apartamento, não se via mais mobília, apenas três mochilas, uma gaiola com um animado canário, papéis sujos e amassados pelo chão e um colchonete onde o escritor estava sentado, abaixo da janela.
Desde que decidira tentar sucesso na cidade grande, ele procurou manter a cabeça erguida, mas naquele dia, as frustrações tinham chegado a um ponto irreversível, não havia mais motivos para continuar.
No vilarejo onde morava antes, todos elogiavam o que ele escrevia, acreditavam nos seus trabalhos e conheciam-no como “O Poeta”. Com o incentivo de um amigo que morava na capital, resolveu levar a sério o ofício, pegou seus manuscritos, algumas roupas e embarcou no primeiro ônibus que partia em direção à metrópole.
Nos primeiros dias, dormiu numa pensão onde conseguia comida e roupa lavada. Depois arrumou um emprego de entregador de jornal e pôde se mudar para um apartamento alugado.
Cada vez que passava na Edição para pegar os jornais, deixava um rabisco com o editor para que desse uma olhada. Seis meses depois, foi contratado como colunista. E finalmente obteve a glória e o sucesso que almejou por anos, seu trabalho aparecia todos os dias no jornal e era citado como bom profissional por todos os colegas.
Mas numa certa manhã, as coisas resolveram dar errado. Tudo, por sinal.
Quando saía de casa foi rendido por uma ladrão armado que o trancou no banheiro até que pudesse esvaziar os outros cômodos. Quando conseguiu arrombar a porta do banheiro, percebeu a falta de todos os móveis.
Atrasado, correu para o jornal para avisar o chefe do imprevisto antes de ir à polícia. Para sua surpresa, foi muito mal recebido pelo atraso
e demitido na mesma hora. Sem perceber, o escritor foi tomado por uma fúria incontrlável e quando se deu por conta, havia assassinado o
editor com golpes fulminantes do peso usado para segurar os papéis.
Em pânico, correu para casa, puxou o colchonete até perto da janela e sentou. Quando o delegado colocou o pé na escada para subir, um
estrondo deixa os policiais em alerta e estes descem com pressa até a rua. Lá jaziam as três mochilas enroladas no colchonete.
O escritor e seu animado canário nunca mais foram vistos.
"Não sei se as coisas vão dar certo se mudarem, mas tenho certeza que elas precisam mudar para ficar melhor." Aldous Huxley
O escritor morava no sexto andar do prédio antigo com a pintura descascada. Não tinha amigos e os vizinhos o consideravam um cara
estranho.
Dentro do seu apartamento, não se via mais mobília, apenas três mochilas, uma gaiola com um animado canário, papéis sujos e amassados pelo chão e um colchonete onde o escritor estava sentado, abaixo da janela.
Desde que decidira tentar sucesso na cidade grande, ele procurou manter a cabeça erguida, mas naquele dia, as frustrações tinham chegado a um ponto irreversível, não havia mais motivos para continuar.
No vilarejo onde morava antes, todos elogiavam o que ele escrevia, acreditavam nos seus trabalhos e conheciam-no como “O Poeta”. Com o incentivo de um amigo que morava na capital, resolveu levar a sério o ofício, pegou seus manuscritos, algumas roupas e embarcou no primeiro ônibus que partia em direção à metrópole.
Nos primeiros dias, dormiu numa pensão onde conseguia comida e roupa lavada. Depois arrumou um emprego de entregador de jornal e pôde se mudar para um apartamento alugado.
Cada vez que passava na Edição para pegar os jornais, deixava um rabisco com o editor para que desse uma olhada. Seis meses depois, foi contratado como colunista. E finalmente obteve a glória e o sucesso que almejou por anos, seu trabalho aparecia todos os dias no jornal e era citado como bom profissional por todos os colegas.
Mas numa certa manhã, as coisas resolveram dar errado. Tudo, por sinal.
Quando saía de casa foi rendido por uma ladrão armado que o trancou no banheiro até que pudesse esvaziar os outros cômodos. Quando conseguiu arrombar a porta do banheiro, percebeu a falta de todos os móveis.
Atrasado, correu para o jornal para avisar o chefe do imprevisto antes de ir à polícia. Para sua surpresa, foi muito mal recebido pelo atraso
e demitido na mesma hora. Sem perceber, o escritor foi tomado por uma fúria incontrlável e quando se deu por conta, havia assassinado o
editor com golpes fulminantes do peso usado para segurar os papéis.
Em pânico, correu para casa, puxou o colchonete até perto da janela e sentou. Quando o delegado colocou o pé na escada para subir, um
estrondo deixa os policiais em alerta e estes descem com pressa até a rua. Lá jaziam as três mochilas enroladas no colchonete.
O escritor e seu animado canário nunca mais foram vistos.
"Não sei se as coisas vão dar certo se mudarem, mas tenho certeza que elas precisam mudar para ficar melhor." Aldous Huxley
"Eu sei disso. Mas o negócio é que eu amo os trens de carga, adoro o som de seus nomes: Missouri Pacific, Great Northern, Rock Island Line. Por Deus, Major, se eu pudesse te contar tudo que aconteceu comigo vindo de carona até aqui. [...]"
Então, finalmente aconteceu. O telefone tocou, e era Carlo Marx. Deu o endereço de seu apartamento subterrâneo. Eu perguntei: "O que você está fazendo em Denver? Quer dizer, o que você está fazendo? O que está acontecendo?"
"Oh, espera só até eu te contar."
Voei ao seu encontro. Ele estava trabalhando à noite nas lojas de departamentos May; o louco do Ray Rawlins tinha ligado para lá, de um bar qualquer, fazendo os porteiros correrem atrás dele com a notícia de que alguém havia morrido. Carlo imediatamente pensou que quem tinha morrido era eu. Aí, Rawlins disse pelo telefone: "Sal tá em Denver", ditando meu endereço e o número do meu telefone.
"E Dean, onde é que tá?"
"Deixa eu te contar: Dean tá em Denver." E ele me disse que Dean estava transando com duas garotas ao mesmo tempo, elas eram Marylou, sua primeira esposa, que o aguardava num quarto de hotel, e Camille, que ficava esperando por ele num outro quarto de hotel. "Entre uma e outra ele corre ao meu encontro para tratarmos de negócios inacabados."
"E qual é o programa?", perguntei. A vida de Dean era repleta de programas.
"O programa é o seguinte: eu saí do trabalho faz meia hora. Neste exato instante Dean tá comendo Marylou no hotel, o que me dá tempo pra me vestir e me arrumar. Ele foge pontualmente de Marylou e corre até Camille - claro que nenhuma das duas nem sequer imagina o que está acontecendo - daí, dá uma trepada rápida com ela, o que me dá tempo pra chegar à uma e meia no nosso encontro. Então ele sai comigo - não sem antes ter que implorar para Camille, que já tá começando a me odiar - e a gente vem pra cá pra conversar até as seis horas da manhã. Geralmente ficamos até mais tarde, mas a coisa tá se tornando terrivelmente complicada, e ele está prensado pelo tempo. Às seis horas da manhã, retorna aos braços de Marylou - e amanhã ele vai passar o dia inteiro correndo em função dos papéis necessários pro divórcio deles. É só o que Marylou quer, mas enquanto a coisa não se concretiza, ela insiste em trepar. Ela diz que o ama - e Camille também."
oN tHE rOAD - jACK kEROUAC
8 de março de 2004
Beijar na boca na Indonésia pode levar a 5 anos de prisão
JACARTA (Reuters) - Casais que forem pegos beijando-se apaixonadamente em público na Indonésia poderão pegar cinco anos de cadeia.
Membros do Parlamento do mais populoso país muçulmano do mundo propuseram uma lei antipornografia que inclui a proibição do beijo na boca em público.
"Acho que deve haver algumas restrições a tais atos, porque são contra nossas tradições de decência", afirmou Aisyah Hamid Baidlowi, presidente do comitê parlamentar que elabora a medida.
Beijos ardentes na boca poderão levar a sentenças de cinco anos de prisão ou a uma multa de 250 milhões de rúpias (29 mil dólares).
A iniciativa também proíbe nudez pública, danças eróticas e festas sexuais, com penas que variam de três a 10 anos.
Os indonésios seguem há muito tempo uma versão moderada do Islã, embora a ênfase nas práticas muçulmanas e a identificação com as tradições islâmicas cresceram nos últimos anos.
(Por Achmad Sukarsono)
Fonte: MSN Brasil
Ela era gorda e miúda.
Tinha pezinhos redondos.
A cona era peluda
Igual à mão de um mono.
Alegrinha e vivaz
Feito andorinha
Às tardes vestia-se
Como um rapaz
Para enganar mocinhas.
Chamavam-lhe "Filó, a lésbica fadinha".
Em tudo que tocava
Deixava sua marca registrada:
Uma estrelinha cor de maravilha
Fúcsia, bordô
Ninguém sabia o nome daquela cô.
Metia o dedo
Em todas as xerecas: loiras, pretas
Dizia-se até...
Que escarafunchava bonecas.
Bulia, beliscava
Como quem sabia
O que um dedo faz
Desde que nascia.
Mas à noite... quando dormia...
Peidava, rugia... e...
Nascia-lhe um bastão grosso
De início igual a um caroço
Depois...
Ia estufando, crescendo
E virava um troço
Lilás
Fúcsia
Bordô
Ninguém sabia a cô do troço
Da Fadinha Filô.
Faziam fila na Vila.
Falada "Vila do Troço".
Famosa nas Oropa
Oiapoc ao Chuí
Todo mundo tomava
Um bastão no oiti.
Era um gozo gozoso
Trevoso, gostoso
Um arrepião nos meio!
Mocinhas, marmanjões
Ressecadas velhinhas
Todo mundo gemia e chorava
De pura alegria
Na Vila do Troço.
Até que um belo dia...
Um cara troncudão
Com focinho de tira
De beiço bordô, fúcsia ou maravilha
(ninguém sabia o nome daquela cô)
Seqüestrou Fadinha
E foi morar na Ilha.
Nem barco, nem ponte
O troncudão nadando feito rinoceronte
Carregava Fadinha.
De pernas abertas
Nas costas do gigante
Pela primeira vez
Na sua vidinha
Filó estrebuchava
Revirando os óinho
Enquanto veloz veloz
O troncudão nadava.
A Vila do Troço
Ficou triste, vazia
Sorumbática, tétrica
Pois nunca mais se viu
Filó, a Fadinha lésbica
Que à noite virava fera
E peidava e rugia
E nascia-lhe um troço
Fúcsia
Lilás
Maravilha
Bordô
Até hoje ninguém conhece
O nome daquela cô.
E nunca mais se viu
Alguém-Fantasia
Que deixava uma estrela
Em tudo que tocava
E um rombo na bunda
De quem se apaixonava.
Moral da estória, em relação à Fadinha:
Quando menos se espera, tudo reverbera.
Moral da estória, em relação ao morador
da Vila do Troço:
Não acredite em Fadinhas.
Muito menos com cacete.
Ou somem feito andorinhas
Ou te deixam cacoetes.
(Hilda Hilst Bufólicas - 1992)
Lançada nesta sexta-feira (5) pela Anistia Internacional, campanha pretende ser um apelo global para erradicar uma das piores formas de violação dos Direitos Humanos. Uma em cada três mulheres sofrerá algum tipo de violência sexual durante a vida.
Bia Barbosa - 06/03/2004
São Paulo – Pelo menos uma em cada três mulheres sofrerá algum tipo de violência sexual durante sua vida. Segundo a Anistia Internacional, na maior parte dos casos, o agressor é ou será algum parente ou conhecido da vítima. Este dado não é novo, mais impressiona quando aplicado sobre o total da população do plante. No mundo todo, isso significa que um bilhão de mulheres apanharão, serão estupradas ou violentadas ao menos uma vez. A crueldade deste cenário levou a Anistia a lançar nesta sexta-feira (5), às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a campanha “Acabe com a Violência Contra as Mulheres”, um apelo global para erradicar uma das piores formas de violação dos Direitos Humanos.
“Os Direitos Humanos são muito mais do que um conjunto de leis e obrigações, eles incorporam o compromisso de que, em igualdade, temos direito aos mesmos direitos”, disse a secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan. “A violência contra as mulheres é uma brecha profunda entre esse compromisso e a vontade dos governos, autoridades locais, religiosas, mundo empresarial e lideres comunitários em cumpri-lo”, afirmou.
(Fonte: Agência Carta Maior)
5 de março de 2004
DESERT STRIKE
Do alto da montanha era possível ver a grande planície desértica que o soldado teria pela frente. O sol castigava qualquer ser vivo que insistia em atravessar o Caminho das Flores. Que não tinha flores, apenas areia. Para qualquer direção que olhasse, o deserto se mostrava como única paisagem. De vez em quando, um cactus quebrava o vazio amarelo e fazia-se passar por ser humano entre a imensidão de areia.
A água no cantil iria acabar em poucas horas. Precisava encontrar logo um oásis ou pelo menos um vilarejo onde pudesse conseguir mais água.
Quando os passos já ficavam pesados, um avião barulhento cruza o céu e bate contra a montanha por onde ele tinha passado. Uma nuvem preta de fumaça e fogo se levanta á sua frente. O soldado já estava longe da montanha e talvez não valesse a pena voltar se não houvesse sobreviventes. Mas em compensação, poderia haver água ou comida entre os destroços. Calculou uns vinte minutos, meia hora no máximo, para ir de onde estava até o local do acidente.
Resolveu esperar um pouco. Nada aconteceu, a avião continuava a pegar fogo e não havia sinal de sobreviventes. Decidiu-se por ir até lá.
Chegou ofegante aos destroços. Entre a fumaça, pôde ver que se tratava de um avião inimigo, pela bandeira impressa num pedaço de porta. Não era bombardeiro nem de caça, com certeza era um cargueiro transportando munição e suprimentos.
O soldado sacou a arma, carregou e entrou no avião com cautela. Ainda havia a possibilidade de algum soldado inimigo sobrevivente ter percebido sua aproximação. O corpo do piloto jazia esmagado entre o banco e o painel de controle, mas não se via sinal de mais ninguém. A fumaça e as chamas dificultavam a visão, mas mesmo assim deu para perceber que o avião carregava apenas uniformes do exército. O soldado abriu todas as caixas e todas carregavam a mesma coisa.
Na cabine, ao lado do piloto, uma caixa fechada e lacrada com o símbolo do exército inimigo. Misteriosamente, nada além disso escrito na caixa. O soldado pegou a caixa e levou para o lado de fora do avião. Quando abriu, não sabia se ficava triste ou feliz: havia uma dúzia de whisky envelhecido e de melhor qualidade. Como não poderia caminhar com muito peso, pegou três garrafas e seguiu seu caminho. Tomou o restande d'água que tinha no cantil e guardou as garrafas na mochila.
Durante cinco dias ele vagou pelo deserto tomando whisky ao invés de água. Quando finalmente chegou ao primeiro povoado, foi socorrido pelos nativos, que lhe deram açúcar e um pouco de comida. O general , ao saber do feito, tratou de promover o soldado a capitão e reenviou-o para a batalha.
Foi morto com um tiro certeiro no início do combate.
Parece verdade, mas é a pura mentira.
Sério!
Pode acreditar!
Do alto da montanha era possível ver a grande planície desértica que o soldado teria pela frente. O sol castigava qualquer ser vivo que insistia em atravessar o Caminho das Flores. Que não tinha flores, apenas areia. Para qualquer direção que olhasse, o deserto se mostrava como única paisagem. De vez em quando, um cactus quebrava o vazio amarelo e fazia-se passar por ser humano entre a imensidão de areia.
A água no cantil iria acabar em poucas horas. Precisava encontrar logo um oásis ou pelo menos um vilarejo onde pudesse conseguir mais água.
Quando os passos já ficavam pesados, um avião barulhento cruza o céu e bate contra a montanha por onde ele tinha passado. Uma nuvem preta de fumaça e fogo se levanta á sua frente. O soldado já estava longe da montanha e talvez não valesse a pena voltar se não houvesse sobreviventes. Mas em compensação, poderia haver água ou comida entre os destroços. Calculou uns vinte minutos, meia hora no máximo, para ir de onde estava até o local do acidente.
Resolveu esperar um pouco. Nada aconteceu, a avião continuava a pegar fogo e não havia sinal de sobreviventes. Decidiu-se por ir até lá.
Chegou ofegante aos destroços. Entre a fumaça, pôde ver que se tratava de um avião inimigo, pela bandeira impressa num pedaço de porta. Não era bombardeiro nem de caça, com certeza era um cargueiro transportando munição e suprimentos.
O soldado sacou a arma, carregou e entrou no avião com cautela. Ainda havia a possibilidade de algum soldado inimigo sobrevivente ter percebido sua aproximação. O corpo do piloto jazia esmagado entre o banco e o painel de controle, mas não se via sinal de mais ninguém. A fumaça e as chamas dificultavam a visão, mas mesmo assim deu para perceber que o avião carregava apenas uniformes do exército. O soldado abriu todas as caixas e todas carregavam a mesma coisa.
Na cabine, ao lado do piloto, uma caixa fechada e lacrada com o símbolo do exército inimigo. Misteriosamente, nada além disso escrito na caixa. O soldado pegou a caixa e levou para o lado de fora do avião. Quando abriu, não sabia se ficava triste ou feliz: havia uma dúzia de whisky envelhecido e de melhor qualidade. Como não poderia caminhar com muito peso, pegou três garrafas e seguiu seu caminho. Tomou o restande d'água que tinha no cantil e guardou as garrafas na mochila.
Durante cinco dias ele vagou pelo deserto tomando whisky ao invés de água. Quando finalmente chegou ao primeiro povoado, foi socorrido pelos nativos, que lhe deram açúcar e um pouco de comida. O general , ao saber do feito, tratou de promover o soldado a capitão e reenviou-o para a batalha.
Foi morto com um tiro certeiro no início do combate.
Parece verdade, mas é a pura mentira.
Sério!
Pode acreditar!
4 de março de 2004
E não se esqueçam:
Em fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que acaba com a prisão para os usuários de drogas.
A medida ainda tem que passar pelo Senado para entrar em vigor.
Fonte: MSN Brasil: Reuters
A VINGANÇA DO ALIENADO
De nada adianta ser livre e infeliz
Ter como escolha o que não satisfaz
Falando o que quer sem ouvir o que diz
E obter a vitória sem precisar ser capaz.
Porque algum controle se faz necessário
Pra poder definir o que é liberdade
Tornando tudo mais igualitário
Sem abrir mão da criatividade.
Padronizem-se os métodos sendo criativo
Continue a rotina sendo inventor
De mil meios de permanecer ativo
Usando educação, boa vontade e amor.
Faça da ambição sua escrava
Para deixar o pensamento solto
Porque minha liberdade acaba
Quando começa a liberdade do outro.
"É melhor estar aproximadamente certo do que certamente errado."
De nada adianta ser livre e infeliz
Ter como escolha o que não satisfaz
Falando o que quer sem ouvir o que diz
E obter a vitória sem precisar ser capaz.
Porque algum controle se faz necessário
Pra poder definir o que é liberdade
Tornando tudo mais igualitário
Sem abrir mão da criatividade.
Padronizem-se os métodos sendo criativo
Continue a rotina sendo inventor
De mil meios de permanecer ativo
Usando educação, boa vontade e amor.
Faça da ambição sua escrava
Para deixar o pensamento solto
Porque minha liberdade acaba
Quando começa a liberdade do outro.
"É melhor estar aproximadamente certo do que certamente errado."
Numa manhã brumosa de 1886, os jornais de Londres divulgaram a temível suspeita: um Ogro, ser fastástico que se alimenta de cadáveres, estaria rondando o Cemitério de Highgate.
O cemitério, oficialmente denominado Cemitério de St. James, fora consagrado pelo Bispo de Londres em 1839 - quatro dias antes do vigésimo aniversário da Rainha Vitória.
Ali apareceu um odioso ogro que, desde a porta, os desafiava a participar de um jogo de decapitamento.
_ Mãe! Mãe!
_Tem um ogro no meu quarto!
_Mãe . . . ?
Não adiantou nada, pois o ogro malvado que era seu marido sentiu o cheiro de gente estranha logo logo...
- Vou comê-los no jantar! Ahaha!
A mulher pediu que ele esperasse um pouco mais, pois o jantar maravilhoso de hoje já estava pronto, e tinha todos os pratos especiais que ele adorava.
Braço amputado é unido à perna e mantém-se vivo
Um braço amputado foi mantido vivo por nove dias graças a uma intervenção praticada em um hospital de Valência (Espanha) que uniu este membro a uma perna do paciente que minutos antes tinha tido o braço amputado. Graças a este procedimento, o braço continuou vivo e pode ser reimplantado no paciente.
O ferido foi trasladado, com o braço esquerdo amputado acima do cotovelo, para um hospital valenciano do qual foi remitido ao Centro de Reabilitação do Levante. Nesse centro, Israel passou por uma primeira intervenção que se desenvolveu dentro da normalidade, mas, no pós-operatório, apresentou uma infecção muito grave que ameaçava a vida de seu braço, explicou Cavadas.
Por isso, dois dias depois voltaram a amputar o braço de Israel, que foi mantido vivo junto à virilha da perna esquerda, onde foram conectadas as artérias e as veias da perna e do braço. Enquanto isso, os médicos cuidaram da infecção que tinha atrapalhado o reimplante.
leia mais...
que bizarro...
Fonte: Terra
3 de março de 2004
Coca-Cola lança água engarrafada da torneira
A Coca-Cola gerou polêmica no Reino Unido ao lançar no mercado uma nova marca de água engarrafada que, segundo a própria empresa, provém das torneiras de sua fábrica no sul de Londres.
Envasilhada em uma garrafa azul que custa 1,41 libras esterlinas o meio litro, Dasani se anuncia como água pura e purificada, já que, antes de ser engarrafada, passa por três filtros e um "sofisticado processo de osmoses inversa", segundo a companhia.
A imprensa britânica ironiza hoje a conhecida reivindicação de autenticidade da Coca-Cola, cuja fórmula é um dos segredos mais bem guardados do mundo.
Enquanto a composição do refrigerante é um mistério, a Dasani é água clara e procede do rio Tâmisa através dos encanamentos municipais de Sidcup, ao sul de Londres, onde a empresa tem sua fábrica.
Em campanha publicitária de 10 milhões de euros, a Coca-Cola disse que a Dasani é depurada mediante um processo idealizado pela Nasa para suas naves. Além disso, acrescentam-se magnésio, cálcio e bicarbonato de soda para melhorar o sabor.
O que indignou a UK Water, a associação que reúne todas as companhias de água do Reino Unido, é que a Coca-Cola insinue que a água da torneira normal e corrente não é totalmente potável.
"As pessoas não precisam comprar isto para obter água da torneira saudável e de excelente qualidade", declarou o porta-voz, Barrie Clarke, ao jornal The Guardian. Segundo os representantes da Coca-Cola, a procedência de água é irrelevante.
Fonte: Terra
2 de março de 2004
PÂNICO NO BOSQUE
O leopardo estava desolado, não tinha mais palavras. O canguru murchou as orelhas e carregou os filhotes porque não iria aguentar. Azebra perdera o controle emocional e não conseguia parar em pé. Os canários estavam calados.
A girafa tinha morrido, atacada por um mal súbito que não deixou-a viver mais que alguns minutos de enfermidade. Antes de ir, sofreu muito, sentia dores na barriga, gritava, chorava. Quem passava pelo bosque se comovia com a dor da girafa.
Dizem, que foi uma erva que ela comeu enquanto voltava do riacho. O rinoceronte disse que tentou alertá-la, dizendo que aquelas eram ervas malvadas e que a girafa não deveria comer o que não conhecia, mas ela insistiu e zombou dele depois de mastigar as verdes folhas suculentas.
Depois, enquanto os outros descansavam ao pé da goiabeira, a girafa começou a reclamar de dores na barriga. O rinoceronte, prevendo o mal, mandou que chamassem o macaco imediatamente. Mas ele estava muitos galhos longe dali e não pode chegar a tempo de ressucitar a pobre vizinha.
Quando chegou a noite, a coruja foi dar a notícia aos que ainda não sabiam: a girafa havia falecido. Ela era muito conhecida no bosque, tinha muitos amigos mas não tinha família. A tartaruga anciã, que tudo sabia, disse que ela fora deixada ali pelos humanos, assim como a maioria dos outros animais daquele lugar. No começo era tímida e não fazia nada além de se alimentar e beber água no riacho, depois ficou amiga dos elefantes, depois dos rinocerontes, zebras e leopardos, até ser aceita como membro da guarda do bosque. Quem era da guarda deveria estar em permanente vigília, sempre atento aos movimentos de quem saía ou chegava. E com a altura que ela possuía, tinha a melhor visão e se os lobos farejassem algo, ela seria a primeira a avistar o que se aproximava.
A girafa foi-se sem que os outros pudessem dizer o quanto ela era importante pra todos.
Quando a coruja voltou, todos os habitantes do bosque estavam presentes, menos o leão. Ele, como ditador vitalício, não comparecia a nenhum evento, nem mesmo velórios. Mantinha sempre a postura firme e imparcial, dizendo que o destino a selva é quem faz.
Os elefantes, que não moravam mais no bosque por causa de encrencas com os rinocerontes, prestaram-se a carregar o corpo com cipós e um galho grosso, afinal, os urubus iriam aparecer a qualquer momento para se aproveitar da desgraça alheia. Os rinocerontes mais novos queriam brigar, mas os mais experientes acalmaram os ânimos, visto que o luto instalado era motivo de relevância.
O bosque todo estava reunido em volta da girafa, as zebras foram retiradas do tumulto porque estava prestes a desmaiar, o macaco lacrimejava e choramingava sentado numa pedra e a coruja parecia imóvel.
Quando os elefantes foram puxar o corpo da girafa, surpresa: Ela levantou e espreguiçou-se demoradamente enquanto os outros olhavam atônitos a cena.
Ela tinha comido folhas de cânhamo, entrara em sono profundo e nem mesmo as massagens cardiacas do macaco haviam a acordado. Por causa das dores de barriga e do sono repentino, o macaco dera a girafa por morta.
No final, entraram festejando o alvorecer com cantos alegres dos canários e frutas frescas de graça, por conta do macaco.
O leopardo estava desolado, não tinha mais palavras. O canguru murchou as orelhas e carregou os filhotes porque não iria aguentar. Azebra perdera o controle emocional e não conseguia parar em pé. Os canários estavam calados.
A girafa tinha morrido, atacada por um mal súbito que não deixou-a viver mais que alguns minutos de enfermidade. Antes de ir, sofreu muito, sentia dores na barriga, gritava, chorava. Quem passava pelo bosque se comovia com a dor da girafa.
Dizem, que foi uma erva que ela comeu enquanto voltava do riacho. O rinoceronte disse que tentou alertá-la, dizendo que aquelas eram ervas malvadas e que a girafa não deveria comer o que não conhecia, mas ela insistiu e zombou dele depois de mastigar as verdes folhas suculentas.
Depois, enquanto os outros descansavam ao pé da goiabeira, a girafa começou a reclamar de dores na barriga. O rinoceronte, prevendo o mal, mandou que chamassem o macaco imediatamente. Mas ele estava muitos galhos longe dali e não pode chegar a tempo de ressucitar a pobre vizinha.
Quando chegou a noite, a coruja foi dar a notícia aos que ainda não sabiam: a girafa havia falecido. Ela era muito conhecida no bosque, tinha muitos amigos mas não tinha família. A tartaruga anciã, que tudo sabia, disse que ela fora deixada ali pelos humanos, assim como a maioria dos outros animais daquele lugar. No começo era tímida e não fazia nada além de se alimentar e beber água no riacho, depois ficou amiga dos elefantes, depois dos rinocerontes, zebras e leopardos, até ser aceita como membro da guarda do bosque. Quem era da guarda deveria estar em permanente vigília, sempre atento aos movimentos de quem saía ou chegava. E com a altura que ela possuía, tinha a melhor visão e se os lobos farejassem algo, ela seria a primeira a avistar o que se aproximava.
A girafa foi-se sem que os outros pudessem dizer o quanto ela era importante pra todos.
Quando a coruja voltou, todos os habitantes do bosque estavam presentes, menos o leão. Ele, como ditador vitalício, não comparecia a nenhum evento, nem mesmo velórios. Mantinha sempre a postura firme e imparcial, dizendo que o destino a selva é quem faz.
Os elefantes, que não moravam mais no bosque por causa de encrencas com os rinocerontes, prestaram-se a carregar o corpo com cipós e um galho grosso, afinal, os urubus iriam aparecer a qualquer momento para se aproveitar da desgraça alheia. Os rinocerontes mais novos queriam brigar, mas os mais experientes acalmaram os ânimos, visto que o luto instalado era motivo de relevância.
O bosque todo estava reunido em volta da girafa, as zebras foram retiradas do tumulto porque estava prestes a desmaiar, o macaco lacrimejava e choramingava sentado numa pedra e a coruja parecia imóvel.
Quando os elefantes foram puxar o corpo da girafa, surpresa: Ela levantou e espreguiçou-se demoradamente enquanto os outros olhavam atônitos a cena.
Ela tinha comido folhas de cânhamo, entrara em sono profundo e nem mesmo as massagens cardiacas do macaco haviam a acordado. Por causa das dores de barriga e do sono repentino, o macaco dera a girafa por morta.
No final, entraram festejando o alvorecer com cantos alegres dos canários e frutas frescas de graça, por conta do macaco.
"O conhecimento é livre, patentear conhecimento é semear a mediocridade. [...]
Já ouvi da boca de alguns dos principais empresários do ramo, que o software livre é puro romantismo, mas se você acha romântico este meu depoimento, certamente não está bem informado sobre os avanços e os números do software livre. Porque você acha que a maior empresa de tecnologia da informação do mundo, a IBM está engajada em projetos livres? Por Ter suas ações baseadas no romantismo? [...] "
continua..
http://www.softwarelivre.org
http://www.guiadohardware.net
http://www.propus.com.br
http://www.softwarelivre.gov.br
http://mulheres.softwarelivre.org/
"Mais de um milhão de livros de poesia do Papa serão vendidos no mundo"
"Mais de um milhão de exemplares do livro escrito pelo Papa João Paulo II, "Tríptico Romano", serão vendidos no mundo [...]
Escrito originalmente em polonês, "Tríptico romano" foi publicado em vinte idiomas diferentes, entre eles o italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, croata, romeno e coreano. [...]
Outras edições em holandês, húngaro, russo, tcheco, malaiala (Índia), catalão, basco, norueguês e português foram anunciadas. Em 2004 serão lançadas as edições em japonês e búlgaro.[...]"
Não querendo desmerecer o papa, mas em um ponto vocês hão de concordar comigo: figuras muito mais importantes e com dizeres bem mais interessantes são deixadas de lado todos os dias, por editores mal-humorados e preocupados apenas com a vendagem das obras. Enquanto o livro de poemas do papa, é traduzido em mais de vinte idiomas e tem tiragem recorde. Nem os grandes clássicos tem tradução em tantas línguas!
"[...]Este é o sexto livro de poesias do Papa. Nele, João Paulo II fala explicitamente dos dois conclaves celebrados em 1978, quando foi eleito Pontífice após a morte inesperada de seu antecessor, João Paulo I, eleito em agosto daquele ano, e se refere de forma clara ao próximo conclave após sua morte.[...]"
Não é o tipo de livro que eu teria na minha estante.
"Mais de um milhão de exemplares do livro escrito pelo Papa João Paulo II, "Tríptico Romano", serão vendidos no mundo [...]
Escrito originalmente em polonês, "Tríptico romano" foi publicado em vinte idiomas diferentes, entre eles o italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, croata, romeno e coreano. [...]
Outras edições em holandês, húngaro, russo, tcheco, malaiala (Índia), catalão, basco, norueguês e português foram anunciadas. Em 2004 serão lançadas as edições em japonês e búlgaro.[...]"
Não querendo desmerecer o papa, mas em um ponto vocês hão de concordar comigo: figuras muito mais importantes e com dizeres bem mais interessantes são deixadas de lado todos os dias, por editores mal-humorados e preocupados apenas com a vendagem das obras. Enquanto o livro de poemas do papa, é traduzido em mais de vinte idiomas e tem tiragem recorde. Nem os grandes clássicos tem tradução em tantas línguas!
"[...]Este é o sexto livro de poesias do Papa. Nele, João Paulo II fala explicitamente dos dois conclaves celebrados em 1978, quando foi eleito Pontífice após a morte inesperada de seu antecessor, João Paulo I, eleito em agosto daquele ano, e se refere de forma clara ao próximo conclave após sua morte.[...]"
Não é o tipo de livro que eu teria na minha estante.
25 de fevereiro de 2004
Sai-te!
Da avalancha de expressões inglesas que deformam a língua portuguesa, uma, em particular, é humilhante: site. Popularizou-se entre os usuários da Internet, e também na imprensa, evidentemente, que tudo transcreve como um copista autista. Site quer dizer sítio. Tanto em inglês como em português, a palavra tem o mesmo significado (lugar que um objeto ocupa, segundo o Aurélio e o Webster), porque provém da mesma matriz, o latim situs. Ou seja, a palavra portuguesa sítio tem origem e acepção idênticas aos da palavra inglesa site, mas, no Brasil, agora dizemos site no lugar de sítio.
A opção brasileira por site (portugueses e castelhanos usam sítio), justifica-se pelo fato de a palavra ter, também, o significado de chácara. Ocorre que esta acepção rural é um brasileirismo, isto é, foi dada apenas aqui, como sinal de engenho no manejo do vocabulário. Não existe em Portugal. Na língua portuguesa falada no Brasil, sítio tem, portanto, as duas acepções - de lugar e de chácara -, além de outras registradas pelos dicionários.
Tudo seria tolerável se o tijolo de som estranho à grafia não fosse considerado, oficialmente, uma palavra da língua portuguesa. Foi incluída no Vocabulário Ortográfico, preparado pela Academia Brasileira de Letras, nesses termos: "site (saite) s.m. ing.". Cresce tanto a degradação do idioma, praticada pelos que deveriam defendê-lo, que não só importamos palavras para substituir as aqui existentes, como deformamos a prosódia clássica do português ao dar ao i o som inglesado de ai. No mínimo, ainda que desnecessária, a palavra deveria ter sido aportuguesada pela Academia. Segundo a regra histórica, defendida pelos grandes cultores do idioma, do português Gonçalves Viana ao brasileiro Napoleão Mendes de Almeida, a grafia deve corresponder à pronúncia. Por isso, em português, existe náilon, não nylon, e dizemos álibi e não alabai.
Fonte: Instituto Gutenberg - Centro de Estudos da Imprensa
24 de fevereiro de 2004
"O Projeto Difusão Animae é um museu virtual que reúne importantes artistas plásticos contemporâneos e fotógrafos de arte brasileiros (ou em atuação no Brasil). Os artistas e fotógrafos apresentam aqui exposições individuais com trabalhos recentes, o que visa ampliar o conhecimento sobre a obra de cada um deles, difundindo suas propostas e o seu pensamento artístico.
Entre e veja suas exposições individuais"
23 de fevereiro de 2004
Puta que pariu
Meu gato pôs um ovo
Mas gato não põe ovo, puta que pariu de novo
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
quero morrer
todo peladão
A princesa Isabel,
que se amarra num negão
fumou um baseado e aboliu a escravidão.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
Dom Pedro Primeiro,
rapaz inteligente
fumou um baseado e nos deixou independente.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
só faço sexo
dentro do caixão.
Diego Maradona,
que joga na Argentina
não sabe se é crack ou ainda é cocaína
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
só bebo sangue
de menstruação.
Tava na esquina,
fumando um baseado
chegou a polícia e me levou pro delegado
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
O meu pai tem um carro
que é movido a gasolina
mas como eu não tenho carro sou movido cocaína
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
Até Santos Dummond
que era um grande caretão
fumou um baseado e inventou o avião.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
Na casa da minha vó
não tinha um baseado
fiquei desesperado e fumei capim com cravo.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
soy muy locão
e overdose é bão.
Garotinha linda
eu gosto muito de você,
mas o que eu gosto mesmo é de L S D!
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
eu fumo todas
e não abro mão.
Quando eu morrer
não joguem flores no meu caixão
pode botar maconha que é pra eu subir doidão
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
[ zoando seus amigos da roda de viola ]
Humberto é meu amigo
Humberto é meu colega
Eu vou fazer com ele o que o cavalo faz com égua
OBS.: esta música não foi composta ou gravada pelo Raul . Os
verdadeiros autores são OS IMPOSSÍVEIS.
Meu gato pôs um ovo
Mas gato não põe ovo, puta que pariu de novo
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
quero morrer
todo peladão
A princesa Isabel,
que se amarra num negão
fumou um baseado e aboliu a escravidão.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
Dom Pedro Primeiro,
rapaz inteligente
fumou um baseado e nos deixou independente.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
só faço sexo
dentro do caixão.
Diego Maradona,
que joga na Argentina
não sabe se é crack ou ainda é cocaína
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
só bebo sangue
de menstruação.
Tava na esquina,
fumando um baseado
chegou a polícia e me levou pro delegado
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
O meu pai tem um carro
que é movido a gasolina
mas como eu não tenho carro sou movido cocaína
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
Até Santos Dummond
que era um grande caretão
fumou um baseado e inventou o avião.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
Na casa da minha vó
não tinha um baseado
fiquei desesperado e fumei capim com cravo.
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
soy muy locão
e overdose é bão.
Garotinha linda
eu gosto muito de você,
mas o que eu gosto mesmo é de L S D!
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
eu fumo todas
e não abro mão.
Quando eu morrer
não joguem flores no meu caixão
pode botar maconha que é pra eu subir doidão
Sou vampiro doidão
Sou vampiro doidão
de dia eu durmo e
de noite eu fumo um baseadão.
[ zoando seus amigos da roda de viola ]
Humberto é meu amigo
Humberto é meu colega
Eu vou fazer com ele o que o cavalo faz com égua
OBS.: esta música não foi composta ou gravada pelo Raul . Os
verdadeiros autores são OS IMPOSSÍVEIS.
20 de fevereiro de 2004
ANDARILHOS NA TEMPESTADE - PARTE II
Três meses depois de sair de Lisboa, quase sem comida e água, o primeiro monte é vislumbrado pelo timoneiro. Sozinho, ele pula, grita, ri e corre içar a outra vela para pegar um vento que chegue mais rápido ao esperado destino. Ele puxa a corda, larga o mastro, amarra a corda e corre ao timão para corrigir a rota. Em pouco tempo, seus pés terão terra firme onde pisar, água doce e fresca para beber e frutas para se deliciar. Finalmente, o longo tempo de espera chega ao fim, as noites de solidão em alto mar, as águas revoltosas e a fome que ja não era mais saciada com o que ele tinha no porão, tudo agora vai chegar ao fim.
Falta pouco, o monte fica cada vez mais próximo e já se pode perceber que se for uma ilha, não é pequena, a floresta que cobre o morro é seguida de um paredão rochoso que segue a costa até se perder de vista. A água começa a tomar uma coloração mais esverdeada e o timoneiro precisa desviar de alguns recifes de corais para não ficar encalhado, ainda faltam uns dois quilômetros, talvez um pouco mais para que possa colocar os pés na areia. A espera é angustiante.
Quando o barco chega mais perto da praia, ele lança a âncora, pega a canoa e um remo e pula n'água . As remadas fortes mostram a pressa do marujo em sair do mar, antes de alcançar a areia ele pula da canoa e chega nadando até a orla.
Deitado no chão, ele gargalha o feito. Relembra de toda a viagem, os perigos que superou, a longa espera, a solidão. Ninguém creditou que ele iria conseguir, chamaram de suicida, não teve apoio de ninguém e mesmo assim pegou seu barco e aliou-se ao mar, sem saber se a água e a comida eram suficientes. E agora sua luta chegava ao fim, o objetivo foi atingido.
Levantou, olhou em volta e ficou admirando a bela paisagem onde estava. Andou alguns metros e alcançou o mato. A floresta não parecia virgem, tinha galhos verdes quebrados pelo chão e pegada de animais na terra. O interior da mata era tão escuro e amedrontador que o marujo voltou para a praia. Andou na direção do paredão e viu uma bela índia lavando algumas frutas. Para sua surpresa, ela não se assutou quando o viu. Parecia já esperar pela sua chegada.
Ele se aproximou e parou na frente dela, os dois ficaram se olhando e ela abriu um belo sorriso mostrando seus dentes alvos e bonitos. Sem dizer palavra, os dois lábios se tocaram demoradamente. Quando ela se afastou, ele ainda tinha os olhos fechados, e manteve assim na ânsia de receber outro agrado.
Mas não viu nada, quando abriu os olhos, estava em pé, dentro do porão do navio, em frente à portinhola por onde se via a imensidão do oceano e nehum sinal de terra. Era mais uma vertigem trazendo seus sonhos pra realidade.
Putlaineindecuquie
roaribori cuquie in nari borofori cuquie in nari borofori dainasista haidari
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh colidá ocomoco
dócto indenocoe daquiteqse
dóóóóócto
putniisnoliéquiquese
dóóóóócto
indenacnactequese
dóóóóócto
indenacnactequese
.
.
.
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh colidá ocomoco
dócto indenocoe daquiteqse
dóóóóócto
putniisnoliéquiquese
roaribori cuquie in nari borofori cuquie in nari borofori dainasista haidari
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh colidá ocomoco
dócto indenocoe daquiteqse
dóóóóócto
putniisnoliéquiquese
dóóóóócto
indenacnactequese
dóóóóócto
indenacnactequese
.
.
.
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh trec poouro
putlaineindecuquie in nosh colidá ocomoco
dócto indenocoe daquiteqse
dóóóóócto
putniisnoliéquiquese
19 de fevereiro de 2004
Flowers On The Wall
I keep hearing you're concerned about my happiness
But all that thought you're giving me is conscience, I guess
If I were walking in your shoes I wouldn't worry none
While you and your friends are worrying 'bout me, I'm having lots of fun
Counting flowers on the wall
That don't bother me at all
Playing solitaire till dawn with a deck of 51
Smoking cigarettes and watching Captain Kangaroo
So don't tell me I've nothing to do
Last night I dressed in tails pretended I was on the town
As long as I can dream it's hard to slow this swinger down
So please don't give a thought to me I'm really doing fine
You can always find me here and having quite a time
Counting flowers on the wall
That don't bother me at all
Playing solitaire till dawn with a deck of 51
Smoking cigarettes and watching Captain Kangaroo
So don't tell me I've nothing to do
It's good to see you, I must go, I know I look a fright
Anyway my eyes are not accustomed to this light
And my shoes are not accustomed to this hard concrete
So I must go back to my room and make my day complete
Counting flowers on the wall
That don't bother me at all
Playing solitaire till dawn with a deck of 51
Smoking cigarettes and watching Captain Kangaroo
So don't tell me I've nothing to do
Brian Wilson toca, ao vivo, disco perdido dos Beach Boys
Brian Wilson, o gênio por trás dos Beach Boys, confirmou o lançamento de um disco perdido da banda, gravado há 40 anos, quando eles estavam no auge do sucesso. O disco "Smile" tem um status de lenda entre os aficionados por rock e é tido como o melhor disco entre todos aqueles que nunca foram lançados. Este seria o disco que sucederia "Pet Sounds", a obra-prima dos Beach Boys. O que aconteceu porém é que Wilson, que descreveu o disco como "uma sinfonia adolescente pra Deus", achava que ele não teria muito apelo comercial e, então, mandou-o para seus arquivos, onde ele ficou até o momento...[Leia Mais]
Fonte: Rockwave
*YOU GUILTY*
At least, it can be great
When the things get much better
I just hope is not too late
To wright you this fucking letter
There is a thing i can't forget
Such a lesson that you don't learn:
The payment is the cost to bet
And thetime will never return
The love have another meaning
But you don't understand it so right
When play with our own feelings
And we're started to argue and fight
Now, you're gone and leave forever
Talking with doors, walls and darkness
If you told me before, it doesn't matter
'Cause the very important is my hapyness
At least, it can be great
When the things get much better
I just hope is not too late
To wright you this fucking letter
There is a thing i can't forget
Such a lesson that you don't learn:
The payment is the cost to bet
And thetime will never return
The love have another meaning
But you don't understand it so right
When play with our own feelings
And we're started to argue and fight
Now, you're gone and leave forever
Talking with doors, walls and darkness
If you told me before, it doesn't matter
'Cause the very important is my hapyness
18 de fevereiro de 2004
Paris, 17 fev (EFE).- A organização antiglobalização Attac comemorará seus cinco primeiro anos de existência com a produção de um CD com canções de cerca de quinze artistas, entre eles Emir Kusturica, Manu Chao, Nitin Sawhney, Moby, Idir e Salif Keita.
Todos eles doaram uma canção inédita ou rara para uma compilação batizada de "Attac, outro mundo é possível", informou a organização em um comunicado.
O disco será acompanhado de um livro com contribuições de escritores, professores universitários, políticos e figuras conhecidas, como o sub-comandante Marcos, o sindicalista francês José Bové e o prêmio Nobel de Literatura 1998, José Saramago.
Um conjunto de fotos ilustrará a publicação com testemunhos da luta contra a globalização, acrescentou o comunicado.
O projeto será difundido por distribuidores independentes em vários países e permitirá o financiamento de iniciativas da Attac.
(Fonte: Uol)
17 de fevereiro de 2004
Soneto da vida longa
(Eduardo Carvalho)
É como desenhar uma estrela
feita com cinco pontas em roleta
que refiguram o homem para si:
cabeça no alto e os membros em xis.
É como desvendar o grande enigma
tocar o centro aceso da chama ígnea
flutuar no silêncio calmo do aqui
nu no eterno agora de ser feliz.
É como atravessar o etéreo abismo
entre a razão e o sentimentalismo
da dúvida daquilo com que cismo.
É como alcançar sagrado segredo,
de tal vulto, que perco todo o medo
do que, oculto, me mataria mais cedo.
(Eduardo Carvalho)
É como desenhar uma estrela
feita com cinco pontas em roleta
que refiguram o homem para si:
cabeça no alto e os membros em xis.
É como desvendar o grande enigma
tocar o centro aceso da chama ígnea
flutuar no silêncio calmo do aqui
nu no eterno agora de ser feliz.
É como atravessar o etéreo abismo
entre a razão e o sentimentalismo
da dúvida daquilo com que cismo.
É como alcançar sagrado segredo,
de tal vulto, que perco todo o medo
do que, oculto, me mataria mais cedo.
16 de fevereiro de 2004
Diamante Descomunal
Um diamante de inimagináveis 10 bilhões de trilhões de
trilhões de quilates brilha no espaço a 50 anos-luz de qualquer ambição
terrena. Pesquisadores do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian
detectaram na constelação de Centauro uma estrela-anã branca cujo núcleo é
formado por um bloco de carbono cristalizado - um diamante.
A pedra tem 4 mil quilômetros de diâmetro e 2,25 milhões de trilhões
de trilhões de quilos. Em quilates, seria o número um seguido de 34 zeros. O
maior diamante já encontrado na Terra - o Estrela da África, que pertence à
Coroa Britânica - tem "meros" 530 quilates.
"Seria preciso um porta-jóias do tamanho do sol para guardá-lo",
descreveu, em um comunicado, o astrônomo Travis Metcalfe, que liderou a
pesquisa que levou à descoberta. "Para bancá-lo, Bill Gates e Donald Trump
não davam nem para começar."
Metcalfe conta que os especialistas estão se referindo à "jóia" como
Lucy, em referência ao clássico "Lucy In The Sky With Diamonds", dos
Beatles.
"É a mãe de todos os diamantes", diz o pesquisador, sem esconder a
empolgação e a surpresa.
O estágio em que estrela que guarda com núcleo de diamante está é o
destino do Sol. Quando morrer, daqui a estimados 5 bilhões de anos, o astro
também se tornará uma estrela-anã branca. Dois bilhões de anos depois, o
coração do Sol também vai se cristalizar, dizem os pesquisadores.
"Nosso Sol vai se tornar um diamante que será verdadeiramente
eterno", brinca Metcalfe.
Fonte: Globo.com
Dezesseis Toneladas
Algumas pessoas dizem que o homem é feito de barro
Um homem pobre é feito de músculos e sangue
Músculos, sangue, pele e ossos
Uma mente fraca e as costas fortes
Você carrega 16 toneladas e o que ganha?
Um dia mais velho e mais afundado nas dívidas
São Pedro não me chame porque não posso ir
Devo a minha alma à empresa
Nasci em uma manhã em que o sol não brilhava
Peguei minha pala e me encaminhei à mina
Carreguei 16 toneladas de carvão número 9
E o chefe saliente abençoou minha alma
Você carrega 16 toneladas e o que ganha?
Um dia mais velho e mais afundado nas dívidas
São Pedro não me chame porque não posso ir
Devo a minha alma à empresa
.....
Um pedaço da letra traduzida (por mim, podem conter más interpretações, vai saber) da música Sixteen Tons (Dezesseis Toneladas) de Tennesee Ernie Ford. Este som foi-me indicado pelo Sr. Slomp. À quem compete tal conhecimento, sabe de quem vos falo. Gostei
13 de fevereiro de 2004
Justiça manda indenizar fumantes em São Paulo
A Justiça decidiu que duas empresas fabroicantes de cigarro, Souza Cruz e Philip Morris, deve indenizar fumantes e ex-fumantes do Estado por omitirem informações sobre a periculosidade do fumo. Elas também foram condenadas por veicularem propaganda enganosa e abusiva.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, esta é a maior derrota jurídica da indústria do cigarro no Brasil. A ação foi movida pela Associação em Defesa da Saúde do Fumante (Adesf). O valor das indenizações pode chegar a R$ 37,5 bilhões.
A sentença foi proferida pela juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern, da 19ª Vara Cível de São Paulo. A juíza determinou um prazo de 60 dias para que os fabricantes mudem a embalagem do cigarro e passem a informar nela os dados técnicos do produto, a composição química do fumo, as precauções de uso, a sua periculosidade e o responsável técnico.
A decisão da Justiça também fixou uma multa diária de R$ 100 mil como punição para os fabricantes que não cumprirem a determinação.
Fonte: Terra
12 de fevereiro de 2004
ANDARILHOS NA TEMPESTADE
No fim do dia, estava exausto. Tinha andado um bom pedaço, mas ainda faltava muito, teria pelo menos mais dois dias de caminhada pela frente até chegar ao vilarejo mais próximo e encontrar sua noiva. Trazia consigo uma pequena mochila em forma de saco, onde colocava seus pertences e uma faca artesanal para o caso de ser atacado durante a viagem por um desses andarilhos que vivem vagando pelas estradas do condado.
Olhou em volta, chutou alguns gravetos para longe e decidiu se instalar ali mesmo onde estava. Parecia bem protegido, sem muito vento, um pouco escondido dos ladrões e ainda tinha uma boa árvore para se encostar. Puxou uma pedra que estava perto da estrada e sentou, abriu a mochila, tirou um pedaço grande de pão e separou um naco para comer. Enquanto comia, pensava na arquitetura do lugar onde iria montar pouso até o dia seguinte. Percebeu que havia um riacho ali perto, levantou e andou alguns passos até encontrar o estreito córrego que quase não existia vista a pouca quantidade d'agua que corria. Tomou um gole, lavou as mãos e voltou para o acampamento.
Era difícil acender uma fogueira durante a noite, então começou a recolher lenha antes que a escuridão chegasse. Olhou em volta e avistou os gravetos que ele mesmo tinha chutado, precisaria de apenas alguns mais grossos. Com a lenha recolhida e amontoada, começou a acender o fogo usando pólvora, duas pedras e folhas secas.
A noite chegou e apenas o clarão do fogo iluminava o mato. Precisou arrancar alguns arbustos que obstríam o lugar onde ele faria sua cama, perto da árvore, estendeu um pano grosso no chão e um cobertor para se proteger do frio da madrugada. Sem perceber, adormeceu na hora em que se apoiou na árvore.
Antes do primeiro raio de sol aparecer, ele notou que algo se mexia e fazia barulho ali perto. Abriu um olho, depois o outro e viu dois cervos pastando a alguns metros dali, sem pressa nem medo do monte enrolado no cobertor que até então não havia expressado nenhuma ação. Durante alguns segundos, ele ficou ali quieto, olhando os inocentes animais fazer sua refeição matutina.
De repente um estampido. O cervo dá um berro e prostra no chão. O sangue começa a minar e o outro animal, já distante, olha prá tráz para dar adeus ao seu amigo e leva um tiro na cabeça sem ter tempo de escapar.
O caçador se aproximou e avistou alguém encolhido embaixo da árvore que se levantava procurando o autor dos disparos.
Carregou a espingarda e atirou certeiramente na cabeça do homem. Ao sair, ainda comentou consigo mesmo:
- Esses andarilhos! Se eu não sou rápido ele me pegava!
No fim do dia, estava exausto. Tinha andado um bom pedaço, mas ainda faltava muito, teria pelo menos mais dois dias de caminhada pela frente até chegar ao vilarejo mais próximo e encontrar sua noiva. Trazia consigo uma pequena mochila em forma de saco, onde colocava seus pertences e uma faca artesanal para o caso de ser atacado durante a viagem por um desses andarilhos que vivem vagando pelas estradas do condado.
Olhou em volta, chutou alguns gravetos para longe e decidiu se instalar ali mesmo onde estava. Parecia bem protegido, sem muito vento, um pouco escondido dos ladrões e ainda tinha uma boa árvore para se encostar. Puxou uma pedra que estava perto da estrada e sentou, abriu a mochila, tirou um pedaço grande de pão e separou um naco para comer. Enquanto comia, pensava na arquitetura do lugar onde iria montar pouso até o dia seguinte. Percebeu que havia um riacho ali perto, levantou e andou alguns passos até encontrar o estreito córrego que quase não existia vista a pouca quantidade d'agua que corria. Tomou um gole, lavou as mãos e voltou para o acampamento.
Era difícil acender uma fogueira durante a noite, então começou a recolher lenha antes que a escuridão chegasse. Olhou em volta e avistou os gravetos que ele mesmo tinha chutado, precisaria de apenas alguns mais grossos. Com a lenha recolhida e amontoada, começou a acender o fogo usando pólvora, duas pedras e folhas secas.
A noite chegou e apenas o clarão do fogo iluminava o mato. Precisou arrancar alguns arbustos que obstríam o lugar onde ele faria sua cama, perto da árvore, estendeu um pano grosso no chão e um cobertor para se proteger do frio da madrugada. Sem perceber, adormeceu na hora em que se apoiou na árvore.
Antes do primeiro raio de sol aparecer, ele notou que algo se mexia e fazia barulho ali perto. Abriu um olho, depois o outro e viu dois cervos pastando a alguns metros dali, sem pressa nem medo do monte enrolado no cobertor que até então não havia expressado nenhuma ação. Durante alguns segundos, ele ficou ali quieto, olhando os inocentes animais fazer sua refeição matutina.
De repente um estampido. O cervo dá um berro e prostra no chão. O sangue começa a minar e o outro animal, já distante, olha prá tráz para dar adeus ao seu amigo e leva um tiro na cabeça sem ter tempo de escapar.
O caçador se aproximou e avistou alguém encolhido embaixo da árvore que se levantava procurando o autor dos disparos.
Carregou a espingarda e atirou certeiramente na cabeça do homem. Ao sair, ainda comentou consigo mesmo:
- Esses andarilhos! Se eu não sou rápido ele me pegava!
CM - Em janeiro de 96, você tocou na praia, na cidade de Santos, em um show para muita gente, enquanto a TV transmitia o show que o Jimmy Page e o Robert Plant realizavam no Rio. O pessoal do rock da cidade não ficou em casa. Você meio que desbancou o Led Zeppelin naquela noite. Você se lembra ? Como essas coisas acontecem, que tipo de fenômeno é este?
RL - Putzgrila, meu....não lembro disso não. Lembro porém que desbancamos legal o Spin Doctors no Pacaembu. Dia seguinte, no Maracanã, do Rio, Jagger mandou flores e me convidou para abrir logo antes a apresentação deles, o cara foi esperto...
Aqui o resto da entrevista.
a mulher do patrão”
"Mais ou menos meia-noite e meia de uma sexta feira, nós do Roquenrou, Arthur Tofani, Rodrigo EBA! e Ronaldo Branco estávamos sendo recebidos por Sérgio Dias, lendário e eterno guitarrista dos Mutantes. Noite quente, roupas pretas e meias brancas, nos levou ao seu home studio, onde nos deixou à vontade para fazermos uma entrevista, o que acabou sendo deixada de canto para um bate-papo informal, muito mais proveitoso.
Começamos a conversar antes mesmo de podermos preparar o gravador. A entrevista segue do ponto onde falávamos da dupla Sandy & Júnior. Não sabemos porque chegamos nesse assunto, mas a transcrição começa de onde o gravador pegou. Precário, mas com tendência a melhorar..."
Este trecho da entrevista com o ex-guitarrista dos Mutantes, foi extraída do site Roquenrou. Um site bem legal sobre música, especialmente sobre rock. Crônicas, entrevistas, quadrinhas, listas de músicas imperdíveis e variedades, td muito bem organizado. Vale a pena conferir.
10 de fevereiro de 2004
FIM DE TARDE
Todo dia em cada fim de tarde
Um sentimento frio e banal
Misturando uma dor que arde
Com a mesma angústia mortal.
De quando eu era pequeno e jovem
Sem ter amigos com quem brincar
Arrastando dias que não se movem
Rezando pra nao ver o tempo passar
Mesmo que ele insista em permanecer
Fora daquilo que eu tinha planejado
Demorando seculos a amanhecer
Nos mesmos dias tristes e calados
Que ja nao tenho certeza estar vivendo
Porque nao me sinto mais assim tao forte
So agora a verdade esta aparecendo
Justamente quando encontro a morte.
Tarde demais...
Todo dia em cada fim de tarde
Um sentimento frio e banal
Misturando uma dor que arde
Com a mesma angústia mortal.
De quando eu era pequeno e jovem
Sem ter amigos com quem brincar
Arrastando dias que não se movem
Rezando pra nao ver o tempo passar
Mesmo que ele insista em permanecer
Fora daquilo que eu tinha planejado
Demorando seculos a amanhecer
Nos mesmos dias tristes e calados
Que ja nao tenho certeza estar vivendo
Porque nao me sinto mais assim tao forte
So agora a verdade esta aparecendo
Justamente quando encontro a morte.
Tarde demais...
- Tudo.
- O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- Não. Nada.
- A família, as crianças, tudo bem?
- Tudo.
- Mas então o que é que foi?
- Já disse que não foi nada.
- Mas você está sempre rindo, contando piadas.
- É mesmo.
- E porque é que não está rindo hoje?
- Porque não, oras.
- Mas se não está rindo, é porque aconteceu alguma coisa.
- Pois não aconteceu nada.
- Vem cá, a gente sempre se deu bem, não deu?
- É verdade.
- Eu acho até que a gente pode se considerar amigo, não pode?
- É claro que pode.
- Então, pode contar. É problema com mulher?
- Minha mulher? Não, já disse que ela está muito bem.
- Não, eu estou dizendo assim, com outras mulheres...
- Ah, outras. Não, não estou com problemas com outras mulheres.
- Porque, se for isso, eu estou aqui pra ajudar.
- Já disse que eu não tenho problema com mulher nenhuma.
- Então o que é?
- O que é o quê?
- O que é que tá te deixando assim?
- Mas assim como?
- Assim, com essa cara.
- E o que é que tem a minha cara?
- Você... você... sei lá, você está sempre rindo, contando piadas...
- Você já disse isso.
- É, tem razão, mas você não respondeu. Por que é que você não está rindo?
- NÃO ESTOU RINDO PORQUE EU NÃO ESTOU A FIM.
- Calma, também não precisa ficar bravo.
- Eu não estou bravo, eu não estou triste, eu não estou feliz, eu não estou nada! Mas será possível que a gente tem a obrigação de estar sempre feliz, caramba? Por que é que a gente tem sempre que rir das coisas afinal de contas? Parece que hoje em dia todo mundo tem sempre uma piadinha pra tudo. Nos comerciais da televisão, sempre todo mundo rindo. Os apresentadores dos programas, um mais engraçadinho que o outro. Até nos lugares que antigamente era proibido rir, hoje em dia liberou geral. Nas escolas, os professores inventam piadinhas para os alunos aprenderem mais depressa. Até os padres, veja só, andam contando piadinhas durante o sermão. O que é que esse pessoal tem contra uma melancoliazinha afinal de contas? Será que a gente tem sempre que ficar rindo feito bobo? Pois eu não quero mais rir. Pronto. A partir de hoje só rio das coisas realmente engraçadas, que, aliás, são bem poucas, se você prestar bem atenção.
- Você é engraçado, às vezes.
- Engraçadinho...
Rindo à toa - Por Artur de Carvalho
9 de fevereiro de 2004
Outro fato que tenho observado, é que se vende colomy em muito mais lugares do que o fumo. Se você fuma tabaco avulso vai ter uma certa dificuldade de encontrar o fumo, mas se precisar do papel....
Bom, depois de ter comprovado estes fatos, eis que surge o TRITUBARÃO, isto mesmo Tritubarão, triturador de temperos. ehehe o Triturador que faz a mão!!. Em cores moderníssimas, mas no bom e velho formato artesanal. Ahh e com propaganda no rádio e tudo o que tem direito, onde encontrar?? Nas melhores loja de conveniência de sua cidade.
As conclusões deixo para vocês... ahh tem um link para o site aí em cima, caso queiram saber onde comprar um para dar de natal para a mamãe cozinheira!
"Depois dos bons e velhos 'esmurrugadores' artesanais, eis que chega ao mercado a evolução em puro plástico colorido. "
6 de fevereiro de 2004
Cópia controlada: direito de quem?
No começo era o Napster. Shawn Fanning introduziu um novo conceito de troca de músicas em formato digital através de um programa que se conectava a um servidor central e permitia que seus usuários baixassem arquivos diretamente de outros usuários. A indústria fonográfica caiu em cima, as gravadoras condenaram e alguns poucos artistas aplaudiram a revolução que começava.
Então a briga se acirrou e processos começaram a circular. Criador e usuários do software foram processados, sites fechados e privacidade invadida. Idéias de como suprir a queda dos lucros anunciada pelas gravadoras, que atribuíram o ocorrido à troca de músicas, começaram a surgir, e então a proteção contra cópia em CDs de áudio começou a ser estudada.
Eis que hoje pego um CD que contém as seguintes informações: "Cópia Controlada - Veja os detalhes no verso". Controlada? Interessante... Virei o CD e vi informações de compatibilidade. A frase em letras pequenas, mas com certo destaque, anuncia: "Problemas de reprodução poderão ser encontrados em alguns equipamentos". Como assim? Comprei o CD e pode ser que meu aparelho não toque?
Abri o CD para vasculhar o encarte. Nada. Tirei o CD e atrás dele encontrei uma "cartinha" impressa, reproduzida abaixo na íntegra:
"Obrigado por comprar este álbum, pelo seu apoio aos artistas, compositores, músicos e outros que criaram e tornaram possível este trabalho artístico. Por favor, lembre-se de que a gravação e o trabalho artístico contidos neste álbum estão protegidos por leis de propriedade intelectual. Como você não é o dono da gravação nem do trabalho artístico, este produto não é seu para distribuição. Por favor, não use os serviços de Internet que promovem a distribuição ilegal de música, nem presenteie aos outros com cópias de seus álbuns ou os empreste para que sejam copiados. Isto prejudica os artistas que criaram a música e tem o mesmo efeito que retirar um álbum de uma loja sem pagar por ele. As leis nacionais e internacionais prevêem penalidades severas, tanto civis quanto criminais, pela reprodução, distribuição e transmissão digital não-autorizada de gravações musicais protegidas por leis de propriedade intelectual.
Para encontrar arquivos legalizados para download visite Musicfromemi.com. Este site foi originalmente desenvolvido em língua inglesa."
Ótimo. Não empreste, não passe adiante e não conte para ninguém que você tem o CD. Não fuja da loja com o CD debaixo do braço! Ou melhor, roube o CD, pelo menos a gravadora continuará ganhando seus trocados e a loja arcará com o prejuízo. Mas cuidado com o alarme!
Abismado com a tecnologia que nunca tinha visto (já que a maioria dos CDs que compro são de pequenos selos europeus, coletâneas que não têm muito nome ou aqueles em gôndolas de promoção no melhor estilo "um-por-cinco-e-cinco-por-vinte") peguei o CD e coloquei no meu computador:
"To listen to the CD a number of files need to be updated on your PC. Select OK to install, Cancel to quit the installation process."
Ok. Ninguém tinha me dito que eu precisaria instalar nada na minha máquina. Como assim? Eu preciso instalar um número de arquivos, não sei quais são, não sei o que essa atualização implica e não sei como fica minha privacidade depois de tentar ouvir o CD. Espere um pouco, tive uma idéia! Vou mandar minha paranóia dar uma volta enquanto eu instalo esse monte de coisas que eu não sei para que servem!
Cancelado, lógico. Abro o Winamp, programa que eu uso para escutar CDs. Nada acontece, ele simplesmente não acha os arquivos de música. Vou ao Windows Media Player para ver o que acontece. Rolou. Felizmente não precisei instalar nada desconhecido para conseguir ouvir o meu CD, que acabei de comprar. Afinal, se não confiam em mim, porque confiarei em uma atualização que eles sugerem?
O som é bom, como eu esperava, mas agora tenho outro problema. Eu comprei recentemente um discman que reproduz MP3, e a vantagem dele é justamente andar com 15 dos meus CDs em apenas um. Se eu comprei o CD, eu tenho o direito de estar com ele, não importa se com o original ou se com uma cópia dele. Parece que deu certo, estou conseguindo transformar em MP3 numa boa. Estranho! Consegui copiar as músicas, embora agora esteja me sentindo um pirata.
Vou entrar no site da EMI, deve ter algo sobre o controle. Nossa, que capricho! Registraram até domínio para informar ao cliente o que está acontecendo.
"Estamos decididos a combater todas as formas de pirataria e vamos utilizar todos os meios possíveis para impedir a cópia e distribuição ilegal da nossa música incluindo medidas tecnológicas, legais e legislativas, onde for apropriado. Roubar propriedade intelectual é o mesmo que roubar qualquer outro tipo de propriedade".
Realmente, vão usar todos os meios! E eu que sempre pensei que o melhor era pesquisar e usar apenas o meio mais inteligente que, de uma vez por todas, o assunto estaria resolvido.
"Embora estejamos envolvidos ativamente no desenvolvimento de tecnologias que impedem a cópia ilegal de CDs, reconhecemos também que as pessoas desejam ouvir a sua música em muitos ambientes diferentes. Assim, estamos trabalhando para desenvolver soluções tecnológicas que não só impeçam a cópia em massa, mas, principalmente, que também lhe permitam fazer um pequeno número de cópias legais de um disco para uso pessoal".
Ah! Obrigado por pensar em quem sustenta vocês! Quem sabe agora possa ter o CD e uma cópia de backup, que eu deixe guardada num cofre para que ninguém mais ouça? Talvez fosse uma boa incluir no CD fones de ouvido e dizer que esse CD pode ser ouvido por apenas uma pessoa! E falar para os artistas fazerem músicas mais complexas, para evitar que as pessoas as cantarolem por aí!
O site informativo ainda explica como transmitir cópias ilícitas pode criar riscos de segurança para seu computador. Gerar pânico, outra ótima estratégia! Dizem lá que um arquivo que parece ser música pode ser um vírus que destrói seu computador, ou pornografia que pode acabar sendo vista por seus filhos.
E no FAQ há mais informações úteis sobre o programa:
"Porque o disco não toca no leitor de CD do meu carro?"
Resposta: "Teste o disco em vários leitores de áudio. Se o disco falhar em vários leitores, é provável que seja um disco com defeito que deve ser devolvido à loja. Se o problema for específico de um leitor particular, comunique ao fabricante e à EMI. Faremos o possível para resolver o seu problema."
E se isso não funcionar, troque o seu carro.
"Posso reproduzir este disco no meu sistema Linux ou outro baseado em Unix?"
Resposta: "No momento, os nossos discos suportam reprodução apenas em computadores PC e Mac".
Ótimo! Aproveite e compre o Windows XP, porque para ouvir um CD que custou R$ 30 você vai precisar de um sistema que custa no mínimo R$ 800! Nada de usar sistemas livres. Formate e instale o Windows.
"Porque o iTunes não reproduz o disco corretamente?"
Resposta: "Porque o iTunes está reagindo à tecnologia de controle de cópias. É por isso que o CD contém um player para Mac"
Sim, nós te diremos o que usar daqui para frente se você quiser mesmo pagar pela nossa música!
Segundo a Phillips, criadora do CD, os CDs com sistemas de controle de cópias violam as especificações do padrão Red Book e, portanto, não podem ser chamados de CDs, ou usar clássico logotipo "Compact Disc". Então fique atento ao símbolo e aos dizeres "Cópia Controlada" na caixinha do CD que você for comprar, pois ele pode não funcionar no seu aparelho.
Depois de tudo isso, dúvidas permanecem. Essa era a melhor alternativa? Vou me sentir um criminoso e ser comparado a um ladrão de CDs mesmo tendo pago mais de R$ 30 pelo disco? Será que a proteção aos direitos autorais exigida pelas gravadoras pode infringir meus direitos como consumidor de usar o produto, pelo qual paguei, como bem entender? Sempre ouvi que o direito de um acaba quando começa o do outro.
E a briga de gato e rato continuará, porque enquanto as gravadoras se sentirem lesadas, lesarão seus clientes com atitudes como essa. Agora, uma coisa eu não entendi: se estão trabalhando numa solução para permitir um pequeno número de cópias legais do disco, eu vou poder copiar os CDs e vender para alguns amigos? Talvez essa seja a forma de fazer um CD de R$ 30 sair por R$ 15, o preço que a maioria dos consumidores pagaria, em vez de copiar e transmitir as músicas pela Internet...
Ações contra a proteção anticópia
A proteção anticópia em CDs é apenas uma maneira de impedir que usuários sem muito conhecimento técnico os transformem em MP3, já que é sabido por todos que crackers e piratas de verdade facilmente conseguirão quebrar essa proteção, se assim quiserem.
Na Internet a manifestação contra o uso de sistemas anticópia é grande. O site Fat Chuck's traz uma lista de CDs "corrompidos", uma maneira de evitar que usuários caiam no conto e levem um CD que não lhes permite a cópia ou, em vários casos, a reprodução em determinados aparelhos de som.
Além da lista, o site também traz dicas de como o usuário pode manifestar seu descontentamento com esta prática, incluindo até dicas de como mover processos contra as gravadoras e seus custos.
A página também oferece links para outros sites semelhantes, como a "Copy Protection Sux" e "Don't Buy CDs".
Fonte: Rodrigo Martin, Terra
Esquenta a briga entre redes P2P e Riaa
A briga entre as empresas que fazem programas de troca de arquivos digitais (P2P) e a the Recording Industry Association of América (Riaa) está cada dia mais espinhosa. Cada oponente tenta a todo custo sair vencedor na peleja que envolve direitos autorais, novos modelos de negócio, consolidação da Internet como canal de distribuição e a conquista de novos nichos de consumo.
O último lance desse jogo foi dado pela StreamCast Networks. O programa Morpheus 4, um software de troca de arquivos, permite a integração simultânea com várias redes de P2P como Kazaa, iMESH, eDonkey, Overnet, Grokster, LimeWire, Gnutella e G2. No dia do lançamento, 300 mil cópias foram baixadas por internautas. O CEO, Michael Weiss, espera criar um novo modo de compartilhamento de arquivos de musica, filmes, fotos e softwares, sem intermediários.
Em contrapartida, a RIAA prometeu fortalecer a política de processar usuários que forem pegos trocando música sem pagar os direitos autorais. A última ação, no final de janeiro, processou 532 pessoas. A mensagem do presidente da RIAA, Cary Sherman, foi clara. "Vamos continuar com as ações contra essa ilegalidade".
Fonte: Terra
O Homem Martelo não fala. Está é a primeira lição. Ele não canta, não dança, não tem vontade própria e suporta muitas e muitas horas vendo e fazendo as mesmas coisas.
O Homem Martelo anda para frente e para trás. Sempre. Ele nunca muda, somente quando lhe é solicitado. Correção, bem solicitado. Se o Homem Martelo não entende, ele simplesmente ignora a ordem. Porque o Homem Martelo, não questiona, ele não pensa, lembram-se?
Na verdade ele pensa. Pensa somente no que interessa, não ocupa sua cabeça com outras coisas. Ele planeja, ele organiza, ele pensa em cores, mas somente quando lhe é solicitado.
Mas quando chega a hora, no fim do dia, o Homem Martelo sai, e transforma-se numa enorme Borboleta.
4 de fevereiro de 2004
"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
Hilda Hilst
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
Hilda Hilst
Hilda Hilst, quando abre a boca...
Taxada desde sempre de 'maldita', 'pornogr?fica', 'escandalosa', Hilda Hilst foi, no entanto, uma das mais talentosas escritoras brasileiras. Numa avalia??o a s?rio, a cr?tica especializada j? sentenciara: "a poesia de Hilda desenha um arco de coer?ncia e inspira??o sem igual em qualquer outro autor vivo no Brasil."
Poeta e ficcionista , ela dizia-se "megaloman?aca" ao classificar sua pr?pria obra, como prova a estrofe colhida ao acaso em Da morte: "Porque conhe?o dos humanos/ Cara, Crueza/ Te batizo Ventura/ Rosto de Ningu?m/ Morte-Ventura/ Quando ' que vem'".
Hilda nunca sa?a do s?tio, pr?ximo de Campinas, onde se recolhera, h? tempos, qualquer que fosse o tipo de evento a que fosse convidada. [..]
Como toda - toda, sem exce??o - obra de Hilda, as cr?nicas de Cascos e car?cias causaram bastante esc?ndalo junto a seus primeiros leitores, e continuam a causar. Nelas, Hilda exercita mais do que nunca sua veia de provocadora profissional ,utilizando ao m?ximo o sarcasmo, o escracho, a blasf?mia, numa constru??o narrativa de elabora??o perfeita.
Megalomania: Ningu?m me leu, mas eu fui at? o fim, fiz o trabalho. A gente tem de acreditar em si mesma. Eu sei que sou o maior poeta do pa?s, n?o tem import?ncia me chamarem de megal?mana. Escrevi de um jeito que ningu?m escreveu. Foi a ?nica coisa que eu soube fazer na vida.
Honrarias: Me convidam, mas eu n?o vou a feiras de livros, nunca, nenhuma , eu n?o aguento. A gente envelhece e as coisas ficam desimportantes. Honrarias... tudo uma besteira.
?nus intelectual: 'Quelle ?poque, mon Dieu', me disse o cara da Gallimard, 'Quase ningu?m compra a Hilda Hilst, e todo mundo compra o Paulo Coelho.' Pois ?, ningu?m l? mais, nem os franceses. Disseram que "A Senhora D? ficaria dif?cil demais em franc?s. Eu respondi que em copta tamb?m ficaria, em s?nscrito... A Gallimard escreveu que eu transformava pornografia em arte. A? ningu?m leu mesmo.
Livro grosso: Precisa ter humor para escrever. Eu escrevi demais na minha vida, tentei tudo para ser lida. Diziam que Fic??es era grosso demais e Com Meus Olhos de C?o tamb?m. Parece que americano ? que gosta de livro grosso, porque n?o cai da estante.
Bordel geri?trico: Eu falei v?rias vezes para a Lygia Fagundes Telles que eu queria fazer um bordel geri?trico aqui, chamando tamb?m a Nelida Pi?on. ? uma coisa bem inventiva, porque tem tara para tudo. Eu ficaria no caixa, com as luvas longas, e a Lygia trabalharia. Mas ela ficou zangada comigo. O Caio Fernando Abreu, que morou aqui, criou um slogan: 'Venham conhecer Hilda, a fera de Buchenwald; tragam sus hijos a la sexualidad y amor de Nelida Pi?on'.
3 de fevereiro de 2004
Fractais
Quando você pensa em uma certa mercadoria, qualquer que seja ela, você sabe que seu preço ora sobe, ora desce, ou seja, dado um intervalo considerável de tempo, este preço se comporta de forma imprevisível. Várias podem ser as causas para este comportamento: a mudança de certas regras comerciais, uma expectativa de falta iminente da mercadoria, ou ainda, uma retração geral da economia... etc. De uma forma geral, os preços devem variar aleatoriamente e ordenadamente. Paradoxo? Não. Em uma escala micro, em curto prazo, os preços se comportam desordenados; mas em numa escala macro, em longo prazo, há certas tendências ordenadas como quando, por exemplo, há um longo período de recessão.
Quando um estatístico estuda certos dados, tais como o preço de certa mercadoria, ele utiliza uma ferramenta indispensável: um gráfico em forma de sino que representa a distribuição gaussiana ou normal dos dados. Esta curva mostra, neste caso, os preços de certo produto em um certo período de tempo. Desta forma a maioria dos valores discretos de preços se situa na parte central desta curva, ou seja, a média. Porém, nos lados desta parte central, a curva cai muito rapidamente.
Existiria um padrão nestes preços? O economista Hendrik Houtahkker aplicou esta forma de sino para estudo de oito anos de preço de algodão, constatando que a curva não se ajustava à distribuição normal perfeitamente. De forma estranha, a curva se alongava ao invés de cair rapidamente.
Algum tempo depois, Benoit Mandelbrot, um jovem matemático, foi convidado para fazer uma palestra no departamento de economia de Havard, do qual Houtahkker era professor. Coincidentemente, Mandelbrot tinha em mente uma figura bastante parecida com o diagrama de preços de algodão que Houtahkker tinha em sua sala. Mandelbrot concluiu que os preços de algodão seriam um bom conjunto de dados que ele poderia utilizar para prosseguir seus estudos. Eles eram numerosos – havia dados de mais de um século – e não continham interrupções.
Mandelbrot fazia parte da International Business Machines Corporation (IBM) e usou os computadores da empresa para processar os dados dos preços do algodão. Como Houtahkker já havia notado, os números mostravam aberração quanto à distribuição normal. O que era impressionante é que havia certa ordem oculta, havia simetria em pequenas e grandes escalas. Isto significava que as seqüências de variações independia da escala. Olhando as variações diárias e comparando-as com as variações mensais, notava-se que elas correspondiam-se perfeitamente. Era isto o que Mandelbrot procurava! um padrão onde , pensava-se, só existiria aleatoriedade.
Tempos depois a IBM começou a enfrentar problemas em suas linhas telefônicas que eram usadas para a transmissão de dados. Vez ou outra havia certos ruídos que causavam erro nos dados transmitidos. Quando Mandelbrot começou a analisar o problema, soube que os ruídos, apesar de aleatórios, apresentavam características peculiares: em certos períodos praticamente não havia ruídos, enquanto que em outros, havia vários erros de transmissão e mais: dentro de períodos de erro havia períodos de transmissão perfeita. A previsão dos ruídos era simplesmente impossível.
Haveria alguma relação deste fenômeno com o comportamento dos preços de algodão? Mandelbrot acreditava que sim. A intuição geométrica era uma de suas qualidades e logo associou a distribuição de erros a uma construção matemática chamada conjunto de Cantor, nome dado em homenagem ao matemático russo George Cantor (1845-1918). Tal construção é simples. Comece com uma linha de certo tamanho; tire o terço médio; tire o terço médio das duas linhas restantes; repita o processo várias vezes. O que sobra são finas linhas, chamadas poeira de Cantor (ver figura abaixo).
Mandelbrot concluiu que esta abstração matemática representava exatamente o ruído nas transmissões. Assim, a solução que a IBM poderia tomar era nula, ou seja, a empresa deveria aceitar o fato de que os erros são inevitáveis e usar estratégia de redundância para descobrir e corrigir os erros.
O conceito da poeira de Cantor era totalmente incomum na matemática sob o ângulo de dimensão. Numa visão euclidiana, como sabemos, um cubo tem dimensão 3 porque apresenta largura, comprimento e altura; uma folha de papel possui dimensão 2 porque tem largura e comprimento; um fio tem dimensão 1 por apenas ter comprimento e, finalmente, um ponto tem dimensão 0 pois não apresenta nenhuma das qualidades.
Mas quando se pensa nas formas da natureza, como contorno de uma folha, do litoral, de uma montanha, de um fragmento de rocha, esta geometria se mostra deficiente. Nas palavras de Mandelbrot: “nuvens não são esferas, montanhas não são cones”. Sobre estas idéias, Mandelbrot escreveu um artigo denominado “Que extensão tem o litoral da Grã-Bretanha?”, onde analisa o processo de mensurar uma forma irregular como o litoral. Para descrever as formas da natureza, Mandelbrot foi além destas dimensões inteiras 0, 1, 2, 3, chegando a dimensões fracionárias.
Faltava um nome para as formas que Mandelbrot pesquisava. Certo dia, ao folhear um dicionário de latim que seu filho terminara de trazer da escola, a palavra foi encontrada: o adjetivo fractus, do verbo frangere, quebrar, fraturar. Daí surgiu a palavra que viria, a partir dali, revolucionar a maneira como são estudadas várias propriedades de diversos campos científicos: fractal.
Difícil conceber objetos de dimensão 2,73, não é mesmo? Realmente. Mas aqui você pode pensar em dimensões não inteiras como grau de aspereza ou grau de fragmentação. Voltando ao estudo do litoral, Mandelbrot viu que o grau de irregularidade permanecia constante, qualquer que fosse a escala utilizada. Isto significa que, seja de perto ou de longe os padrões de forma são os mesmos (da mesma forma que os preços do algodão). A irregularidade é, paradoxalmente, regular.
Esta é uma das principais características dos fractais: a auto-semelhança. Você vê isto sempre que corta um pedaço de couve-flor e vê que este pedaço é semelhante à verdura inteira. Um “pedaço” da poeira de Cantor é semelhante ao conjunto inteiro.
Fonte: In the Caos
Teoria do Caos
Você certamente já planejou algo do tipo: “amanhã à tarde irei à casa de meu colega para juntos irmos à praia”. Então você acorda com um belo dia ensolarado mas aos poucos o céu fica completamente nublado, mesmo com a previsão meteorológica: “Fim de semana com sol durante o fim de semana em todo o Estado”.
Se eu lhe disser que o que aconteceu de inesperado em seu dia é culpa do “caos”, você deverá concordar comigo e até mesmo dizer que o clima mundial é realmente um caos. Pois bem, vamos nos deter um pouco nesta palavra: caos. Ela era usada pelos gregos significando vasto abismo ou fenda. A palavra também alude ao estado de matéria sem forma e espaço infinito que existia antes do universo ordenado, suposto por visões cosmológico-religiosas. E, finalmente, o sentido mais usual de caos: desordem, confusão.
Você poderá ficar triste e dizer: devido a esta desordem do caos, nunca saberei quando o clima estará propício a ir à praia. Mas e se eu lhe disser que por trás desta desordem climática há uma ordem escondida?
Assim, a teoria do caos não é uma teoria de desordem, mas busca no aparente acaso uma ordem intrínseca determinada por leis precisas. Além do clima, outros processos aparentemente casuais apresentam certa ordem, como por exemplo o quebrar das ondas do mar, crescimento populacional, arritmias cardíacas, flutuação do mercado financeiro, etc...
Talvez isto seja animador, mas você ainda deve saber que em situações onde aparentemente há ordem, como por exemplo o movimento de um pêndulo de relógio cuco, um pouco de caos ainda subsiste. Esta é a teoria do caos: há ordem na desordem e desordem na ordem.
Fonte: In the Caos
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